| Haliotis iris | |
|---|---|
| Classificação científica | |
| Reino: | Animalia |
| Filo: | Mollusca |
| Classe: | Gastropoda |
| Subclasse: | Vetigastropoda |
| Ordem: | Lepetellida |
| Família: | Haliotidae |
| Gênero: | Haliotis |
| Espécies: | H. iris |
| Nome binomial | |
| Haliotis iris Gmelin, 1791 | |
| Sinónimos | |
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Haliotis iris (denominado em inglês rainbow abalone e blackfoot abalone, devido à cor negra do pé do animal; em maori por pāua e também em inglês por paua, sem acento, ou blackfoot pāua) é uma espécie de molusco gastrópode marinho pertencente à família Haliotidae. Foi classificada por Gmelin, em 1791. É nativa do sudoeste do oceano Pacífico, na costa da Nova Zelândia; sendo uma das três espécies de Haliotis deste país, junto com Haliotis australis (yellowfoot pāua, silver pāua ou queen pāua) e H. virginea (whitefoot pāua ou virgin pāua). É o maior, o mais comum e o mais conhecido, dentre os três abalones (pāua) neozelandeses.
Haliotis iris apresenta concha oval e funda, com uma superfície frequentemente coberta com um pesado depósito de calcário e sendo irregularmente enrugada. Está entre os poucos gastrópodes que precipitam em sua concha tanto calcita quanto aragonita, podendo afetar seu brilho e resistência. Chegam de 14 até pouco menos de 20 centímetros e são de coloração geralmente uniforme em marrom-avermelhado com leve tonalidade esverdeada. Os furos abertos na concha, de 5 a 8, são circulares, grandes e pouco elevados. Região interna madreperolada, iridescente, apresentando o relevo de sua face externa e geralmente uma cicatriz muscular visíveis.
Haliotis iris ocorre em águas rasas da zona nerítica, entre as rochas, no sudoeste do oceano Pacífico; uma espécie endêmica da costa da Nova Zelândia, sendo encontrada nas ilhas Norte e Sul, mas também nas ilhas Chatham. Embora a maioria viva a menos de 10 metros, particularmente em locais expostos a grandes ondas, eles podem ser encontrados em profundidade de até 15 metros.
Este grande pāua neozelandês.tem sido uma das criaturas marinhas mais intensamente utilizadas pelo Homem, em sua região. Maoris os têm usado como fonte de alimento e suas conchas são utilizadas como recipientes para a realização e mistura de pigmentos; também sendo usada em ornamentos de adorno pessoal, elementos decorativos em esculturas, como olhos, e uso em artigos como anzóis.
Atualmente existem restrições legais para protegê-lo de sua sobrepesca, sendo possível coletar apenas dez pāua por dia. Conchas de dimensões menores que 12,5 centímetros devem ser retornadas ao mar. Não há permissão para pescá-lo com equipamento de mergulho. Apenas uma faca de lâmina fina é necessária para retirá-lo da rocha. Os maiores, e mais procurados por sua carne e concha, provém da ilha Stewart. Sua carne, concha e pérolas, resultantes de seu cultivo, são comercializados, sendo a única espécie de abalone cultivada nesta região. No entanto, mesmo com todas essas restrições em vigor, a negociação no mercado negro, sobre coletas ilegais, é enorme.
Text originally published in Tai Awatea, Te Papa's onfloor multimedia database (1998)