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Jean-Pierre Chabloz (Lausana, Suíça, 1910 - Fortaleza, 1984) foi um cartazista, publicitário e músico.
Foi aluno da Escola de Belas Artes de Genebra (Suíça), e da Academia de Belas Artes de Brera (Itália), entre os anos de 1929 e 1938. Ao longo de sua formação, Chabloz realizou uma grande quantidade de trabalhos artísticos, dentre os quais muitos desenhos (a grafite, crayon, bico de pena, etc.), que hoje se encontram no acervo do MAUC/UFC.
Devido a II Guerra Mundial, imigrou para o Brasil, onde fixando residência em Fortaleza.
Foi o ilustrador da SEMTA para a campanha de alistamento dos "Soldados da Borracha.
Nos anos 50 descobre o pintor Chico da Silva.
Juntamente com Aldemir Martins, Antonio Bandeira, Inimá de Paula, Mário Barata e Raimundo Feitosa, formou um grupo renovador da arte cearense, responsável pela criação do Salão de Abril.
Durante o governo de Getúlio Vargas, Jean Pierre Chabloz trabalhou cerca de seis meses para o Setor de Propagada ou Divisão de Propaganda do “Serviço Especial de Mobilização de Trabalhadores para a Amazônia” (SEMTA), uma agência migratória criada em 1943 pelo Estado Novo brasileiro, subordinada à “Coordenação da Mobilização Econômica” (CME), Departamento Nacional de Imigração, órgão do Ministério da Fazenda, e responsável por recrutar, treinar e transportar nordestinos para a extração de borracha na Amazônia. Esta mobilização ficou conhecida como "Batalha da Borracha" e fazia parte dos Acordos de Washington com os Estados Unidos para fornecer matéria-prima aos aliados na Segunda Guerra Mundial, já que os japoneses controlavam os seringais asiáticos.
Nesse período, o artista suíço já residia no Brasil e foi contratado para atuar como desenhista publicitário do órgão entre janeiro e julho de 1943. Chabloz desenvolveu um vasto material de propaganda visual, incluindo cartazes como "Mais borracha para a vitória" e "Vai também para a Amazônia, protegido pelo Semta". Tais slogans idealizavam boas condições de vida no seringal e prometiam assistência médica, alojamento e salários para atrair os trabalhadores, contrastando com a dura realidade enfrentada pelos chamados "soldados da borracha".
Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará