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Labruge | |
|---|---|
| Gentílico | labrugense |
| Coordenadas: 41° 16′ 25″ N, 8° 43′ 39″ O | |
| Região | Norte |
| Sub-região | Área Metropolitana do Porto |
| Distrito | Porto |
| Município | |
| Código | 131613 |
| Governo | |
| • Tipo | Junta de freguesia |
| • Presidente | André Araújo |
| Área | |
| • Total | 5,07 km² |
| População | |
| • Total (2021) | 3 000 hab. |
| Densidade | 591,7 hab./km² |
| Orago | São Tiago |
| Sítio | https://jflabruge.com/ |
Labruge é uma povoação portuguesa sede da Freguesia de Labruge do Município de Vila do Conde, freguesia com 5,07 km² de área e 3000 habitantes (censo de 2021), tendo, por isso, uma densidade populacional de 591,7 hab./km².
Dista cerca de 18 km a norte da cidade do Porto e 11 km a sul da cidade de Vila do Conde – sede do município – junto ao oceano Atlântico, sendo a última freguesia a sul deste município banhada pelo oceano.
Tem como vizinhas mais próximas as freguesias de Vila Chã, a norte; Modivas, a este; Aveleda, a sudeste; e Lavra, localidade do Município de Matosinhos, a sul.
Nota: No ano de 1864 pertencia ao concelho de Bouças (atualmente Matosinhos), tendo passado para o atual por decreto de 18/10/1871.
A população registada nos censos foi:
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| Distribuição da População por Grupos Etários | ||||
|---|---|---|---|---|
| Ano | 0-14 Anos | 15-24 Anos | 25-64 Anos | > 65 Anos |
| 2001 | 404 | 335 | 1394 | 339 |
| 2011 | 409 | 283 | 1655 | 459 |
| 2021 | 429 | 254 | 1680 | 637 |
Labruge fez parte de Terras da Maia até 1836, ano em que passou para o concelho de Vila do Conde. Mais tarde, a 24 de outubro de 1855, com a divisão territorial, Labruge passou a pertencer ao recém-criado concelho de Bouças até 18 de outubro de 1871, data em que passa a integrar o concelho (atual município) de Vila do Conde.
A bandeira de Labruge:
A Junta de Freguesia é liderada por André Filipe Moreira dos Santos Araújo.
A paróquia de S. Tiago de Labruge tem por pastor o Padre José Domingues, natural da vizinha freguesia de Lavra mas que adoptou Labruge como sua terra natal.

O Centro Social e Paroquial de Labruge é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, registada pela inscrição n.º 25/96 do Livro n.º 5 das Fundações de Solidariedade Social, com personalidade jurídica atribuída pelos Estatutos aprovados pelos Serviços Eclesiásticos do Bispado do Porto e reconhecida como Pessoa Coletiva de Utilidade Pública. Sendo o seu fim a contribuição para a promoção integral de todos os habitantes, coadjuvando os serviços públicos competentes com as instituições particulares num espírito de solidariedade humana, cristã e social.
Para a origem toponímica da freguesia existem várias hipóteses, sendo algumas delas pouco credíveis.
A que oferece maior crédito, pertence ao linguísta português, José Pedro Machado, que defendia que o étimo de Labruge é Labrugia, topónimo latinizado de origem incerta que, com o passar dos tempos, se terá transformado no nome «labruge» . Em português arcaico, «labruge» significa «loureiro», sendo que esta toponímia encontra paralelos nos topónimos Labruja e Labrujó, os quais têm a mesma origem etimológica.
Outra tese etimológica toca a um sacerdote, do século XIX, que definia a sua origem como Labrica por em tempos remotos ter vivido aqui o povo labricano.
Outro sacerdote atribuiu a sua origem a "labore" - do latim trabalho, obra, por considerar os seus paroquianos pessoas de trabalho. Uma que poderia ser mais viável seria a junção de "arrugio"(regato, pequeno rio) com Lavra (freguesia vizinha do concelho de Matosinhos) de que resultaria Labruge não fosse o termo "arrugio" um termo muito usado no Sul de Portugal e não no Norte.
Há outra tese ainda que aponta para que o nome da freguesia de Labruge foi-lhe emprestado pelo rio Onda, que nasce na freguesia de Guilhabreu, na "Poça do Inferno", e onde é conhecido por rio de Moures, embora vá assumindo vários e diferentes nomes ao longo do seu percurso, conforme a localidade que atravessa. Esta pequena linha de água corre terras de Malta, Vilar e de Modivas até chegar a Labruge. A origem do nome desta freguesia é desconhecida, apesar das várias alusões a hipotéticas origens que obtêm algum peso quando ditas por alguém, em princípio, com um nível sociocultural acima dos fregueses que o ouvem. Algumas das possíveis origens foram avançadas sem qualquer rigor ou força histórica. Desde Labrica até labore tudo serve para tentar justificar o que de todo se desconhece.