Jaime Verruck | |
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| Secretário de Estado de Mato Grosso do Sul | |
| Período | 1 de janeiro de 2015 a 1 de abril de 2026 |
| Governadores | Reinaldo Azambuja Eduardo Riedel |
| Dados pessoais | |
| Nome completo | Jaime Elias Verruck |
| Nascimento | 14 de setembro de 1964 (62 anos) Crissiumal, Rio Grande do Sul, Brasil |
| Nacionalidade | brasileira |
| Alma mater | Universidade Católica Dom Bosco Universidade Federal do Rio Grande do Sul Universidade Complutense de Madrid |
| Partido | Republicanos |
| Profissão | Economista e professor |
| Website | Página oficial |
Jaime Elias Verruck (Crissiumal, 14 de setembro de 1964) é um economista, professor e político brasileiro que foi secretário de Estado de Mato Grosso do Sul de 2015 a 2026. Dirigiu a pasta responsável pelo meio ambiente e pelo desenvolvimento econômico nos governos de Reinaldo Azambuja e Eduardo Riedel. É filiado ao Republicanos.
Antes de entrar no governo estadual, trabalhou como professor universitário e dirigiu entidades do Sistema S, entre elas o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial em Mato Grosso do Sul. Na secretaria, participou da política de atração de indústrias e da elaboração do plano estadual de neutralização das emissões de gases de efeito estufa, com meta para 2030. Em 2026, deixou o cargo para disputar uma vaga de deputado federal e terminou a eleição como suplente.
Verruck graduou-se em Ciências Econômicas nas Faculdades Unidas Católicas de Mato Grosso do Sul, que deram origem à Universidade Católica Dom Bosco. Fez mestrado em Economia Rural na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e doutorado na Universidade Complutense de Madrid, com estudos de desenvolvimento e planejamento territorial. Sua tese examinou as cadeias produtivas agroindustriais de Mato Grosso do Sul e a expansão da agricultura no estado. Fez cursos de estratégia e inovação no INSEAD, na França, e na Wharton School, nos Estados Unidos, e cursou o Programa CEO da Fundação Getulio Vargas.
Lecionou economia na Universidade Católica Dom Bosco e foi professor convidado da Fundação Getulio Vargas, com aulas em cursos de graduação e pós-graduação.
Como diretor corporativo da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul, a Fiems, Verruck trabalhou na gestão das entidades do sistema, entre elas o Serviço Social da Indústria e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Foi diretor regional do Senai em Mato Grosso do Sul.
Entre janeiro de 2021 e janeiro de 2022, exerceu a presidência do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae em Mato Grosso do Sul, durante o afastamento do titular, Sérgio Longen.
Verruck assumiu a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, a Semade, em janeiro de 2015, no primeiro mandato de Reinaldo Azambuja. Acumulou a presidência do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul, o Imasul, até 2017. A reforma administrativa daquele ano reuniu a Semade e a Secretaria de Produção e Agricultura Familiar na Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, a Semagro. Verruck permaneceu na pasta no segundo mandato de Azambuja, iniciado em 2019.
Com a posse de Eduardo Riedel em 2023, continuou no secretariado e passou a dirigir a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, a Semadesc. Ficou no governo até 1 de abril de 2026, quando saiu para concorrer nas eleições daquele ano.
Na política estadual de atração de investimentos, Verruck trabalhou com o setor florestal e as indústrias de celulose, concentradas no leste de Mato Grosso do Sul, na região chamada "Vale da Celulose". As fábricas utilizam madeira de florestas plantadas, sobretudo de eucalipto. Defendeu a transformação da produção agropecuária em produtos industriais dentro do estado, para aumentar o valor obtido com a venda de matérias-primas locais.
Para transportar essa produção, defendeu investimentos públicos na recuperação da Malha Oeste, trecho ferroviário entre São Paulo e Mato Grosso do Sul. Em 2025, apontou as dificuldades de transporte como um obstáculo às exportações de produtos agrícolas e de celulose e argumentou que a iniciativa privada não faria sozinha os investimentos necessários na ferrovia.
A pasta também coordenava ações estaduais da Rota Bioceânica, projeto rodoviário destinado a permitir o acesso aos portos do norte do Chile por meio do Paraguai e da Argentina. Em dezembro de 2024, Verruck informou que a execução das obras da ponte sobre o rio Paraguai, entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, havia alcançado 63%. Em agosto de 2025, informou que a execução havia chegado a 75%.
Na discussão sobre a Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III, a UFN3, em Três Lagoas, defendeu em 2023 que a Petrobras concluísse a fábrica e a mantivesse sob sua administração, depois da suspensão do processo de venda. As obras estavam paradas desde 2014 e haviam chegado a 81% de execução.
Em novembro de 2021, Verruck e Azambuja assinaram os decretos que regulamentaram a Política Estadual de Mudanças Climáticas e instituíram o Plano Estadual MS Carbono Neutro, o Proclima. A meta era neutralizar, até 2030, as emissões de gases de efeito estufa de Mato Grosso do Sul, por meio da redução dessas emissões e da compensação do que ainda fosse emitido. O plano foi preparado para apresentação na COP26, em Glasgow, da qual Verruck participou como secretário.
A Lei estadual nº 5.990, sancionada em dezembro de 2022, criou o Fundo Estadual de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, chamado Fundo Próclima, para financiar ações de redução das emissões e adaptação às mudanças climáticas. Verruck defendeu a obtenção de recursos em fundos climáticos internacionais e relacionou a criação do fundo à participação do estado na COP26 e na COP27.
Em novembro de 2024, o governo estadual anunciou que apresentaria o plano de carbono neutro e a Lei do Pantanal nos debates do G20, no Rio de Janeiro. No Lide Brasil Itália Fórum, realizado em Roma em novembro de 2025, Verruck reafirmou a meta de 2030, renovada pelo governo estadual na COP30, e defendeu o uso de energia renovável e de biometano para reduzir o consumo de combustíveis fósseis.
Verruck presidiu o Conselho Estadual de Investimentos Financiáveis pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste, o CEIF/FCO, que analisa propostas de financiamento de empresas e produtores rurais em Mato Grosso do Sul. Em 2015, assinou as diretrizes estaduais para a concessão de crédito pelo fundo.
Entre os projetos aprovados estava a usina de etanol de milho da Inpasa em Dourados, para a qual foram anunciados R$ 100 milhões do FCO em 2021. Em dezembro daquele ano, o governo estadual anunciou que teria mais de R$ 1 bilhão do fundo para financiar projetos agropecuários em 2022. Em reunião presidida por Verruck em novembro de 2025, o conselho aprovou 97 cartas-consulta que solicitavam cerca de R$ 219 milhões em financiamentos para atividades rurais e empresariais.
Na eleição de 2026, Verruck concorreu a deputado federal por Mato Grosso do Sul pelo Republicanos, em sua primeira disputa eleitoral. Na campanha, defendeu a unificação do calendário das eleições, mudanças na reforma tributária e medidas de ajuste fiscal da União. Propôs a renegociação das dívidas de produtores rurais afetados pela seca. Recebeu 49.585 votos e ficou como suplente.