| Haunani-Kay Trask | |
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| Conhecido(a) por | Líder no movimento pela soberania havaiana |
| Nascimento | 3 de outubro de 1959 |
| Morte | |
| Causa da morte | Câncer |
| Etnia | Havaiana |
| Progenitores | Mãe: Haunani Trask Pai: Bernard Trask |
| Parentesco | Mililani B. Trask (irmã) |
| Cônjuge | David Stannard |
| Alma mater | Universidade de Wisconsin-Madison |
| Ocupação |
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Haunani-Kay Trask (3 de outubro de 1949 - 3 de julho de 2021) foi uma ativista havaiana, educadora, escritora e poeta.
Atuou como líder do movimento pela soberania havaiana e foi uma professora emérita na Universidade do Havaí em Manoa. Fundou o Centro Kamakakūokalani para Estudos havaianos na Universidade do Havaí em Manoa, e serviu como sua diretora por quase uma década.
Filha de Haunani e Bernard Trask, descende da linhagem Pi'ilani de Maui e da linhagem Kahakumakaliua de Kaua'i. Nasceu em São Francisco, Califórnia, e cresceu no lado Ko'olau [en] da ilha de Oahu, Havaí.
Formou-se nas Escolas Kamehameha [en] em 1967 e frequentou a Universidade de Chicago, mas logo transferiu-se para a Universidade de Wisconsin-Madison, onde completou seu bacharelado em 1972. Na mesma universidade, obteve mestrado em 1975 e um Ph.D. em ciências políticas em 1981. Sua dissertação foi transformada em um livro, Eros and Power: The Promise of Feminist Theory, publicado pela Editora da Universidade de Pennsylvania [en] em 1986.
Haunani-Kay Trask esteve entre os fundadores do Centro Kamakakūokalani para Estudos do Havaí na Universidade do Havaí em Manoa. Atuou como sua diretora por quase uma década e foi um de seus primeiros membros. Durante seu tempo na universidade, ajudou a garantir a construção do Centro Kamakakūokalani para Estudos do Havaí do Fladys Brandt [en], que viria a se tornar o centro permanente para estudos do tema na Universidade do Havaí. Em 2010, Trask se aposentou se dua posição como diretora, mas continuou a ensinar sobre os movimentos políticos da população nativa no Havaí e o Pacífico; a literatura e atuação política das mulheres que vivem nas ilhas; a história e política do Havaí; e história indígena dos países de terceiro mundo e política, como professora emérita.
Começando em 1986, Trask apresentou a produziu First Friday, um programa mensal de televisão pública que acentuava as questões políticas e culturais da população havaiana. Trask co-escreveu e co-produziu o documentário premiado Act of War: The Overthrow of the Hawaiian Nation de 1993. Ela escreveu o livro From a Native Daughter: Colonialism and Sovereignty in Hawaiʻi, descrito por Cynthia G. Franklin [en] e Laura E. Lyons como um "texto fundador" sobre direitos indígenas. Trask publicou dois livros e poesia: Light in the Crevice Never Seen (1994) e Night Is a Sharkskin Drum (2002). Ela também desenvolveu o CD We Are Not Happy Natives (2002), sobre o movimento de soberania do Havaí.
Trask representou a população nativa do Havaí no Grupo de Trabalho sobre Populações Indígenas em Geneva e em 2001 viajou para a África do Sul com o objetivo de participar na "Conferência Global contra o Racismo, Discriminação Étnica, Xenofobia e Intolerâncias Relacionadas" das Nações Unidas.
Em março de 2017 a Hawaiʻi Magazine a reconheceu como uma das mulheres mais influentes na história do Havaí.
Em setembro de 2021 o Departamento de Filosofia da Universidade do Havaí em Mānoa emitiu um pedido de perdão póstumo para Task revido aos ataques que ela recebeu dos pesquisadores de Mānoa no passado.
Durante seu tempo de estudos em Chicago, Trask aprendeou sobre e tornou-se uma apoiadora ativa do Partido dos Panteras Negras. Enquanto estudava na Universidade de Wisconsin-Madison, ela também participou nos protestos estudantis contra a Guerra do Vietnam. Graças à estas experiências, Trask escreveu que quando estuvana na Universidade de Wisconsin-Madison, ela começou a desenvolver teorias sobre como o capitalismo e o racismo se apoiavam entre si. Enquanto estudava política na Universidade de Wisconsin-Madison, ela passou a realizar estudos feministas e passou a se considerar uma feminista.
Posteriormente em seu trabalho, ela passou a denunciar seu papel como uma "feminista" devido ao foco padrão nos estadunidenses e branquitude, com ela sendo mais alinhada com o feminismo transnacional [en]. "Agora que estou trabalhando entre meu povo, notei que existem limitações demais na teoria feminista. O feminismo que estudei era muito branco, muito estadunidense. Somente os problemas definidos por mulheres brancas 'feministas' possuiam discussões estruturadas. A linguagem delas envolvia a conversa de 'direitos' no Primeiro Mundo, aquele Iluminismo individualista que toma por garantido a primazia 'individual'. Por fim, mas de várias formas pior ainda, o estilo feminista era agressivamente estadunidense."
Trask se opunha ao turismo no Havaí [en] e a presença do Exército dos EUA nas ilhas. Em 2004, Trask se colocou contra a Lei Akaka [en], que visava estabelecer um processo de reconhecimento para que os Nativos do Havaí ganhassem um reconhecimento feeral parecido com o recebidos por algumas tribos indígenas no Estados Unidos. Trask sentiu que esta lei não fazia justiça ao povo havaiano pois ela permitia que o Governo dos EUA continuasse a controlar a estrutura governamental, terras e recursos da população nativa sem reconhecer o Havaí como uma nação em si. Adicionalmente, ela explicou que a lei foi escrita ex patre e que as audiências foram evitadas para excluir a participação da comunidade nativa.
Em seu orbituário, o New York Times notou a pressão que ela fez pelo movimento de soberania e a citou: "Morreremos como Havaianos. Jamais seremos Estadunidenses."
Seu parceiro de longa data foi o professor da Universidade do Havaí David Stannard [en]. Trask faleceu de câncer no dia 3 de julho de 2021.
Trask veio de uma família politicamente ativa. Mililani Trask [en], sua irmã mais nova, é uma líder do movimento de soberania. Seu avô paterno, David Trask Dr., foi presidente da comissão de serviço civil e da comissão de polícia em 1922; serviu como sheriff de Honolulu entre 1923-1926 e foi eleito como senador territorial de O'ahu em 1932. Ele foi um dos principais defensores que o Havaí se tornasse um estado. Seu tio, Arthur K. Trask, foi um advogado, um membro ativo do Partido Democrata e membro da Comissão Estatal entre 1944-1957. David Trask Jr., outro tio, foi chefe da Associação de Empregados Governamentais do Havaí.