
A hoste celestial (em hebraico: צבא השמים, tsva hashamayim), originalmente referindo-se ao sol, lua, e estrelas (Deuteronómio 4:19) concebidos como um exército, e mais tarde referida como o exército (ou hoste) de Deus, como mencionado em textos abraâmicos; as Bíblias hebraíca e Cristã, e no Alcorão.
Algumas passagens bíblicas indicam entidades que criam o exército divino como estrelas (Daniel 4:35,Juízes 5:20,Isaías 40:26). Referindo-se a corpos celestiais, os israelitas foram comandados a não adorar o hoste do céu.
A Bíblia também descreve o hoste celestial como sendo feito de anjos, e dá várias descrições de anjos em termos militares, como o seu acampamento, (Génesis 32:1-2) estrutura de comando, (Salmos 91:11-12, Mateus 13:41, Apocalipse 7:2) e participação em combate (Job 19:12, Apocalipse 12:7). Na teologia cristã, a hoste celestial participa na guerra no Céu.
No Alcorão, as hostes celestiais ajudam os Muçulmanos na batalha contra os inimigos politeístas de Maomé.

Na Bíblia hebraica, o nome Javé e o título Elohim (literalmente 'deuses' ou 'divindade', normalmente proferido como 'Deus' nas traduções inglesas) frequentemente ocorre com a palavra tzevaot ou sabaoth ("hostes" ou "exército", hebreu: ṣəḇāʾōṯ) como YHWH Elohe Tzevaot ("YHWH Deus das Hostes"), Elohe Tzevaot ("Deus das Hostes"), Adonai YHWH Tzevaot ("Senhor YHWH das Hostes") ou, mais frequentemente, YHWH Tzevaot ("YHWH das Hostes"). Este nome é tradicionalmente transliterado em latim como Sabaoth, como usado na Versão do Rei Jaime da Bíblia.
No Livro de Josué 5:13-15, Josué encontra-se com um "capitão da hoste do Senhor" nos dias iniciais das suas campanhas na Terra Prometida. Este mensageiros celestial sem nome é enviado por Deus para encorajar Josué na sua reinvidicação da Terra Prometida:
Estando perto de Jericó, Josué levantou os olhos e viu de pé diante de si um homem com a espada desembainhada na mão. Josué aproximou-se dele e perguntou: «És a nosso favor ou a favor dos nossos inimigos?»
Ele respondeu «Eu sou chefe do exército do Senhor, e acabo de chegar». Então Josué prostrou-se com o rosto por terra e adorou-o. A seguir perguntou «O que diz o meu Senhor ao seu servo?»
O chefe do exército do Senhor respondeu: «Tira as sandálias dos pés, porque o lugar que pisas é sagrado». E Josué assim o fez.
— Josué 5:13-15

O Alcorão menciona o exército de Deus (em árabe: جندالله; romaniz.: Jundallah) no Alcorão 9:40 e Alcorão 33:9; anjos enviados por Deus para ajudar os crentes na batalha, comparáveis à hoste celestial (Sabaoth) mencionada nos Livros de Samuel.
O termo junud refere-se explicitamente ás hostes de espíritos. Os espíritos malignos também têm a sua hoste, "junud iblīs" (as hostes invisíveis de Satanás). O Alcorão descreve a hoste angelical intervindo em nome dos muçulmanos durante a Batalha de Badre para lutar contra o šayāṭīn (diabos)
Na teologia e filosofia islâmica, a batalha destas duas hostes reflete-se na luta interna do "coração humano" (qalb) (Algazali). Ao contrário do Cristianismo, tendências dualistas são normalmente minimizadas na tradição islâmica, e Deus é está no fim em controlo de ambas hostes; permitindo uma escolha do lado de qualquer lado das criaturas criadas.
O termo "Senhor das Hostes" é também usado na Fé bahá'í como um título de Deus. Bahá'u'lláh, alegando ser a Manifestação de Deus, escreveu tábuas a vários dos reis e líderes do mundo convidando-os a reconhecer-lo como o Prometido de todas as idades e fés, algumas das quais foram compiladas e publicadas em inglês como As Convocações do Senhor das Hostes.
Karel van der Toorn afirma que os textos ugarite punham o conselho dos céus (dr dt šmm) em paralelismo sinónimo com a assembleia das estrelas (pḫr kkbm) e os filhos de El (bn il), significando os deuses.