| Hindi हिंदी (Hindī) | ||
|---|---|---|
| Pronúncia: | [ˈɦɪndiː] | |
| Falado(a) em: | ||
| Região: | Sul da Ásia | |
| Total de falantes: | c. 609 milhões (2020) | |
| Família: | Indo-europeia Indo-ariana Hindi | |
| Escrita: | Devanágari e Alfabeto latino | |
| Estatuto oficial | ||
| Língua oficial de: | Índia e Fiji. | |
| Regulado por: | Central Hindi Directorate (Directoria Central de Hindi) | |
| Códigos de língua | ||
| ISO 639-1: | hi | |
| ISO 639-2: | hin | |
| ISO 639-3: | hin
| |
| Glottolog: | hind1269
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| Linguasphere: |
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A língua hindi ou híndi (em hindi: हिंदी ou hindī; AFI: [ˈɦɪndiː]) pertence a família indo-iraniana, um subgrupo da família indo-europeia e é listada como língua oficial do governo da Índia, de Fiji, e de vários estados indianos, principalmente do norte, centro e oeste, como Bihar, Deli, Haryana, Jarcanda, Madia Pradexe, Rajastão, Utaracanda, Himachal Pradexe e Utar Pradexe.
Atualmente existem cerca de 609 milhões de falantes de hindi no mundo, o que permite classificar a língua como ativa. A maioria dos falantes está na Índia onde é falada por 40% dos habitantes, sendo que apenas 26% falam como língua materna. Além disso, está presente em diversos países como Nepal, Maurício e Guiana, podendo ser considerada a terceira língua mais falada do mundo
Historicamente, o hindi é originada do sânscrito védico, usado em textos litúrgicos do hinduísmo. Historiadores acreditam que o sânscrito foi trazido para a Índia vindo de onde hoje é o Irã pelos invasores que deslocaram a população que vivia no Vale do Indo por volta de 1500 a 1000 a.c. Nos séculos seguintes os falantes de sânscrito teriam desenvolvido a língua e dialetos teriam surgido, os chamados prácritos, os quais eram usados em conversas do dia a dia e originaram o hindi posteriormente.
A língua caracteriza-se pelos verbos nos final das frases e por utilizar o sistema de escrita Devanágari, que foi originado do alfabeto Brahmi, do qual todos os sistemas de escrita indianos modernos são derivados. Também é evidente a influência do inglês, devido à grande troca cultural que ocorreu entre Índia e Inglaterra durante o período da colonização britânica no século XVIII. Por causa dessa influência, hoje, o inglês é a segunda língua oficial da Índia e ainda possuí várias palavras derivadas do hindi, como "gengibre", "bangalô", "yoga" e "xale".
O nome do idioma deriva do persa "hind" que significa "terra do rio Indo", o sufixo "-i" indica a língua ou povo da região. Logo, hindi seria a "língua do Indo" ou "povo do Indo".

O hindi também possui origens no sânscrito, (sindhu) que significa "rio" ou "corpo de água", este termo era usado para se referir ao rio, ao povo e à região geográfica ao seu redor. Posteriormente, o termo foi adotado pelos persas como "Hindu", o qual foi adotado pelos gregos como "Indos" e eventualmente chegou ao Latim como índia.
O hindi é falado principalmente na Índia e em Fiji (hindi fijiano), onde é a língua oficial. Outros países possuem geralmente uma base pequena de falantes, adquiridos muitas vezes por migração. Estes países incluem o Nepal, as Ilhas Maurício, a África do Sul, os Emirados Árabes Unidos, a Guiana, entre outros.
Na Índia, é falado por 40% dos habitantes. A região indiana em que mais está presente é chamada de "Hindi belt" ou "cinturão do hindi", do qual fazem parte os estados de Bihar, Deli, Haryana, Himachal Pradexe, Jarcanda, Madia Pradexe, Rajastão, Utar Pradexe e Utaracanda. Nessas regiões a maioria populacional fala como primeira língua (caracterizando 26% da população do país). No geral o hindi e suas variações é falado por toda a população indiana pelo menos como segunda língua. Em Fiji, é falado por aproximadamente 37% da população. Surgiu no território após a diáspora de trabalhadores indianos para Fiji durante o regime britânico na região. Porém, teve muita influência do próprio Fiji e do inglês e por isso pode ser considerado uma variante do hindi tradicional.
No sentido em que usamos hoje, o termo hindi é usado como guarda chuva para várias outras línguas relacionadas que são ativamente faladas no norte da Índia. Existe uma continuidade linguística que permite com que variações adjacentes sejam entendidas em um nível maior de compreensão, por isso que diferentes variantes às vezes usam o termo hindi para se referir à sua língua. Mesmo assim, as pontas mais diferentes das variantes seriam dificilmente compreensíveis.
Na classificação de Grierson (1906), os dialetos do hindi podem ser divididos em dois grandes grupos, orientais e ocidentais. O dialetos orientais surgiram a partir do prácrito Ardhamagadhi (em sanscrito, "metade de Magadhi") enquanto os dialetos ocidentais surgiram do prácrito sausarena apabhramsa (em sanscrito, "corrompido").
Distribuição dos dialetos do hindi:

No geral, os dialetos da divisão oriental são delimitados pelo Himalaia napalês ao norte, a oeste por vários dialetos da divisão Ocidental, sendo os principais o kannauji e o bundeli. A leste são limitados pelo dialeto bhojpuri de Bihar e pelo oriya e ao sul encontra formas da língua marata. Do mesmo modo, os dialetos divisão Ocidental se estendem até o sopé dos Himalaias ao norte, até o vale do rio Jamuna ao sul e ocupa a maior parte de Bundelkhand e uma parte das províncias centrais, no lado leste.
