| Julianna Barwick | |
|---|---|
| Informações gerais | |
| Nascimento | , Estados Unidos |
| Gêneros | Música ambiente, música experimental, música eletrónica |
| Ocupação | Cantora, compositora, produtora |
| Instrumentos | Voz, loop station, sintetizador, piano |
| Período em atividade | 2006–presente |
| Gravadoras | Asthmatic Kitty, Dead Oceans, Ninja Tune, RVNG Intl., InFiné |
| Afiliação | Ombre |
| Página oficial | juliannabarwick |
Julianna Barwick é uma cantora, compositora e produtora norte-americana de música ambiente, conhecida por composições em grande parte sem palavras, construídas a partir de camadas de loops da própria voz. Depois de discos em edição de autor, publicou álbuns pelas editoras Asthmatic Kitty [en], Dead Oceans [en] e Ninja Tune, e gravou em colaboração com Ikue Mori [en], Helado Negro [en] e Mary Lattimore [en].
Cresceu no Luisiana, no Missouri e em Oklahoma, e o canto em coros a cappella de igrejas rurais e a reverberação natural de espaços como um parque de estacionamento marcaram o seu interesse pela voz. Depois de se mudar para Nova Iorque, tocou em concertos independentes e gravou peças experimentais para guitarra; a abordagem que a caracteriza começou em 2005, quando um amigo lhe emprestou um pedal de loop para guitarra. Com ele gravou Sanguine, editado por conta própria em 2006, a que se seguiu o EP Florine (2009), também em edição de autor, feito com uma loop station, sintetizador e piano. Ben Schumer (PopMatters) descreveu Florine como uma clara melhoria em relação a Sanguine e deu-lhe 8 em 10.
O primeiro álbum para a Asthmatic Kitty, The Magic Place, saiu em fevereiro de 2011; foi gravado num espaço de ensaio em Brooklyn e o título refere-se a uma árvore da quinta da família no Luisiana. Kevin Liedel (Slant Magazine) chamou-lhe «quase uma obra-prima» da música ambiental densa. No mesmo ano, a RVNG Intl. editou FRKWYS Vol. 6, com Ikue Mori, que reúne gravações de concertos das duas na galeria White Columns, em Nova Iorque, no outono de 2010. Em 2012 lançou com Roberto Carlos Lange (Helado Negro) o projeto Ombre, que editou Believe You Me pela Asthmatic Kitty, disco em que Barwick toca vibrafone, guitarra e sintetizador.
Nepenthe (2013), o primeiro disco pela Dead Oceans, foi gravado na Islândia, no estúdio Sundlaugin, criado pelos Sigur Rós, com produção de Alex Somers [en] e a participação de músicos dos Amiina e dos Múm e de um coro feminino juvenil. O título alude a um remédio da literatura grega antiga para esquecer o sofrimento. James Skinner (The Quietus) considerou-o «poderosamente, singularmente transcendente», enquanto Angus Finlayson (Fact [en]) o achou mais ambicioso e sonoramente mais rico do que os anteriores, mas com alguns momentos previsíveis. Em 2015 coescreveu com Jenny Hval a música da curta-metragem I Remember Nothing.
Will (Dead Oceans, 2016) foi produzido pela própria ao longo de cerca de um ano numa casa no norte do estado de Nova Iorque, na fábrica da Moog [en] em Asheville e em Lisboa, com a participação de Thomas Arsenault (Mas Ysa), do violoncelista Maarten Vos e do percussionista Jamie Ingalls. Em 2017, após dezasseis anos em Nova Iorque, mudou-se para Los Angeles. Em dezembro de 2019 editou, pela série Commend There da RVNG Intl., Circumstance Synthesis, música encomendada pelo hotel Sister City, em Manhattan, na qual uma tecnologia de música generativa da Microsoft usava uma câmara no telhado para fazer a atividade no céu (aviões, aves) desencadear as progressões musicais.
Healing Is a Miracle, o primeiro álbum para a Ninja Tune, saiu em julho de 2020, com participações de Jónsi, Nosaj Thing [en] e Mary Lattimore, e foi gravado depois da mudança para Los Angeles. Chegou ao 20.º lugar da tabela britânica de álbuns independentes. Charles Lyons-Burt (Slant Magazine) escreveu que o disco por vezes é tão delicado que se torna «sem peso».
Com Mary Lattimore gravou em Paris, em nove dias, Tragic Magic (InFiné, 2026), usando instrumentos históricos do Musée de la Musique da Filarmonia de Paris [en]: Lattimore escolheu harpas antigas e Barwick instrumentos como os sintetizadores Roland Jupiter e Prophet-5. A gravação começou pouco depois de ambas terem sido afetadas pelos incêndios da Califórnia de janeiro de 2025; Scotty Dransfield (Under the Radar [en]) deu-lhe 7 em 10.
No início da carreira, Barwick improvisava melodias vocais numa loop station RC-50 ligada a um pedal de efeitos e concluía as faixas no computador, no GarageBand.