Jorge Oblitas | |
|---|---|
| 7.º Vice-presidente da Bolívia | |
| Período | 4 de setembro de 1884 15 de agosto de 1888 |
| Presidente | Gregorio Pacheco Leyes |
| Antecessor(a) | Belisario Salinas |
| Sucessor(a) | Serapio Reyes Ortiz |
| Ministro das Relações Exteriores da Bolívia | |
| Período | 4 de setembro de 1884 22 de outubro de 1885 |
| Presidente | Gregorio Pacheco Leyes |
| Antecessor(a) | Nataniel Aguirre |
| Sucessor(a) | Macedonio Doria Medina |
| Período | 4 de maio de 1876 17 de agosto de 1877 |
| Presidente | Hilarión Daza |
| Antecessor(a) | Mariano Baptista |
| Sucessor(a) | José Manuel del Carpio |
| Dados pessoais | |
| Nome completo | Jorge Oblitas Mendizábal |
| Nascimento | 23 de abril de 1831 Oruro, Bolívia |
| Morte | 24 de dezembro de 1900 (69 anos) Cochabamba, Bolívia |
| Partido | Conservador |
Jorge Oblitas Mendizábal (Oruro, 23 de abril de 1831 – Cochabamba, 24 de dezembro de 1900) foi um advogado e político boliviano, filho de María Dolores de Mendizábal e de Pedro Antonio Oblitas, um ex-ministro da Suprema Corte de Justiça.
Seus primeiros anos foram marcados pela educação rígida e de mentalidade racionalista de seu pai. A moral e a filosofia de seu progenitor alimentaram sua atitude intelectual por muito tempo.
Em sua escola em Oruro, recebeu educação moral e teológica, a qual, no futuro, também teria repercussão em seu pensamento e agir. Oblitas formou-se em Direito na Universidade Maior, Real e Pontifícia de São Francisco Xavier de Chuquisaca em 1855. Universidade preferida pela classe política boliviana dos séculos XIX e XX.
Ao longo de sua longa carreira como advogado, o Sr. Oblitas exerceu as funções de juiz de paz e juiz de primeira instância no sistema judiciário do país.
Faleceu em Cochabamba em 24 de dezembro de 1900.
Foi o primeiro presidente do Conselho Executivo, após a criação deste em 1865. Também ocupou o cargo de ministro da Suprema Corte de Justiça. Ao longo de sua vida, Oblitas participou de vários governos, chegando a ser deputado e senador por Oruro em mais de uma ocasião. Também chegou a ser membro do Tribunal de Partido de Oruro e ministro da Corte Superior de La Paz durante o governo de José María Achá. Desempenhou ainda funções regionais como prefeito de Chuquisaca, prefeito do departamento de Oruro e comandante-geral também deste último departamento.
Durante o governo de Hilarión Daza, ocupou o Ministério do Governo e das Relações Exteriores. Posteriormente, durante o governo de Melgarejo, foi ministro da Justiça e, posteriormente, ministro da Fazenda.
Em 1870, foi designado para o Chile como ministro plenipotenciário da Bolívia.
Foi eleito segundo vice-presidente da Bolívia para o mandato de 1884-1888 de Gregorio Pacheco, assumindo simultaneamente, pela segunda vez, o cargo de ministro das Relações Exteriores, por meio do decreto de 4 de setembro de 1884.