Outros dialetos falados por exemplo em Bihar (como Maithili, Bhojpuri, Maghi), no Rajastão (como Marwari, Jaipuri, Malvi) e em Himachal Pradexe não foram colocados na classificação original, apesar de, hoje, serem abrangidas pelo termo hindi.
Muitas vezes, os termos hindi e urdu são usados como sinônimos, o que gera uma confusão considerável. Tal confusão existe por que as duas línguas são muito próximas. Em um período anterior, as línguas de administração do território indiano (sânscrito para as dominações hindus, persa para as dinastias muçulmanas e inglês nas colônias britânicas) eram restritas às elites. Contudo, a partir da invasão de Mohammed Ghori no final do século XII c.e. o persa era usado na administração das dinastias afegãs, árabes, persas e turcas que se instalaram na região de Deli e arredores enquanto a língua local era usada na comunicação do dia a dia com o povo. Essa língua local era uma forma de Apabhramsa, que eventualmente se tornou o hindi. Nos séculos seguintes, duas línguas surgiram devido à pressões sociais e ao patrocínio das cortes:

Posteriormente, devido a questões políticas, sociais e atitudinais, o hindi foi associado a população hindu e o urdu associado a população muçulmana. Durante o período do movimento nacional, Mahatma Gandhi e o Congresso Nacional Indiano tentaram incentivar uma variedade neutra da língua, que ficou conhecida como hindustâni.
O hindi surgiu do sânscrito, uma das principais línguas da Índia antiga. Ele surgiu primeiramente como língua falada, trazida pelos invasores iranianos até o Vale do Indo, por volta de 1500 a.c. e com o passar do tempo e desenvolvimento constante, foi utilizado para a produção de tradições religiosas e literárias da região. O sânscrito védico é a forma mais antiga da língua, o qual era utilizado nos textos sagrados do hinduísmo, os Vedas. Posteriormente, o sânscrito se desenvolveu para a sua forma Clássica, a qual é usada ainda hoje na educação e na filosofia.

Entre os séculos 500 a.c. e 800 e.c., diferentes versões do sânscrito foram surgindo. Essas novas formas de falar ficaram conhecidas como prácritos (do sânscrito "símbolo", "imagem"). Elas eram mais simples e refletiam como as pessoas realmente falavam. Variações regionais dos prácritos foram se desenvolvendo com o tempo e a partir dos séculos XI e XII que surgiram as primeiras versões do Khari Boli (o descendente direto do hindi moderno padrão) em Deli.
No período medieval, ocorreram várias invasões turcas e muçulmanas no território indiano, o que influenciou o desenvolvimento das línguas da região. Durante esse período, o persa era usado na administração dos impérios e a partir do começo do período Mughal, reinado pelo imperador Moghul Akbar, o persa passou a ser usado como língua oficial, ganhando bastante prestígio. A presença do persa influenciou os dialetos locais. O hindi enriqueceu seu vocabulário e se dividiu criando o dialeto urdu, o qual é muito similar ao hindi porém utiliza outro alfabeto e tem mais influências persas.

O domínio britânico sobre a Índia se iniciou no século XVIII. Durante esse período, enquanto o inglês se tornava cada vez mais utilizado, o hindi ainda estava sendo padronizado e diferenciado do urdu. Em 1837, o inglês substituiu oficialmente o persa como língua oficial. A língua era usada na educação, administração e trocas comerciais enquanto o hindi e o urdu estavam presentes em apenas algumas camadas administrativas. Através da Companhia das Índias orientais, os colonizadores iniciaram um monopólio comercial no território indiano, difundindo o uso do inglês e reforçando o imperialismo britânico. O inglês se tornou uma língua de prestígio e apesar de não ser falada por muitos, ela se tornou símbolo da elite, como permanece até hoje. É falada por cerca de 3% a 4% da população, a qual representa a parcela mais influente da Índia atual. Nesse período várias pinturas foram feitas retratando a época, elas eram feitas principalmente por indianos para os oficiais ingleses. Essa arte misturava o estilo tradicional indiano com técnicas europeias. Ficou conhecido como "pinturas da companhia" ou Kampani Kalam (em hindi) por retratarem, em sua maioria, a companhia britânica e os oficiais, como a pintura ao lado.

Como parte de movimentos de resistência à colonização, no começo do século XIX, estudiosos e reformistas começavam a lutar para substituir o persa e o inglês nas atividades administrativas por uma língua relacionada ao sânscrito, que era visto como uma língua pura. No final do século XIX e começo do século XX o hindi e o urdu já estavam sendo promovidos em escolas, jornais e movimentos nacionalistas como um símbolo da unificação da identidade indiana. Nesse período, Gandhi defendeu incansavelmente pela adoção do hindustâni como língua nacional, já que seria a junção entre as duas línguas citadas. Em 1900, a administração britânica equalizou o status do hindi e do urdu no território, o que abriu as portas para a eventual supremacia do hindi. Em pouco tempo, o hindi foi padronizado e alcançou nível global, porém ainda sob regime britânico na Índia e ainda competindo com o urdu.
