| Sigla | ITA |
|---|---|
| Fundação | 16 de janeiro de 1950 (76 anos) |
| Tipo | Pública Federal Militar |
| Afiliações | Força Aérea Brasileira Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) |
| Orçamento anual | R$ 183,7 milhões (2024) |
| Funcionários técnico-administrativos | 170 |
| Reitor(a) | Antonio Guilherme de Arruda Lorenzi |
| Vice-reitor(a) | Emilia Villani |
| Docentes | 141 |
| Estudantes | 1.614 |
| Graduação | 614 |
| Pós-graduação | 1.000 |
| Localização | São José dos Campos, São Paulo, Brasil |
| Campus | Urbano |
| DOM | |
| Cores | |
| Página oficial | www |
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O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) é uma instituição de ensino superior pública da Força Aérea Brasileira, vinculada ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). Localizado na cidade de São José dos Campos, no interior estado de São Paulo, é considerado uma das melhores instituições de ensino superior do Brasil.
Em 2024 e 2025, apareceu ao lado do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), também localizado em São José dos Campos, na publicação do Centro para Rankings Universitários Mundiais (CWUR) das melhores universidades do mundo. São Paulo se destaca como o estado com o maior número de aprovados no ITA, ao lado de Ceará, onde um campus está sendo construído.
O ITA possui cursos de graduação e pós-graduação em áreas ligadas à engenharia, principalmente no setor aeroespacial. O ITA oferece aos seus alunos alimentação gratuita e moradia de baixo custo, dentro do próprio DCTA.
O ITA foi criado pelo Marechal-do-Ar Casimiro Montenegro Filho.
De acordo com o previsto no plano de criação do antigo Centro Técnico Aeroespacial (CTA, atual DCTA), o primeiro instituto a ser instalado seria uma escola de formação de engenheiros aeronáuticos. Assim, desde o início de seus trabalhos, paralelamente às atividades de construção e aquisição de equipamentos, a Comissão de Organização do DCTA (COCTA) selecionou professores e técnicos para o Instituto Tecnológico de Aeronáutica, os quais inicialmente trabalharam junto à Escola Técnica do Exército (atual Instituto Militar de Engenharia, IME).
Após o Decreto 27.695/50 transferir daquela escola para o ITA os cursos de preparação e formação de engenheiros de aeronáutica, o então Ministro da Aeronáutica baixou instruções regulando a admissão ao ITA (Portaria nº 38, de 1º de março de 1950) e a organização do mesmo (Portaria nº 88, de 24 de abril de 1950).
Nos termos do Decreto nº 5.657, de 30 de dezembro de 2005, o ITA é uma das Organizações Militares (OM) subordinadas ao atual DCTA.
Em 19 de setembro de 2024, o Ministério da Educação autorizou a 1ª etapa da construção do campus do Instituto no Ceará, sendo a primeira unidade fora da Região Sudeste. O novo campus, localizado na Base Aérea de Fortaleza, contará inicialmente com os cursos de Engenharia de Energias Renováveis e Engenharia de Sistemas, terá 18.568,59 m² e será dividido em: bloco de alojamentos com três pavimentos: duas salas de atividades, área de circulação, uma sala de aula, dois quartos com acessibilidade para pessoas com deficiência (capacidade: quatro alunos), 40 quartos com sala de estar e cozinha (capacidade: 80 alunos) e bloco para cursos de engenharia com três pavimentos: 14 laboratórios didáticos, quatro salas de apoio técnico, oito salas de aula, dois auditórios, seis salas de reunião, seis salas de estudo, duas salas de convivência, dois setores com diversas salas para professores, biblioteca, espaço de eventos e exposições. As primeiras turmas começarão em 2025, no Campus São José dos Campos, onde os alunos vão cursar o ciclo básico (dois primeiros anos). A partir do terceiro ano da graduação (2027), as aulas passarão a ser ministradas no novo campus de Fortaleza.
Em todo o Brasil, o vestibular do ITA é reconhecido como um dos mais difíceis do país e consiste em três fases. A primeira fase é constituída por provas objetivas de Física, Química, Matemática e Inglês, sendo 12 questões de cada disciplina. Apenas as três primeiras matérias compõem a média, enquanto Inglês é apenas eliminatória. Já a segunda fase abrange provas de Física, Matemática, Química (realizadas em dias distintos, provas dissertativas) e Português (15 questões objetivas e uma redação). Já a terceira fase consiste na Inspeção de Saúde e na heteroidentificação (para o caso de alunos cotistas). As questões são elaboradas com alto grau de complexidade e abrangem conteúdos que nem sempre são vistos pela maioria das escolas do ensino médio.
As inscrições ao concurso vestibular do ITA são exclusivas para brasileiros natos. Desde 2022, a primeira fase costuma ocorrer na primeira quinzena de outubro, enquanto a segunda acontece no início de novembro. A terceira ocorre em janeiro, quando os aprovados devem se apresentar em São José dos Campos.
