| Caterina Barbieri | |
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Caterina Barbieri | |
| Informações gerais | |
| Nascimento | 1990 Bolonha, Itália |
| Gêneros | Música eletroacústica, minimalismo |
| Ocupação | Compositora, música |
| Instrumento | Sintetizador modular |
| Gravadoras | Important Records [en], Editions Mego, light-years |
| Página oficial | caterinabarbieri |
Caterina Barbieri (Bolonha, 1990) é uma compositora e música italiana de música eletroacústica, baseada em Berlim. Trabalha sobretudo com sintetizador modular e procura explorar o modo como padrões repetidos e a sua transformação gradual afetam a perceção, a memória e a consciência. Fundou em 2021 a editora light-years e é diretora artística do setor de Música da Bienal de Veneza no biénio 2025–2026.
Barbieri começou a estudar guitarra clássica aos 11 anos e entrou aos 14 no conservatório de Bolonha. No Conservatório G. B. Martini obteve o diploma em guitarra clássica, com Walter Zanetti, em 2012, e em composição eletroacústica, com Francesco Giomi, em 2014; estudou também em Estocolmo, no Royal College of Music e no Elektronmusikstudion (EMS). Em 2015 licenciou-se em Letras Modernas na Universidade de Bolonha, com uma tese de etnomusicologia sobre o minimalismo norte-americano e a música clássica indostânica. Fora do conservatório assistia a concertos de noise e metal de músicos como Keiji Haino e Prurient [en]; começou a fazer música eletrónica depois de contactar com o sintetizador Buchla 200 [en] em 2013, instrumento com que trabalhou numa residência no EMS.
O álbum Patterns of Consciousness foi editado pela Important Records [en] em 2017. Pela mesma editora lançou em 2018 Born Again in the Voltage, gravado no EMS sobretudo com o Buchla 200 e concluído em 2015, e, no mesmo dia, um disco partilhado com Eleh [en]. Ecstatic Computation saiu em 2019 pela Editions Mego; nesse ano o seu catálogo passou a ser representado pela Warp Publishing. Em Fantas Variations (Editions Mego, 2021) o saxofonista Bendik Giske [en] reelaborou o tema «Fantas».
Em 2021 fundou a editora light-years e compôs a banda sonora do filme John and the Hole. Spirit Exit (light-years, 2022) foi escrito durante o confinamento da pandemia de COVID-19, iniciado em março de 2020, no apartamento onde então vivia em Milão. Myuthafoo (light-years, 2023) foi em grande parte escrito durante digressões. Em 2024 colaborou com Kali Malone na instalação Due qui/To hear, de Massimo Bartolini, no Pavilhão de Itália da 60.ª Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza, e apresentou em Paris o concerto Womb, encomenda do IRCAM e do Centre Pompidou. Em novembro de 2024 foi nomeada diretora artística do setor de Música da Bienal de Veneza para o biénio 2025–2026. Em 2026 editou, com Bendik Giske, o EP At Source.
Patterns of Consciousness foi feito sobretudo com um sintetizador modular, recorrendo a um sequenciador. Barbieri descreve o minimalismo como centrado no processo e não na forma, com a perceção do ouvinte a mudar à medida que o material se transforma. Ao vivo, toca sequências guardadas numa biblioteca de padrões, decidindo no momento os loops, as repetições e as transições.