Após a independência da Índia, em 1947, os líderes da nova nação indiana reconheceram a oportunidade de unir todos os estados com uma língua universal e comum. Mahatma Gandhi, considerado "pai da nação" indiana, defendia que a padronização da língua era essencial para o ascensão da Índia como uma nação genuína. Ele identificou cinco critérios para que uma língua fosse escolhida:
Todavia, após a partição e a emigração de vários muçulmanos, os líderes hindus viram uma menor necessidade de escolher uma língua que fosse familiar ao persa, como o urdu ou o hindustani. Dessa forma, o hindi se tornou a primeira escolha para essa decisão. Ainda assim, essa não era uma tarefa fácil, já que nem todos iriam aceitar a primeira vista uma língua específica. No entanto, como o hindi era a língua mais falada no território e possuía certa relação com as línguas do sul, devido à influências do sânscrito, ela foi escolhida como língua oficial, com a garantia do primeiro ministro Jawaharlal Nehru de que ela não seria imposta nas áreas de pessoas não falantes.

Histórias da literatura hindi incluem trabalhos de todo o cinturão do hindi. Há uma tradição secular de literatura devocional/religiosa em várias línguas/dialetos, que estão incluídos nas histórias da literatura hindi. Em toda a região, os autores usavam vários desses dialetos para a criatividade literária, tanto que a maior parte da poesia devocional que trata de temas da lenda de Krishna é composta em braj, e a maior parte da poesia que trata da lenda de Rama é em awadhi. Isso acontece porque braj é o dialeto de Matura e Vrindavan, os dois lugares associados ao nascimento e às façanhas de Krishna, e awadhi é falado na província de Awadh, associada ao reino de Rama.
No período medieval, quase todos os poetas compunham em mais de um dialeto. Pelo menos dois deles, Kabir (1398-1498) e Meera Bai (1478-1540), usaram um dialeto misto que incorporava elementos de vários ao mesmo tempo, incluindo o khari boli, que foi a base do hindi padrão moderno. Ainda há outros poetas do período medieval que marcaram a literatura hindi, Tulsidas (1532-1623), Surdas (1479-1586) e Vidyapati (1340-1430), que possuem obras em dialetos como awadhi, braj bhasha, maithili e rajastani.

A escrita do hindi surgiu junto com a própria língua, porque esta utilizou-se da escrita do sânscrito. Sendo assim, textos administrativos ou criativos eram escritos desde o surgimento da língua. Todavia, foi no século XVIII que se deu o início da documentação de uma gramática do hindi.
As gramáticas tradicionais descrevem a língua utilizando a estrutura tradicional das gramáticas sânscritas. Já as gramáticas comparativas e históricas têm o foco principal em apresentar a descrição diacrônica das características gramaticais em diferentes níveis linguísticos, especialmente a fonologia e a morfologia. Geralmente estas trazem um olhar histórico e comparativo entre as línguas indo-arianas. As gramáticas modernas em hindi tratam de alguns aspectos da sintaxe em profundidade e tendem a aplicar os modelos teóricos ocidentais e a levantar discussões teóricas.
Alguns trabalhos se destacam: Aryendra Sharma (1958), a primeira gramática descritiva do hindi moderno em inglês; Moutaut (2005), promove uma descrição funcional de uma perspectiva tipológica; e Agnihotri (2007), um guia que contém estruturas e características linguísticas fundamentais do hindi.
Trinta e seis fonemas consonantais são distintivos no hindi, dos quais cinco foram introduzidas do inglês e de empréstimos perso-arábicos. As consoantes são classificadas em grupos diferentes de acordo com o modo e o local de articulação, estes estão representados abaixo:
| Bilabial | Labiodental | Alveolar | Dental | Retroflexa | Palatal | Velar | Uvular | Glotal | ||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Oclusiva | surda | p | t | ʈ | k | q | ||||
| sonora | b | d | ɖ | g | ||||||
| aspirada | pʰ bʰ | tʰ dʰ | ʈʰ ɖʰ | kʰ gʰ | ||||||
| Nasal | m | n | ɳ | ɲ | ŋ | |||||
| Africada | surda | c | ||||||||
| sonora | j | |||||||||
| aspirada | cʰ jʰ | |||||||||
| Vibrante | r | |||||||||
| Tap ou Flap | não aspirada | ɽ | ||||||||
| aspirada | ɽʰ | |||||||||
| Laterais | l | |||||||||
| Fricativa | surda | f | s ʃ | ç | x ɣ | |||||
| sonora | z | h | ||||||||
| Aproximante | ʋ | ʎ | ||||||||
Consoantes alongadas são aquelas em que a articulação da consoante é prolongada na fala. Esse fenômeno é muito comum no hindi e pode modificar o sentido das palavras.
Dez fonemas vocálicos são distintos no hindi são distintas no hindi, estes são:
| Anterior | Central | Posterior | |
|---|---|---|---|
| Fechada | i | u | |
| Semifechada | e | o | |
| Média | ə | ||
| Semiaberta | ɛ | ɔ | |
| Aberta | a |

Além dos fonemas representados na tabela acima, existem dois que são a versão tensionada dos fonemas /i/ e /u/ e podem ser representados da seguinte maneira /̄ī/ e /̄ū/, respectivamente. Todas as vogais tensionada são foneticamente longas e as vogais laxas são foneticamente curtas. Além disso, no hindi A nasalização é distintiva, ou seja, as vogais orais e as nasais contrastam em pares mínimos e diferenciam as palavras. Esse fenômeno pode ocorrer em todas as vogais e é representado pelo símbolo ~ em cima das vogais, como em /ã/ e /̃u/.
