Fennesz

Fennesz
Fennesz em Bethesda, em 2010
Informações gerais
Nome completoChristian Fennesz
Nascimento25 de dezembro de 1962 (63 anos)
Viena, Áustria
GênerosMúsica eletrónica, música ambiente, glitch
OcupaçãoMúsico, compositor, produtor
InstrumentosGuitarra, computador portátil, Max/MSP
Período em atividade1988–presente
GravadorasEditions Mego, Touch
AfiliaçõesMaische, Fenn O'Berg [en]
Página oficialfennesz.com

Christian Fennesz (Viena, 25 de dezembro de 1962 (63 anos)), conhecido simplesmente como Fennesz, é um músico e compositor austríaco de música eletrónica. O seu trabalho combina guitarra e computador portátil, juntando melodia a amostras processadas e à estética glitch. Reconhecido sobretudo pelo álbum Endless Summer (2001), colaborou com músicos como Ryuichi Sakamoto, David Sylvian, Jim O'Rourke e King Midas Sound. Vive e trabalha em Viena.

Biografia

Fennesz começou a tocar guitarra por volta dos oito ou nove anos, em grande parte como autodidata. Estudou etnologia e musicologia em Viena, sem concluir o curso. Em 1988 fundou, com Harald Adrian e Siegfried Schmidt, a banda Maische, com a qual gravou dois álbuns até 1992. Por intermédio de Colin Newman, conheceu Peter Rehberg, que em 1995 lançou o seu primeiro disco, o EP Instrument, pela editora vienense Mego.

A partir do primeiro álbum, Hotel Paral.lel (1997), passou a usar artefactos digitais como cliques e distorção, o chamado glitch, combinados com sons gerados por computador, amostras e guitarra distorcida. Seguiu-se o single Plays (1998), com versões quase irreconhecíveis de «Paint It Black», dos Rolling Stones, e de «Don't Talk (Put Your Head on My Shoulder)», dos Beach Boys. Com Peter Rehberg e Jim O'Rourke formou o trio de improvisação Fenn O'Berg [en].

Endless Summer (Mego, 2001) trouxe-lhe amplo reconhecimento crítico: foi o segundo melhor álbum do ano para a Pitchfork e o terceiro para a revista The Wire. Seguiram-se, pela editora britânica Touch, Venice (2004), que conta com a participação de David Sylvian, e Black Sea (2008). Com Ryuichi Sakamoto gravou os álbuns Cendre (2007) e Flumina (2011).

Em 2009 foi editado In the Fishtank 15, gravado com os Sparklehorse. Em 2011 lançou o EP Seven Stars. O álbum Bécs (2014), cujo título é o nome húngaro de Viena, marcou o regresso à Editions Mego. Seguiram-se colaborações com os King Midas Sound, em Edition 1 (2015), e com Jim O'Rourke, em It's Hard for Me to Say I'm Sorry (2016), e os álbuns Agora (2019) e Mosaic (2024), ambos pela Touch.

Técnica

Fennesz usa a guitarra sobretudo como fonte sonora: o sinal passa por pedais de efeitos, incluindo uma caixa de distorção feita por medida, e segue para o computador, onde é processado em Max/MSP. Ao vivo, o seu principal software é o ppooll, um ambiente construído em Max por Klaus Filip.

Discografia selecionada

Álbuns de estúdio

Colaborações

Com Fenn O'Berg

Notas

Referências

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Ligações externas