Itacorubi | |
|---|---|
Bairro | |
| Distrito | Trindade |
| Município | Florianópolis |
| Área | |
| • Total | 12,80 km² |
| População | |
| • Total | 23,600 hab. |
| Densidade | 1.843,75 hab./km² |
| Limites | Santa Mônica, Córrego Grande, Agronômica, Trindade, João Paulo, Monte Verde e Lagoa da Conceição |
O Itacorubi é um bairro da cidade brasileira de Florianópolis. Está situado na região central da porção insular da capital catarinense, entre os bairros Santa Mônica, Córrego Grande, Agronômica, Trindade, João Paulo, Monte Verde e Lagoa da Conceição. Fica no distrito da Trindade, que reúne os bairros situados na chamada Bacia do Itacorubi. Tem 12,80km² de área e uma população estimada em 23.600 moradores.
Itacorubi é uma palavra de possível origem tupi-guarani. Diferentes interpretações existem, com algumas traduções possíveis sendo "rio das pedras esparsas" ou "água dos grãos de pedra" ou apenas "pedregulho". Uma possível associação a “itacolomy”, “menino de pedra” em tupi, também é possível. Pode também ser a versão aportuguesada de "itakuru-í", nome de um pássaro e de um grupo indígena da região.
Já foi chamado bairro das Três Pontes, referência as travessias sobre o Manguezal.

O rio Itacorubi fica no bairro, desembocando num dos maiores mangues urbano do mundo, o Manguezal do Itacorubi, provavelmente o manguezal mais atingido pela influência do homem na ilha de Santa Catarina. Sofreu seguidas agressões para dar espaço ao antigo aterro sanitário da cidade (hoje desativado), à Avenida Beira Mar Norte e Avenida da Saudade, e sofre até hoje com a emissão de esgoto sem tratamento. No local do antigo aterro fica hoje o Museu do Lixo da Comcap. O Itacorubi também sedia o Jardim Botânico da cidade, que fica junto ao mangue.
Localizado na parte mais a oeste do bairro, o Cemitério São Francisco de Assis é conhecido popularmente como Cemitério do Itacorubi. É o maior de Florianópolis, tendo sido aberto em 1915 como Cemitério das Três Pontes e se tornado a principal necrópole da cidade após a dissolução do Cemitério Público para a construção da Ponte Hercílio Luz. Tem mais de 90 mil m² e cerca de 18 mil sepulturas.
O Centro de Pesquisas Oncológicas (CEPON) é a referência estadual em oncologia. É vinculada a Secretaria de Estado da Saúde e gerida pela FAHECE (Fundação de Apoio ao Hemocentro de Santa Catarina).
O Itacorubi possui forte presença universitária: o campus principal da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) fica no bairro, que abriga o CEART (Centro de Artes), a ESAG (Escola Superior de Administração e Gerência) e a FAED (Faculdade de Educação). Recentemente, o prédio da antiga TELESC, que por anos foi também um ponto de referência do bairro, foi incorporado ao campus. O segundo campus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que abriga o Centro de Ciências Agrárias, fica ao lado do campus da UDESC, enquanto o campus principal da UFSC não é distante, tornando o bairro muito popular para moradia de universitários de ambas as instituições. A presença dos universitários e das sedes institucionais levou o bairro a se tornar um dos mais verticalizados da cidade.
Numerosas sedes de órgãos públicos e privados ficam no Itacorubi, como as sedes da EPAGRI (Empresa de Pesquisa e Extensão Rural de Santa Catarina), do CREA-SC (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Santa Catarina), da CELESC (Centrais Elétricas de Santa Catarina S.A.), da FIESC (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina), da APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), do SENAI/SC (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Estado de Santa Catarina) e da CIASC (Centro de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina). Uma unidade da Polícia Científica também fica no bairro. A aglomeração de sedes ajudou a povoar o bairro a partir dos anos 1960, crescimento também associado ao surgimento da SC-401 e SC-404.