Exemplos da distinção de palavras com vogal nasalizada:
| Hindi | Português | Hindi | Português |
|---|---|---|---|
| bas | Cheiro desagradável | bãs | Bambu |
| bʰit | Com medo | bʰĩt | Parede |
| pucʰ | Perguntar | pũcʰ | Cauda |
As sílabas em hindi se dividem a partir das seguintes regras:
A estrutura das sílabas nos morfemas monossilábicos é a seguinte:
| V | a | "vir" |
|---|---|---|
| VC | ab | "agora" |
| VCC | ant | "final" |
| CV | ja | "ir" |
| CVC | kam | "trabalhar" |
| CVCC | mang/dost | "demandar/amigo" |
| CCV | kya | "o que" |
| CCVC | pyar | "amor" |
Palavras emprestadas, principalmente do sânscrito, adicionaram uma complexidade extra para essas estruturas, como demonstrado na tabela abaixo:
| VCCC | astr | "míssil" |
|---|---|---|
| CVCCC | fastr | "ciência" |
| CCVCC | sparf | "tocar" |
| CCVCCC | sparfy | "tocável" |
| CCCV | strī | "mulher" |
| CCCVC | smrit | "recolhido" |
| CCCVCC | spring | "mola(bobina)" |
O estrese nas sílabas não é distintivo no hindi, então não importa qual sílaba é pronunciada como tônica, o sentido das palavras continua o mesmo. Mesmo assim, as sílabas recebem classificação em relação ao peso, elas podem ser:
Quando uma sílaba em uma palavra tem maior peso do que as outras, a tendência é colocar o estresse nessa sílaba. Contudo, quando mais de uma sílaba tem o peso máximo, geralmente é a última que leva o estresse. Para além dessa classificação, outras questões, como o tempo de fala ou a entonação pretendida, também podem influenciar no estresse das palavras.
Hindi é escrito no alfabeto devanágari (em hindi, देवनागरी लिपि), utilizado também pelo sânscrito e por outras línguas indo-arianas. Esse alfabeto utiliza caracteres desenhados sob uma linha imaginária de apoio e representam os sons da língua de forma unívoca. Cada sílaba compõe um único bloco gráfico que tende a confinar todas as consoantes no menor espaço possível, de maneira que elas se apresentam com larguras relativamente constantes.
O sentido de escrita é de cima para baixo e da esquerda para a direita. As letras são traçadas sob a linha de texto, diferente do nosso alfabeto, que é escrito em cima da linha. Não existe diferenciação entre letras maiúsculas e minúsculas. O inventário de letras da língua inclui dez vogais e trinta e três consoantes. Ademais, existe um símbolo para vogal retroflexa, que hoje é pronunciada como uma /ri/, e existem três conjuntos consonantais com símbolos especiais: /kçə/, /trə/ e /jɳə/. A seguir, as formas independentes das vogais:
Sua estrutura se baseia na sílaba que segue um padrão obrigatório iniciado com as consoantes, se houver, e terminado pela vogal. Todo símbolo de consoante representa essa consoante + a vogal /ə/, chamada de vogal inerente, sem que essa vogal precise estar presente na escrita. Porém, existem maneiras de suprimir a vogal inerente:
A seguir, as vogais da língua hindi:
| Alfabeto hindi | अ | आ | इ | ई | उ | ऊ | ए | ऐ | ओ | औ | ऋ |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Transliteração | a | aa | i | ii | u | uu | e | ai | o | au | ri/rri |
| Fonema AFI | ə | a | i | ī | u | ū | e | ɛ | o | ɔ | ri |
Além das vogais independentes, a forma Matra das vogais permite com que elas sejam acopladas às consoantes. A vogal só é representada na forma independente no começo das palavras. A vogal अ não possui uma versão Matra, porque ela atua como vogal inerente e não precisa ser representada. A seguir o quadro com as vogais combinadas:
| Versão independente | अ | आ | इ | ई | उ | ऊ | ए | ऐ | ओ | औ | ऋ |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Versão Matra | ा | ि | ी | ु | ू | े | ै | ो | ौ | ृ | |
| Matra acoplado a letra क (k) | क | का | कि | की | कु | कू | के | कै | को | कौ | कृ |
Note que no caso de uma consoante ser combinada com um Matra, a vogal inerente não será mais pronunciada.
A seguir o inventário de consoantes do hindi na versão que inclui a vogal inerente:
| Alfabeto hindi | क | ख | ग | घ | ङ | च | छ | ज | झ | ञ | ट |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Transliteração | ka | kha | ga | gha | Na | ca | cha | ja | jha | na/JNa | Ta |
| Fonema AFI | k | kʰ | g | gʰ | ŋ | c | cʰ | j | jʰ | ɲ | ʈ |
| Aproximação | kit (inglês) | get (inglês) | king (inglês) | church (inglês) | judge (inglês) | ||||||
| Alfabeto hindi | ठ | ड | ढ | ण | त | थ | द | ध | न | प | फ |
| transliteração | Tha | Da | Dha | Na | ta | tha | da | dha | na | pa | pha |
| Fonema AFI | ʈʰ | ɖ | ɖʰ | ɳ | t | tʰ | d | dʰ | n | p | pʰ |
| Aproximação | nine (inglês) | ||||||||||
| Alfabeto hindi | ब | भ | म | य | र | ल | व | श | ष | स | ह |
| Transliteração | ba | bha | ma | ya | ra | la | va/wa | sha | Sa/Sha | sa | ha |
| Fonema AFI | b | bʰ | m | y | r | l | v | ʃ | ʂ | s | h |
| Aproximação | bus (inglês) | meat (inglês) | yet (inglês) | rat (inglês) | lips (inglês) | ship (inglês) | seven (inglês) | house (inglês) |
Existe poucos diacríticos no hindi que são usados para propósitos específicos. O símbolo (्), por exemplo, é utilizado para suprimir a vogal inerente, como já mencionado.
