| Peter Rehberg | |
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Rehberg em 2009 | |
| Informações gerais | |
| Nascimento | 29 de junho de 1968 Londres, Reino Unido |
| Morte | 22 de julho de 2021 (53 anos) Berlim, Alemanha |
| Gêneros | Música eletrónica, música experimental, noise, drone |
| Ocupação | Músico, compositor, editor discográfico |
| Instrumentos | Computador portátil, sintetizador modular |
| Período em atividade | 1995–2021 |
| Gravadoras | Mego, Editions Mego |
| Afiliações | Fenn O'Berg [en], KTL, R/S, DACM, MIMEO |
Peter Rehberg (Londres, 29 de junho de 1968 – Berlim, 22 de julho de 2021), também conhecido pelo nome artístico Pita, foi um músico de música eletrónica experimental britânico-austríaco e editor discográfico. Dirigiu a editora vienense Mego e fundou em 2006 a sua sucessora, Editions Mego. Colaborou com Fennesz e Jim O'Rourke no trio Fenn O'Berg [en] e com Stephen O'Malley no duo KTL.
Rehberg nasceu em Londres, filho de pai austríaco, e cresceu em Hertfordshire, onde frequentou a escola em St Albans. Em 1987 mudou-se para Viena, onde começou a trabalhar como DJ e jornalista musical.
Juntou-se à editora Mego pouco depois da sua fundação em Viena por Ramon Bauer, Andreas Pieper e Peter Meininger, e assumiu um papel na sua direção. O primeiro lançamento da Mego, Fridge Trax (1995), juntava Pita e General Magic em faixas construídas a partir de sons de frigoríficos. Como Pita, Rehberg estreou-se em álbum com Seven Tons for Free (1996), seguido de Get Out (1999) e Get Down (2002). Gravado num computador portátil Apple PowerBook, Get Out foi descrito pelo crítico David Keenan como «a primeira grande declaração musical feita com um portátil». Rehberg foi, em meados da década de 1990, um dos primeiros artistas a usar dispositivos portáteis em atuações ao vivo e contribuiu para tornar o computador portátil um instrumento habitual em palco. Em 1999 o júri da categoria de música digital do Prix Ars Electronica atribuiu uma distinção à Mego, em vez de a dividir entre as candidaturas da editora: Seven Tons for Free, de Pita, e Hotel Paral.lel, de Fennesz.
Com Fennesz e Jim O'Rourke formou o trio Fenn O'Berg, que editou The Magic Sound of Fenn O'Berg (1999) e The Return of Fenn O'Berg (2002). Integrou ainda o grupo DACM, com Tujiko Noriko [en], o ensemble MIMEO, o duo R/S, com Marcus Schmickler [en], e o projeto NPVR, com Nik Void.
A Mego encerrou em 2005, e em 2006 Rehberg lançou a Editions Mego, cujo catálogo veio a incluir Oneohtrix Point Never, Emeralds [en], Mark Fell e Caterina Barbieri. A editora acolheu subetiquetas como Spectrum Spools, Ideologic Organ e Old News, e a partir de 2012 passou a reeditar obras do Groupe de Recherches Musicales (GRM), em Paris, nas séries Recollection GRM e Portraits GRM.
Em 2006 formou com Stephen O'Malley o KTL, para compor e interpretar a música de Kindertotenlieder, espetáculo da artista franco-austríaca Gisèle Vienne. Os três primeiros álbuns do duo, montados por Vienne, partiram de ideias concebidas para essa produção de Vienne e do escritor Dennis Cooper; Rehberg e Vienne colaboraram durante cerca de vinte anos. O duo editou ainda IV (2009), o seu primeiro álbum sem ser encomendado para teatro ou cinema, e VII (2020). Nos últimos anos Rehberg passou a recorrer cada vez mais à síntese modular, e como Pita editou Get In (2016) e Get On (2019).
Rehberg morreu subitamente em Berlim, a 22 de julho de 2021, vítima de um ataque cardíaco, aos 53 anos. Em 2025 a Editions Mego publicou Liminal States, banda sonora teatral inédita, criada por Rehberg em 2018 para o espetáculo Pervasive Magnetic Stimuli, da coreógrafa islandesa Margrét Sara Guðjónsdóttir.