No edital do exame de 2025, foram disponibilizadas 180 vagas, sendo que 30 dessas vagas seriam para os cursos do novo campus em Fortaleza. Além disso, 40 das 180 vagas são destinadas a optantes pela carreira militar (sendo que a opção é feita no fim do 1° ano), além de 36 vagas para cotistas, conforme a Lei de Cotas.
Na 1ª fase do exame, o candidato deve acertar pelo menos 5 (de 12) questões de cada matéria, ter média geral superior a 5 e estar entre os 560 melhores classificados para ser convocado para a 2ª fase, caso concorra na Ampla Concorrência (AC), ou entre os 140 melhores, caso concorra nas vagas reservadas aos cotistas.
Já os critérios de aprovação na 2ª fase são:
Eventuais critérios de desempates podem ser verificados no edital do concurso.

Na graduação, a matrícula do candidato aprovado e classificado no Concurso de Admissão implica compulsoriamente na sua matrícula no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva da Aeronáutica (CPORAER-SJ, ou apenas CPOR). Ao fim do curso no CPOR, que dura um ano, os alunos se tornam Aspirante a Oficial da Reserva da Aeronáutica. Como em outros cursos militares, existem métodos para seleção de condições físicas dos candidatos.
Devido ao CPOR, os calouros devem estar presentes no ITA um mês antes que os demais alunos, para poderem receber instruções militares diárias. Após esse período, as instruções passam a ocorrer nas manhãs das quintas-feiras, durante todo o primeiro ano do curso de graduação, além de formaturas semanais, às segundas e às quintas. Durante o primeiro ano os alunos também são submetidos à disciplina militar, embora somente durante as instruções no CPOR. Nos alojamentos e no campus, fora dos períodos de instrução, eles são tratados como civis.
Enquanto participa do CPOR o aluno recebe um soldo. Após o primeiro ano, os alunos não-optantes pela carreira militar voltam a ser civis e deixam de receber o soldo.
Ao longo do 1º ano do curso, todos os alunos são considerados militares e remunerados de acordo com a Tabela de Soldos dos Militares das Forças Armadas, na condição de Aluno de Órgão de Formação de Oficiais da Reserva. Essa remuneração atualmente corresponde àquela estabelecida para "Aspirante e Cadete (demais anos), Alunos do Centro de Formação de Oficiais da Aeronáutica" e "Aluno de Órgão de Formação de Oficiais da Reserva" na tabela supramencionada, que corresponde ao Anexo LXXXVII da lei federal 11.784/08.
A partir do ano de 2019, os alunos do 2º ano do curso fundamental que optarem pela carreira militar continuam com as atividades do CPOR, com instruções quinzenais às segundas-feiras, no período da tarde, ainda com o posto de Aluno de Órgão de Formação de Oficiais da Reserva. Eles continuam remunerados durante o 2º ano do curso fundamental, segundo a mesma Tabela de Soldos utilizada no ano em que são admitidos pela Força Aérea.
No início do primeiro ano do curso profissional (terceiro ano de faculdade), os alunos que tenham optado pela carreira militar são reconvocados já com o posto de Aspirante a Oficial. Esses alunos recebem instruções militares semanais.
Após a formatura, decorridos os cinco anos de Curso, esses militares são promovidos ao posto de 1º Tenente Engenheiro e então passam a receber uma remuneração correspondente ao soldo respectivo acrescido dos adicionais pertinentes previstos na Lei de Remuneração dos Militares (LRM). Esses novos oficiais são ainda incluídos no Quadro de Oficiais Engenheiros da Ativa da Aeronáutica (QOEng) e ficam obrigatoriamente engajados na FAB por pelo menos 3 anos, de modo que o investimento público em sua formação técnico-militar possa ser compensado pela prestação obrigatória do serviço militar.
Se durante o curso de graduação ou o período de engajamento obrigatório de três anos o militar desejar se desvincular da Aeronáutica, por força do contrato do estágio de serviços ser-lhe-á cobrada uma quantia a título de indenização. O montante da indenização é variável, será calculado pelo Comando da Aeronáutica e dependerá do total de gastos já ocorridos com a formação do indivíduo e sua eventual participação efetiva no oficialato.
As aulas são ministradas de segunda a sexta na parte da manhã (normalmente das 8h às 12h), e no período da tarde é frequente a realização de outras atividades acadêmicas como práticas de laboratório. Além disso, algumas provas são marcadas pelos próprios alunos para serem realizadas à noite.
Todos os alunos de graduação do ITA passam pelo Curso Fundamental antes de ingressarem no curso profissional que pretendem cursar. Esse curso tem duração de 2 anos, e nesse período o aluno ainda pode requerer mudança da especialidade que irá cursar no curso profissional (sujeita à existência de vagas). O Curso Fundamental é geralmente composto por: 8 cadeiras de matemática, 4 de física, 2 de química, desenho técnico, resistência dos materiais, estatística, termodinâmica, programação em C, cálculo numérico, dentre outras matérias além de 2 cadeiras de Humanidades ("Epistemologia e Filosofia da Ciência" e "Tecnologia e Sociedade").