Além disso, a nasalização das vogais também é marcada por um diacrítico, que pode ser "ं" ou "ँ". O primeiro é chamado de bindu ("ponto") e o segundo, de chandrabindu ("lua e ponto"). O bindu é usado quando parte ou todo o símbolo da vogal se estende acima da linha horizontal enquanto o chandrabindu é usado quando nenhuma parte do símbolo da vogal se estende acima da linha horizontal, porém, hoje em dia, o uso do chandrabindu não é muito comum então o bindu é usado quase exclusivamente para qualquer situação de nasalização.
Exemplos:
Outro diacrítico é (:), chamado de visarga, o qual é usado para identificar um sopro após uma vogal.
Exemplo:
Além disso, para indicar o fim de uma frase, é usado o símbolo " | ", chamado de purn viraam, que significa "ponto final". Hoje em dia, o ponto final também é amplamente usado como substituição a esse diacrítico assim como outros empréstimos do inglês, como as vírgulas e o ponto de interrogação.
No hindi, a ordem das palavras é relativamente livre dentro da frase, isso porque na maioria dos casos as posposições marcam as relações das frases nominais com outros constituintes da frase. No entanto, a ordem geralmente utilizada em frase consideradas neutras é Sujeito-Objeto-Verbo, com o sujeito sendo a primeira palavra da fase e o verbo sendo a última.
Partículas de negação geralmente vem logo antes do verbo enquanto objetos e expressões adverbiais ocupam o centro sem uma ordem muito rígida. Expressões de tempo tendem a preceder expressões de lugar.
Exemplos:
Esse padrão pode variar bastante de acordo com a intenção ou valor afetivo que o falante queira adicionar ao sentido da frase.
Exemplos:
Não existem artigos definidos em hindi, nas frases é utilizado o artigo zero, ou seja nenhum artigo. Entretanto, existe um artigo indefinido, ek, que tem o mesmo significado de "um" ou "uma" em português.
Os substantivos são flexionados por gênero, número e caso. Eles podem ser masculinos ou femininos e contáveis ou não contáveis.
Todos os substantivos tem um gênero gramatical que pode ou não coincidir com o gênero natural, há apenas uma exceção que é para substantivos próprios, nos quais o gênero sempre coincide. Também podem ocorrer processos derivacionais, nos quais um substantivo pode mudar seu gênero, por exemplo, o substantivo feminino bẽs (búfalo de água) tem uma forma correspondente masculina bẽsa.
A maioria dos substantivos abstratos não tem distinção de número enquanto a maioria dos substantivos concretos são contáveis e são distintivos pelo número. Porém, existem exceções, alguns substantivos abstratos podem tem uma forma plural, como em: afa (esperança) afaẽ (esperanças); mesmo que seja mais comum o uso de partitivos, como em: do gilas panī (dois copos de água).
Não existe uma regra única para definir quais substantivos podem ter formas plurais, isso depende da sua terminação, gênero e caso. Só existem três casos distintos no hindi, o direto, o oblíquo e o vocativo. A seguir, as possíveis formas plurais:
A) Substantivos masculinos terminados em -a tem a forma plural terminada em -e para o caso direto, para o caso oblíquo singular e para o caso vocativo singular, já para o caso oblíquo plural a terminação é -õ e para o caso vocativo plural a terminação é -o.
B) Substantivos masculinos terminados em consoante ou qualquer outra vogal que não seja -a se mantém iguais para o caso plural direto e para o oblíquo e vocativo singular. Pra o oblíquo plural se usa -õ e para o vocativo plural se usa -o.
C) Substantivos femininos com final -ī mantém a mesma forma no singular dos três casos, já o plural do caso direto termina em -iyã, o plural oblíquo termina em -iyõ e o plural vocativo termina em -iyo.
D) Substantivos femininos terminados em consoante ou qualquer outra vogal que não seja -ī tem o plural do caso direto terminado em -ẽ, do caso oblíquo terminado em -õ e do vocativo terminado em -o.
Todas as palavras já tem um gênero definido gramaticalmente com base na história da língua e do conhecimento dos falantes, no entanto, é possível derivar o gênero oposto de uma forma naturalmente feminina ou masculina.
Nas formas naturalmente masculinas terminadas em -a, a derivação feminina termina em -ī ou -iya:
A maioria das palavras masculinas terminadas em uma vogal que não seja -a ou em consoante tem a versão feminina terminada em -nī, -in, -ain e -anī:
Para palavras naturalmente femininas, o final da versão masculina termina em -a, seja substituindo a vogal final (geralmente -ī) ou sendo adicionado após as consoantes:
Há uma distinção de três casos no hindi: oblíquo, direto e vocativo. Outros casos, como o acusativo/dativo ou o instrumental, são marcados por posposições. Por exemplo, o caso acusativo/dativo é marcado pelo uso do ko, que significa "para", o caso instrumental é marcado pelo se, que significa "por" ou "com", e o caso locativo é marcado pelo mẽ e pelo par, o primeiro significa "no", "na" e o segundo "em", "sobre".
