
A hidromagnesite é um mineral composto por carbonato básico de magnésio hidratado, com a fórmula química complexa Mg₅(CO₃)₄(OH)₂·4H₂O. Cristaliza no sistema monoclínico e apresenta-se habitualmente sob a forma de incrustações gredosas, agregados fibrosos ou pequenos cristais aciculares de cor branca a incolor. Com uma dureza de 3,5 na escala de Mohs e uma densidade baixa, este mineral secundário resulta tipicamente da meteorização e alteração a baixas temperaturas de rochas ígneas e metamórficas ricas em magnésio, como as serpentinites e os complexos ultramáficos. No ambiente espeleológico, a hidromagnesite assume grande relevância por ser o terceiro carbonato mais comum em grutas, surgindo frequentemente como o principal constituinte do «leite de lua» (moonmilk), uma substância pastosa e esbranquiçada cuja precipitação está intimamente ligada à atividade metabólica de cianobactérias e micro-organismos subterrâneos. Para além das ocorrências em fraturas rochosas e cavernas, pode depositar-se como evaporito em lagos alcalinos salinos. Do ponto de vista industrial, a característica mais valiosa da hidromagnesite é a sua decomposição endotérmica faseada, que ocorre entre os 220 e os 400 °C. Ao ser aquecido, o mineral liberta água e dióxido de carbono gasosos, deixando um resíduo sólido de óxido de magnésio. Esta reação absorve calor e dilui os gases combustíveis, razão pela qual a hidromagnesite é amplamente minerada, sintetizada e misturada com outros minerais (como a huntite) para ser utilizada como um retardador de chamas ecológico e supressor de fumo na produção de plásticos, polímeros e revestimentos de cabos elétricos. Recentemente, tem também despertado interesse na engenharia civil para o fabrico de cimentos ecoeficientes que capturam dióxido de carbono atmosférico.