| Lawrence English | |
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Lawrence English em Sydney, em 2023 | |
| Informações gerais | |
| Nascimento | 1976 Brisbane, Austrália |
| Gêneros | Música ambiente, música experimental, gravação de campo |
| Ocupação | Compositor, artista, curador |
| Gravadoras | Room40, Touch, 12k [en] |
| Afiliação | HEXA |
| Página oficial | lawrenceenglish |
Lawrence English (Brisbane, 1976) é um compositor, artista e curador australiano. O seu trabalho, que dá igual peso a fontes musicais e ambientais, explora a perceção, o campo e a memória, em edições discográficas e em instalações. Em 2000 fundou a editora Room40, sediada em Brisbane, que dirige desde então. Desenvolveu o conceito teórico de «escuta relacional» (relational listening).
English nasceu em Brisbane, onde vive e trabalha. Começou a trabalhar em Brisbane e arredores em meados da década de 1990. Em 2000 fundou a Room40, editora e organização artística que acolhe o festival anual Open Frame.
Pela editora Touch publicou Kiri No Oto (2008), com gravações de campo feitas na Polónia, na Nova Zelândia, na Austrália e no Japão. Seguiu-se A Colour for Autumn (2009), pela 12k [en], com participações de Dean Roberts e de Christian Fennesz. Produziu projetos de artistas como Ben Frost, Tujiko Noriko e Tenniscoats.
O álbum Wilderness of Mirrors (Room40, 2014), inspirado nas campanhas de comunicação enganosa da Guerra Fria, foi apresentado ao vivo no festival CTM, em Berlim, em 2015. Seguiu-se Cruel Optimism (Room40, 2017), cujo título vem do livro homónimo de Lauren Berlant (2011) e que contou com quase uma dúzia de colaboradores, entre os quais Norman Westberg, guitarrista dos Swans, Mats Gustafsson e o coro Australian Voices.
Com Jamie Stewart, dos Xiu Xiu, forma o duo HEXA, criado na sequência de uma encomenda da Gallery of Modern Art de Brisbane para a exposição David Lynch: Between Two Worlds (2015): uma resposta sonora às Factory Photographs de David Lynch, editada em disco pela Room40 em 2016.
Em Lassitude (Room40, 2020) usou o órgão de tubos do Old Museum de Brisbane, construído no final do século XIX; a peça-título foi gravada num único take, sem edição nem processamento. Even the Horizon Knows Its Bounds resultou de uma encomenda da Art Gallery of New South Wales para o edifício Naala Badu, inaugurado em 2022, e reúne contributos de músicos como Jim O'Rourke, Claire Rousay e Norman Westberg; foi editado pela Room40 em 2025.
Em 2017 doutorou-se na Queensland University of Technology com a tese The listener's listening, na qual propõe o quadro teórico da escuta relacional; a tese recebeu o prémio de tese de doutoramento de excelência (Outstanding Doctoral Thesis Award) da universidade. Esse quadro teórico, pensado para as práticas de arte sonora, considera o som como objeto da audição, o lugar como zona de encontro entre o som e o ouvinte e a escuta como processo, e ocupa-se também do «ouvido protésico» do microfone. É bolseiro criativo Sidney Myer e, em 2022, foi o homenageado anual do Institute of Modern Art.