A) O caso direto ou nominativo não é marcado e esses substantivos podem funcionar como sujeito, objeto direto ou complemento do verbo.
Exemplos de substantivos no caso direto:
B) O caso oblíquo é marcado por sufixação e segue as regras já explicitadas na seção sobre número, a qual contém regras para a formação de substantivos no caso oblíquo. Essas palavra podem funcionar como objeto de uma posposição na frase.
Exemplo de substantivo no caso oblíquo:
C) O vocativo é usado para falar de alguém ou para chamar sua atenção. Geralmente ele acontece com interjeições, como e que pode ser traduzido como "ei!". O vocativo não tem função sintática, ou seja, é independente da frase em que ocorre.
Existem várias categorias nominais de acordo com o modo que eles declinam dependendo de número, gênero e caso. A seguir, as tabelas referentes a esses declínios:
Substantivos masculinos terminados em -a e substantivos femininos terminados em -ī (larka - garoto, larkī - garota):
| Masculino | Feminino | |||
|---|---|---|---|---|
| Singular | Plural | Singular | Plural | |
| Direto | larka | larke | larkī | larkiyã |
| Oblíquo | larke | larkõ | larkī | larkiyõ |
| Vocativo | larke | larko | larkī | larkiyo |
Substantivos masculinos terminados em -ī e substantivos femininos terminados em -a (sathī - amigo, kanya - garota):
| Masculino | Feminino | |||
|---|---|---|---|---|
| Singular | Plural | Singular | Plural | |
| Direto | sathī | sathī | kanya | kanyaẽ |
| Oblíquo | sathī | sathiyõ | kanya | kanyaõ |
| Vocativo | sathī | sathiyo | kanya | kanyao |
Substantivos terminados em -i (pati - marido, siddhi - realização):
| Masculino | Feminino | |||
|---|---|---|---|---|
| Singular | Plural | Singular | Plural | |
| Direto | pati | pati | siddhi | siddhiyã |
| Oblíquo | pati | patiyõ | siddhi | siddhiyõ |
| Vocativo | pati | patiyo | siddhi | siddhiyo |
Substantivos terminados em -ū (sarhū - concunhado ou marido da irmã da esposa, bahū - noiva):
| Masculino | Feminino | |||
|---|---|---|---|---|
| Singular | Plural | Singular | Plural | |
| Direto | sarhū | sarhū | bahū | bahuẽ |
| Oblíquo | sarhū | sarhuõ | bahū | bahuõ |
| Vocativo | sarhū | sarhuo | bahū | bahuo |
Substantivos terminados em consoantes (siyar - chacal, cīl - papagaio):
| Masculino | Feminino | |||
|---|---|---|---|---|
| Singular | Plural | Singular | Plural | |
| Direto | siyar | siyar | cīl | cīlẽ |
| Oblíquo | siyar | siyarõ | cīl | cīlõ |
| Vocativo | siyar | siyaro | cīl | cīlo |
Por questões de pronúncia, um -y é adicionado entre o -ī final de uma palavra e os sufixos -õ/-o. Ademais, as vogais longas -ī e -ū são diminuídas para -i e -u antes dos sufixos -õ/-o.
Algumas palavras masculinas possuem duas versões femininas, uma terminada em -ī e a outra em -iya. Nesse caso, a palavra terminada em -iya é a forma diminutiva da palavra. Ela pode expressar tanto o lado afetivo quanto o pejorativo:
| Significado em português | Masculino | Feminino | Diminutivo feminino |
|---|---|---|---|
| filho/filha | beta | betī | betiya |
| macaco/macaco fêmea | bandar | bandrī | bandriya |
| homen velho/mulher velha | būra | būrī | buriya |
| contaoner/caixa pequena | dibba | dibbī | dibiya |
| cachorro/cachorro pequeno | kutta | kuttī | kutiya |
A semântica das importações do diminutivo podem variar muito. Por exemplo, a forma diminutiva de filha é carinhosa, a da caixa denota uma caixa muito pequena, a forma para macaco e mulher velha pode tanto ser carinhosa quanto neutra. Porém, a forma para cachorro é pejorativa e é usada em situações de abuso.
Na frase, componentes reduplicados são usados para reforçar o significado da palavra.
Exemplos:
Os pronomes, assim como em português, dividem-se em sete categorias: pessoal, demonstrativo, relativo, correlativo, indefinido, interrogativo e reflexivo. Eles possuem formas diferentes de acordo com as categorias de pessoa, número, gênero, status honorífico, proximidade e animacidade, contudo, nem todas essas categorias são demarcadas em todas as classes de pronomes.
Os pronomes pessoais se diferenciam em singular e plural e podem variar de acordo com a proximidade:
| Singular | Plural | Honorífico | ||
|---|---|---|---|---|
| 1 pessoa | मैं mẽ | हम ham | ||
| 2° pessoa | तू tū | तुम tum | आप ap | |
| 3° pessoa | proximal | यह yah | ये ya | आप ap |
| distal | वह vah | वे ve | आप ap | |
A forma íntima é usada para pessoas da mesma faixa etária para demonstrar afeto quando há uma amizade ou para pessoas mais jovens do que a pessoa falante em todos os âmbitos sociais, exceto em situações em que os interlocutores são socialmente distantes.
A forma honorífica é a forma mais formal e educada para se referir a alguém, ela é usada para sinalizar respeito por idosos, colegas e interlocutores em situações formais.