O ano é dividido em dois períodos letivos, cada um com 16 (dezesseis) semanas de aulas e uma semana de exames, no mínimo. Cada período letivo é composto de dois semi-períodos, separados por uma semana de recuperação (semaninha) em que não há aulas. Na graduação, as matérias geralmente são semestrais, e a maioria delas devem ser obrigatoriamente cursadas no semestre designado pelo ITA. Dessa forma, a duração do curso do ITA é igual para todos os alunos que não tenham trancado a matrícula: 10 semestres. A formatura do aluno é atrasada em 2 semestres para cada vez que for trancada a matrícula, sendo o trancamento de matrícula regulado pelo ITA. O trancamento de matrícula pode ser aplicado compulsoriamente como punição.
As notas são comunicadas sob forma de conceito. Os conceitos são:
Em cada matéria da graduação o aluno geralmente é avaliado nos dois semestres por provas, relatórios e trabalhos, e no final da matéria por um exame de fim de período. Chamemos de nota de trabalhos correntes a média das duas notas bimestrais e chamemos de nota de exame a nota do exame de fim de período.
Normalmente, a nota de matéria é a média aritmética da nota de trabalhos correntes e da nota de exame, com pesos 2 e 1 respectivamente. Segundo o regimento interno do ITA, o aluno é aprovado em um semestre se obtiver todas as notas de trabalhos correntes iguais ou superiores a 5 e notas de matéria maiores ou iguais a 6,5. A cada semestre, o aluno pode ser reprovado e desligado do ITA se:
Se o aluno obtiver uma ou duas notas de matéria inferiores a 6,5, e não ocorrer nenhuma das duas situações descritas acima, realiza exame de segunda época nessas matérias. Para cada exame de segunda época chamemos de nota final de matéria a média aritmética entre a nota do exame de segunda época e a respectiva nota de matéria. O aluno é reprovado e desligado do ITA se:
Se uma única nota final de matéria for inferior a 6,5 e nenhuma for inferior a 5, o aluno pode ser aprovado no período, mas fica como dependente, devendo repetir a matéria no primeiro período em que ela for lecionada se não for dispensado da dependência. Ao cursar a dependência, o aluno deve obter nota suficiente para ser aprovado. Não há exame de segunda época em matéria que o aluno repete como dependente.
Para cada exame de segunda época em que o aluno obtém nota menor que 8,5, é registrado um I. O número máximo de Is é 5. O aluno que obtiver 6 Is é desligado do ITA.
O critério de aprovação descrito acima nem sempre é aplicado rigorosamente. É comum que, nas situações em que o aluno seria desligado do ITA, ele tenha a matrícula trancada, desde que não seja militar e não tenha trancado a matrícula antes, ou tenha trancado uma única vez por motivo de saúde. O aluno que tem a matrícula trancada pode retornar ao ITA no ano seguinte, no semestre que estava cursando (dessa forma, a formatura do aluno é atrasada em um ano). Existem até casos em que o aluno não é desligado nem trancado.
Ao término do curso de Graduação, os alunos podem ser graduados com menções honrosas. Tais menções estão especificadas a seguir junto aos respectivos critérios:
Desde a primeira turma, de 1950, até 2023 o ITA teve apenas: 58 alunos summa cum laude, 72 magna cum laude e 09 cum laude.
Desde 1996 o ITA concede a "Láurea Professor Lacaz Neto" (Láurea Lacaz) ao melhor Trabalho de Graduação (TG) do ano, segundo o site do instituto "Será merecedor dessa distinção o engenheiro formado no ITA que após indicação da Coordenação de seu Curso for considerado, por uma Banca integrada por professores de reconhecida competência de um centro de excelência do País, autor do Melhor Trabalho de Graduação daquele ano." ainda "O agraciado receberá, junto com a distinção, um prêmio, oferecido pela empresa Litoral Engenharia, durante a Aula Magna do ano seguinte ou em solenidade previamente anunciada."
Láurea Concedida desde 2002 ao docente que se destacar através da inovação didática e pedagógica, a decisão do docente que receberá a Láurea Montenegro do ano é feita pelo Conselho da Reitoria (CR) através de uma lista com até três nomes selecionados pelo Conselho da Pró-Reitoria de Graduação (CGR) e até três nomes selecionados pelos alunos de graduação do ITA, por intermédio do Centro Acadêmico Santos-Dumont (CASD), órgão representativo dos alunos de graduação do ITA.
Desde 2015 o ITA premia docentes com o Prêmio Weis em duas categorias sendo elas:
Segundo o site do ITA "O Prêmio Weis celebra e reconhece a excelência no ensino e a importância da dedicação de professores que, assim como Carl Herrmann Weis, entraram e entram na memória de iteanos [apelido dado aos alunos do ITA] pela inspiração que despertam."
A seguir a lista dos professores eméritos do instituto: