| Isabel Rilvas | |
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| Nascimento | 8 de janeiro de 1935 Lisboa |
| Morte | 14 de setembro de 2025 (90 anos) |
| Cidadania | Portugal |
| Cônjuge | Leonardo Mathias |
| Ocupação | enfermeira, piloto, paraquedista |
| Distinções | |
Isabel Manuela Teixeira Bandeira de Melo, também conhecida por Isabel Rilvas GOIH • MPMA • GCSI (Lisboa, 8 de janeiro de 1935 – 14 de setembro de 2025), foi uma piloto-acrobata portuguesa, notória por ter sido a primeira mulher paraquedista portuguesa e impulsionadora para a criação das Enfermeiras Paraquedistas.
Foi a primeira piloto-acrobata da Península Ibérica, bateu o recorde português de voo sem motor e foi a primeira pessoa portuguesa a obter o brevet de balão de ar quente.
Isabel Manuela Teixeira Bandeira de Melo nasceu no dia 8 de Janeiro de 1935, em Lisboa. Era filha dos condes de Rilvas, daí o nome pelo qual ficou conhecida Isabel Rilvas.
Começou a aprender a pilotar aviões na Escola de Aviação Civil do Aero Club de Portugal (Sintra),em 1953, apadrinhada pelo director das Oficinas Gerais de Material Aeronáutico, Pedro Avilez. Para fazer o curso teve sempre a companhia de Chica uma empregada da familia que fez o papel de dama de companhia dela.
Conseguiu o brevet de piloto particular de aeroplanos em 1954, posteriormente obteve as licenças equivalentes na África do Sul, Espanha, Itália e Estados Unidos da América, países onde viveu enquanto mulher do embaixador Leonardo Mathias. Torna-se na primeira piloto‑acrobata da Península Ibérica.
Em 1955, é segunda mulher portuguesa a obter o brevet C que permite pilotar planadores. Vai para França e frequenta o curso de Instrutor Paraquedista no Solo no Centro de Paraquedismo de Biscarrosse onde é aluna da socorrista do ar Jacqueline Domerge. Lá obtém, em 1956, brevê de 1.ºgrau de paraquedismo civil e no ano seguinte o de 2.º grau.
Para poder manter as suas licenças de paraquedista, Isabel tinha de completar um número específico de saltos, mas foi confrontada com a inexistência de locais onde fosse possível fazê-lo em Portugal. Por isso, pediu à Força Aérea que a autorizasse a saltar na base militar de Tancos, local de treino dos soldados paraquedistas e conseguiu. Foi a primeira pessoa civil a saltar em Tancos no dia 16 de Janeiro de 1957. E também o foi em Luanda (Angola) e em Lourenço Marques no aeroporto de Mavalane, em 1959.
Isabel efectuou saltos de paraquedas de diversos tipos de aviões, entre eles: Stampe, Junkers JU52, Dakota, Tiger Moth, Dragon Rapid e Noratlas.
Enquanto piloto, bate o recorde português de permanência no ar sem motor, ao ficar no ar durante 11horas e 15 minutos, em Alverca, no dia 2 de Julho de 1960.
Isabel Rilvas foi também pioneira no balonismo, ao tornar-se na primeira portuguesa a conseguir o brevet de Balão de Ar Quente, em 1981 nos Estados Unidos.
Morreu a 14 de setembro de 2025, tendo sido sepultada no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa.
Enfermeiras Paraquedistas
Em 1955, ao ir com o pai ver um festival aéreo no aeroporto Le Bourget, entrou em contacto com as Enfermeiras Paraquedistas Socorristas do Ar, da Cruz Vermelha francesa e tem a ideia de criar um grupo de enfermeiras semelhante em Portugal.
Só consegue fazê-lo em 1961, quando Kaúlza de Arriaga, perante o início da guerra colonial, apresenta a ideia a Salazar que autoriza a criação do grupo de enfermeiras. Em Junho desse ano, é dada formação a 11 enfermeiras na base de Tancos, das quais apenas 6 obtêm o brevet, ficando conhecidas como as "Seis Marias".
Do início da guerra até ao fim em 1974, o corpo de enfermeiras paraquedistas fez evacuações de soldados e civis nas antigas colónias portuguesas; assistiram feridos em zonas de combate; trabalharam em vários hospitais quer no continente quer nas colónias, nomeadamente em Luanda, Lourenço Marques, Nampula, Ilha Terceira e Lisboa.
Foi a primeira mulher a fazer acrobacias aéreas da Península Ibérica, tendo entrado em várias competições de festivais da modalidade, pilotando vários tipos de aviões, nomeadamente: o Cessna, o Tiger Moth, o Piper Super Cruiser ou o Colt. Entre as competições encontram-se:
O seu pioneirismo na aeronáutica obteve reconhecimento não só em Portugal, como também a nível internacional:
Portugal
Internacional