O hindi tem um pronome relativo जो (jo) "quem, qual, aquele, o quê", que é usado tanto no plural quanto no singular. Sua forma correlativa सो so (ele, eles) agora é obsoleta, só é usada em provérbios e ditados.
Tanto no plural quanto no singular, o hindi tem duas formas interrogativas:
| Singular | Plural | |
|---|---|---|
| Animado | kon | kon |
| Inanimado | kya |
kon significa "quem" e se refere a pessoas, kya significa "o que" e se refere a coisas. Essas formas também podem ser usadas como pronome relativo ou como exclamação ou para enfatizar a negação.
Exemplos:
Os pronomes demonstrativos têm contraste em proximidade e número. Esses pronomes também são usados como pronomes pessoais da terceira pessoa:
| Singular | Plural | |
|---|---|---|
| Proximal | yah "isso" | ye "esses" |
| Distal | vah "aquele" | ve "aqueles" |
Existem dois pronomes indefinidos no hindi: कोई (koee), que significa "alguém", e कुछ (kuch), que significa "alguma coisa". Koee também pode ser usado como advérbio em alguns casos e ele pode se referir ao plural, como em "algumas pessoas". Da mesma forma, kuch também é usado como advérbio, podendo significar "alguns, um pouco, parcial" e como adjetivo, em certas situações.
Os verbos em hindi são divididos em três tempos: passado, presente e futuro; três modos: imperativo, optativo e contingente; e dois aspectos: perfeito e imperfeito. Além disso, ele também vai variar de acordo com número gênero e modo.
O aspecto imperfeito é formado pelo sufixo -tA no final da raiz do verbo, enquanto o aspecto perfeito é formado adicionando-se o sufixo -A a raiz do verbo. Nesses casos "A" pode ser qualquer vogal, já que esta varia de acordo com o gênero e número da frase nominal com a qual o verbo concorda.
Exemplo:
| Imperfeito | Perfeito | ||
|---|---|---|---|
| Masculino | Singular | dekhta | dekha |
| Plural | dekhte | dekhe | |
| Feminino | Singular | dekhtī | dekhī |
| Plural | dekhtī̃ | dekhī̃ | |
Os modos imperativo, optativo e contingente são distintos no hindi. O optativo pode ser comparado ao modo subjuntivo do português e é usado para expressar desejos, esperanças, possibilidades. O modo contingente pode ser comparado ao subjuntivo futuro e é usado para expressar ações que não aconteceram. Outro modos, como o indicativo são formados por formas no infinitivo ou particípio e por partículas auxiliares. A seguir a comparação dos sufixos utilizados para diferenciar os modos imperativo e optativo.
| Subjuntivo | Imperativo | ||
|---|---|---|---|
| 1° pessoa | Singular | jaū̃ | |
| Plural | jaẽ | ||
| 2° pessoa | Singular | jae | ja |
| Plural | jao | jao | |
| Honorífico | jaẽ | jaiye/jaiyega | |
| 3° pessoa | Singular | jae | |
| Plural | jaẽ | ||
Existem algumas regras extras com relação à formação do subjuntivo:
A) O sufixo é adicionado após a raiz terminada em consoante, como em dekhū̃ - "posso ver?" e dekhẽ - nós/eles/vocês podem ver?
B) Quando a raiz verbal termina em -ū ou -ī, essa vogal é diminuída para -u ou -i após a sufixação. E um -y ou um -v pode ser adicionado como transição entre a raiz e o sufixo. A exemplo:
Tanto o particípio optativo como o imperfeito são usados como contingentes. O particípio imperfeito é flexionado para concordância de gênero e número, por exemplo:
Apenas os tempos passado simples e futuro são marcado lexicalmente nos verbos, os outros são marcados por auxiliares.
Passado
Futuro
Partículas Auxiliares
Existem dois auxiliares de tempo: -hA (presente) e -thA (passado), a seguir, os formatos em que essas partículas são utilizadas ("sg" significa singular e "pl" significa plural):
| Presente | Passado | |||
|---|---|---|---|---|
| Masculino | Feminino | Masculino | Feminino | |
| 1° pessoa | hū̃(sg) / hẽ(pl) | hū̃(sg) / hẽ(pl) | tha(sg) / the(pl) | thī(sg) / thī̃(pl) |
| 2° pessoa | he(sg) / ho(pl) | he(sg) / ho(pl) | tha(sg) / the(pl) | thī(sg) / thī̃(pl) |
| 3° pessoa | he(sg) / hẽ(pl) | he(sg) / hẽ(pl) | tha(sg) / the(pl) | thī(sg) / thī̃(pl) |
Como mostrado na tabela acima, a distinção de gênero é expressa pela mudança na qualidade da vogal no passado, enquanto a distinção numérica é expressa pela nasalização em ambos os auxiliares de tempo. Além disso, a distinção de gênero é neutralizada nas formas auxiliares do presente.
Existe ainda um auxiliar do tempo futuro que segue as formas imperfeitas e perfeitas para produzir o futuro imperfeito e o futuro perfeito, este é o ho + gA. O -A muda para refletir a concordância em gênero e número; o ho é invariável, exceto quando se flexiona para a concordância da primeira pessoa, resultando na forma hū̃gA.
Algumas palavras básicas em hindi que são usadas no dia a dia:
| Hindi | Transliteração | Tradução |
|---|---|---|
| लड़का | larka | Menino/garoto |
| लड़की | larkī | Menina/garota |
| आज | aaj | Hoje |
| किताब | pustak | Livro |
| मेज़ | mez | Mesa |
| माता | maataa | Mãe |
| रानी | raani | Rainha |
| लाल | laal | Vermelho |
| काला | kaala | Preto |
| सफ़ेद | safed | Branco |
| साफ | saaph | Limpo/claro/puro |
| बड़ा | bada | grande/largo |
Mira Bai foi uma poeta, mística e devota de Krishna, deusa hindu. Com os seus poemas ela se tornou uma das poetisa mais famosa da Índia e logo virou uma figura de importância cultural. As suas canções devocionais são muito presentes nas tradições orais em várias línguas/dialetos, por isso é quase impossível estabelecer a autenticidade de várias canções que lhe são atribuídas ou construir uma biografia verificável através da sua consequente mitificação ao longo dos séculos. Abaixo, um de seus poemas traduzido para uma versão em português:
| Hindi devanágari | पायो जी मैंने राम रतन धन पायो
(1) पायो जी मैंने राम रतन धन पायो (पायो जी मैंने राम रतन धन पायो) (2) वस्तु अमोलिक दी मेरे सतगुरु, कृपा कर अपनायो (3) जन्म जन्म की पूंजी पाई, जग में सबी खुमायो (4) खर्च ना खूटे, चोर ना लूटे, दिन दिन बढ़त सवायो (5) सत की नाव खेवटिया सतगुरु, भवसागर तऱयायो (6) मीरा के प्रभु गिरिधर नागर, हर्क हर्क जस गायो |
|---|---|
| Hindi transliterado | Payoji Maine Nama Ratana Dhana Payo
(1) payo ji, maine náma ratana dhana payo (payo ji, main to nama ratana dhana payo) (2) bastu amolaka di mere satguru, kirpå kari apanayo (3) janma janma ki puñji pai, jaga meń sabai khovayo (4) kharcai nahiń koi, cora na levai, dina dina badhata savayo (5) sat ki näva khevatiyä satquru, bhavasagara tara ayo (6) mira ke prabhu giridhara någara, harakha harakha jasa gayo |
| Tradução | Encontrei a riqueza inestimável de Ram
1) Eu encontrei, sim, encontrei a riqueza da joia do canto do Santo Nome. 2) O meu verdadeiro mestre espiritual deu-me algo de valor inestimável. Com a sua graça, eu aceitei. 3) Encontrei o tesouro das minhas várias vidas; perdi todo o resto do mundo. 4) Ninguém pode gastá-lo, ninguém pode roubá-lo. Dia após dia, ele aumenta uma vez e um quarto. 5) No barco da verdade, o barqueiro era o meu verdadeiro quru. Atravessei o oceano da existência. 6) O Senhor de Mira Bai é o Cortês Senhor Giridhara, de quem eu alegremente, alegremente canto as suas glórias. |
O números cardinais são aqueles que indicam a quantidade absoluta de algo ou a contagem total de elementos. Os números em hindi são os seguintes:
A partir do 11, o final de cada número vai mudar sempre após um número terminado em 8. Do 11 ao dezoito os numerais passam a terminar em -ah:
Do 19 ao 28 os numerais terminam em -īs:
Do 29 ao 38 os numerais terminam em -tīs:
Do 39 ao 48 os numerais terminam em -līs:
Do 49 ao 58 os numerais terminam em -an, exceto pelos números 49 e 50, que terminam em -aas por serem exceções:
Do 59 ao 68 os numerais terminam em -th:
Do 69 ao 78 os numerais terminam em -ttar:
Do 79 ao 88 os numerais terminam em -sī:
Do 89 ao 99 os numerais terminam em -nave, exceto pelo 90 que é uma exceção:
A partir do cem os números seguem uma formação lógica:
Os milênios tem a palavra hazaar entre o primeiro e o último número:
Os numerais ordinais são aqueles que indicam ordem, posição ou hierarquia. Alguns números ordinais em hindi tem formas especiais:
Os outros são formados adicionando-se -vã após o número cardinal:
Existe uma outra versão dos ordinais que é emprestada do sânscrito, ela é usada em alguns registros e também é usada no calendário hindi (lunar) para a contagem de dias da lua.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) é um documento elaborado por vários representantes de todas as regiões do mundo. Esse documento estabeleceu, pela primeira vez, normas de proteção aos direitos da pessoa humana, a serem seguidas por todos os povos e todas as nações. A Declaração foi proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em Paris, em 10 de dezembro de 1948, por meio da Resolução 217 A (III) da Assembleia Geral como uma norma comum a ser alcançada. Desde sua adoção, em 1948, a DUDH foi traduzida em mais de 500 idiomas – o documento mais traduzido do mundo – e inspirou as constituições de muitos Estados e democracias recentes.
Abaixo estão o primeiro artigo da declaração em hindi acompanhado da versão em português:
| Hindi | अनुच्छेद १.
सभी मनुष्यों को गौरव और अधिकारों के मामले में जन्मजात स्वतन्त्रता और समानता प्राप्त है । उन्हें बुद्धि और अन्तरात्मा की देन प्राप्त है और परस्पर उन्हें भाईचारे के भाव से बर्ताव करना चाहिए । |
|---|---|
| Transliteração | anuchchhed 1.
sabhī manushyō̃ ko gaurav aur adhikaarō̃ ke maamale mein janmajaat svatantrata aur samaanata praapt hai. unhen buddhi aur antaraatma kī den praapt hai aur paraspar unhen bhaīchaare ke bhaav se bartaav karana chaahie. |
| Tradução em português | Artigo 1.
Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade. |