
Um heliponto é uma área projetada exclusivamente para operações de pouso e decolagem de helicópteros. Diferentemente de um heliporto, o heliponto é uma estrutura mais simples, sem instalações complementares, como áreas de taxiamento, hangares, oficinas, reabastecimento ou pátios para estacionamento de aeronaves. Sua função principal é oferecer uma superfície segura e claramente marcada para operações de helicópteros, sendo amplamente utilizado em áreas urbanas, rurais, navios e plataformas offshore.

Os helipontos são classificados como aeródromos e, portanto, seguem a mesma lógica de categorização, sendo divididos em:
Essa classificação reflete a finalidade e as restrições de uso de cada heliponto, garantindo conformidade com as normas aeronáuticas.
Um heliponto é composto por três elementos principais, cujo dimensionamento depende do tipo de helicóptero esperado e da frequência de uso:
Esses elementos são marcados com sinalizações específicas, como círculos, a letra "H" e, em alguns casos, números indicando o limite de peso (em milhares de quilos) ou o diâmetro máximo do rotor (em metros). A construção geralmente utiliza concreto para maior durabilidade, mas em situações temporárias, materiais como madeira ou tapetes modulares (rig mats) podem ser empregados.
Helipontos são encontrados em diversos contextos, incluindo:
No Brasil, a regulamentação de helipontos é feita pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), que estabelece normas para projeto, construção e operação. Em São Paulo, o Plano Diretor Estratégico de 2002 foi pioneiro ao exigir um Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) para a instalação de helipontos, considerando ruídos, ventos e impacto urbano. A cidade possui mais de 200 helipontos, refletindo sua relevância em áreas urbanas densas.
Os helipontos devem seguir padrões internacionais, como os da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), para garantir segurança e interoperabilidade.