Este artigo não cita fontes confiáveis. (agosto de 2020) |

No wrestling profissional, kayfabe (pronunciado KAY-fayb; IPA: ['keɪfeɪb]) efere-se à apresentação de elementos roteirizados da modalidade, como personagens, rivalidades e storylines, como se fossem acontecimentos legítimos ou reais.
Referir-se a um evento como kayfabe significa que é um evento interpretado ("worked"), e/ou parte de uma storyline de wrestling, também servindo para aplicar mais fatos na Gimmick do wrestler. Nesse contexto, um wrestler que quebra a kayfabe deixa de agir de acordo com a realidade apresentada pela narrativa, de maneira comparável a um ator que quebra o personagem durante uma atuação.
Kayfabe surgiu como um termo com etimologia incerta, como um código entre lutadores profissionais para se referirem à manutenção da ilusão de que os acontecimentos apresentados no wrestling eram legítimos. Inicialmente utilizado como um aviso de que uma pessoa que desconhecia a natureza roteirizada do wrestling estava nas proximidades. Com o tempo, o uso do termo se expandiu para designar a própria prática de preservar essa ilusão diante do público, mantendo a coerência dos personagens, rivalidades e acontecimentos apresentados nas narrativas do wrestling. Historicamente, isso significava que os wrestlers deveriam manter seus personagens e rivalidades mesmo fora dos ringues, evitando reconhecer publicamente que determinados acontecimentos faziam parte de uma narrativa roteirizada. Com o desenvolvimento da televisão, da Internet e das redes sociais, tornou-se cada vez mais difícil manter a separação entre a apresentação ficcional e a realidade, fazendo com que a kayfabe passasse a ser aplicada de maneira mais flexível. Atualmente, o termo também pode se referir à própria distinção entre os acontecimentos apresentados dentro da narrativa do wrestling e os aspectos reais de sua produção.

Um exemplo de kayfabe é a relação entre Kane e Undertaker na WWE, apresentados na narrativa como meio-irmãos, embora os intérpretes dos personagens, Glenn Jacobs e Mark Calaway, não tenham parentesco entre si na vida real. Outro exemplo de kayfabe é Mick Foley, que interpretava diferentes personagens na WWF, como Mankind, um homem perturbado e socialmente recluso que usava uma máscara de couro; Cactus Jack, um lutador extremo e violento, associado a combates hardcore; e Dude Love, um personagem hippie e descontraído inspirado na cultura dos anos 1960 e 1970. Apesar de serem apresentados como personagens distintos, todos eram interpretados pelo mesmo lutador.