| Grouper | |
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Grouper no Primavera Sound, em Barcelona, em 2014 | |
| Informações gerais | |
| Nome completo | Liz Harris |
| Nascimento | , Estados Unidos |
| Gêneros | Música ambiente, drone, dream pop |
| Ocupação | Cantora, compositora, artista visual, produtora |
| Instrumentos | Voz, guitarra, piano |
| Período em atividade | 2005–presente |
| Gravadoras | Yellow Electric, Type, Kranky |
| Afiliações | Mirrorring, Helen, Slow Walkers, Nivhek |
Grouper é o projeto musical da artista norte-americana Liz Harris, que também trabalha como artista visual e produtora e grava com esse nome desde 2005. A sua música situa-se entre a canção de autor e a música ambiente. Harris grava também sob o nome Nivhek e colaborou com músicos como Xiu Xiu, Lawrence English, The Bug e Jefre Cantu-Ledesma [en]. Vive em Astoria, no Oregon, onde dirige a editora Yellow Electric.
Liz Harris cresceu no Norte da Califórnia, a norte de São Francisco, numa comunidade do Quarto Caminho. A comunidade, chamada «the Group», inspirava-se nas ideias de George Gurdjieff, e o nome Grouper vem de «Groupers», alcunha usada entre os seus membros, sobretudo os mais novos. Em 2002 estudou prática artística na Universidade da Califórnia em Berkeley e no início da década de 2000 participou na cena artística dos armazéns de Oakland. Nas duas décadas seguintes viveu em Los Angeles, Portland e, por fim, Astoria.
O primeiro disco, Way Their Crept, saiu em novembro de 2005 como CD-R artesanal na sua própria editora, Yellow Electric; foi reeditado em CD pela Free Porcupine Society em 2006 e em vinil pela Type em 2007. Depois de Wide, o terceiro álbum, Dragging a Dead Deer Up a Hill, foi editado em 2008 pela Type. Em 2011 lançou no mesmo dia, pela Yellow Electric, as duas partes de A I A, Dream Loss e Alien Observer, mais tarde reeditadas pela Kranky. Em 2012 editou Foreign Body com Jesy Fortino, dos Tiny Vipers [en], sob o nome Mirrorring, e apresentou com Jefre Cantu-Ledesma Circular Veil, descrita como instalação e atuação de sete horas. The Man Who Died in His Boat (Kranky, 2013) reúne canções gravadas no mesmo período de Dragging a Dead Deer Up a Hill.
Ruins (Kranky, 2014), feito de piano e voz gravados num gravador de quatro pistas, foi registado quase todo em 2011, durante uma residência na zona de Aljezur. Entre outros projetos, Harris formou o duo Slow Walkers com Lawrence English, integrou o grupo Helen e colaborou com Kevin Martin (The Bug) em Angels & Devils. Em 2015 realizou, com o cineasta Paul Clipson, Hypnosis Display, filme encomendado pela Leeds Opera North. Em 2017 foi curadora de um programa do festival Le Guess Who?, com artistas como William Basinski, Keiji Haino e Roy Montgomery [en].
O 11.º álbum, Grid of Points, escrito e gravado durante uma residência no Wyoming, saiu pela Kranky em abril de 2018. Em 2019 publicou como Nivhek After Its Own Death / Walking in a Spiral Towards the House, uma colaboração com o artista visual Marcel Weber pensada como instalação audiovisual. Shade (Kranky, 2021) reúne canções gravadas ao longo de quinze anos em Astoria, em Portland e durante uma residência no Monte Tamalpais [en].
Em Astoria, Harris é proprietária do Anita Building, que usa como estúdio, sede da editora Yellow Electric e espaço para exposições pontuais.
Harris grava com pouco equipamento, normalmente um único microfone ligado a um gravador de cassetes ou a um computador, e evita trabalho extenso de pós-produção; descreve as gravações como registos da energia de um momento.