| Laura Cardoso | |
|---|---|
| OMC | |
Cardoso em 1968 | |
| Nome completo | Laurinda de Jesus Balleroni |
| Nascimento | Laurinda de Jesus Cardoso |
| Morte | 17 de agosto de 2026 (98 anos) São Paulo, SP, Brasil |
| Causa da morte | causas naturais |
| Nacionalidade | brasileira |
| Cônjuge | Fernando Balleroni (c. 1949; v. 1980) |
| Filho(a)(s) | 3 |
| Ocupação | atriz |
| Período de atividade | 1944–2026 |
Laurinda de Jesus Cardoso Balleroni (São Paulo, 13 de setembro de 1927 – São Paulo, 17 de agosto de 2026), mais conhecida como Laura Cardoso, foi uma atriz brasileira. Considerada uma das referências da dramaturgia brasileira, iniciou sua carreira na televisão em 1950, ano de sua inauguração. Ao longo de sua trajetória, participou de mais de cem produções, incluindo numerosas telenovelas. Entre os prêmios recebidos estão três Prêmios Grande Otelo, cinco Prêmios APCA, dois Prêmios Shell e dois Troféus Imprensa. Em 2006, recebeu a Ordem do Mérito Cultural em reconhecimento à sua contribuição artística para o Brasil.
A carreira de Laura Cardoso começou no rádio, com sua participação em radionovelas na década de 1940. Com a chegada da televisão ao Brasil, tornou-se uma das primeiras contratadas da TV Tupi, onde participou de teleteatros e trabalhou com diversos diretores. Em 1954, iniciou sua trajetória na televisão após ser convidada pela amiga Vida Alves para integrar o programa Tribunal do Coração, produzido por Alves. Em 1958, estreou em telenovelas como Cosette, em Os Miseráveis, da TV Tupi. Ao longo da carreira, trabalhou em emissoras como Band, TV Cultura, Record e Globo, onde permaneceu desde 1983, além das extintas TV Excelsior, TV Rio e Rede Tupi.
Nas décadas de 1950 e 1960, destacou-se em teleteatros e novelas da TV Tupi, participando também de Quando o Amor É Mais Forte (1964), uma das primeiras novelas diárias da emissora. Entre 1968 e 1973, integrou o elenco da TV Record, atuando em produções como As Pupilas do Senhor Reitor e Os Deuses Estão Mortos. Retornou à TV Tupi em 1974 e permaneceu na emissora até seu encerramento, em 1980, participando de novelas como Ídolo de Pano e João Brasileiro, o Bom Baiano. Em 1981, estreou na TV Globo em Brilhante, a convite de Daniel Filho. Em 1983, foi contratada pela emissora por intermédio de Walther Negrão e passou a integrar o elenco de Pão Pão, Beijo Beijo. A partir daí, construiu uma longa trajetória na Globo, com participação em mais de 20 novelas e diversas produções especiais.
Ao longo de sua carreira, Cardoso interpretou personagens de diferentes perfis em produções de televisão voltadas a públicos variados. Entre seus trabalhos estão Marta, em Fera Radical (1988); Dona Cândida, em Felicidade (1991–1992); e Dona Lila, no seriado Mundo da Lua, da TV Cultura. Na década de 1990, participou dos remakes de Mulheres de Areia, como Dona Isaura, e A Viagem, como Dona Guiomar. Em produções posteriores, interpretou personagens como Sinhana, em Irmãos Coragem; Tia Ruth, em Salsa e Merengue; Dona Carmem, em Chocolate com Pimenta; Laksmi, em Caminho das Índias; e Dorotéia, no remake de Gabriela.
Cardoso estreou no teatro em 1959, aos 32 anos, na peça Plantão 21, dirigida por Antunes Filho, após já ter desenvolvido carreira no rádio e na televisão. Nos palcos, participou de diversas produções e trabalhou com importantes nomes do teatro brasileiro. Recebeu dois Prêmios Shell de Melhor Atriz: o primeiro por Vem Buscar-Me que Ainda Sou Teu (1990), de Carlos Alberto Soffredini, e o segundo por Vereda da Salvação (1993), de Jorge Andrade, também dirigida por Antunes Filho.

Laurinda de Jesus Cardoso nasceu no bairro do Bixiga em São Paulo, filha dos imigrantes portugueses Adriano Cardoso e Carolina de Jesus, ambos feirantes. Desde a infância, entre seis e sete anos, brincava de teatro transformando caixotes de madeira em palco e encenado para sua avó, a primeira espectadora de Laurinda. Ela e uma amiga do bairro vestiam fantasias e fingiam que iam pegar o bonde. A encenação esteve presente em suas veias desde a infância. "Toda noite a gente vestia a roupa, botava o chapéu, o anel, o brinco da mãe da menina, sentava na calçada e esperava o bonde. Então, a gente brincava, subia no bonde e descia correndo. Esse era o nosso teatrinho de toda noite", relembra Cardoso em depoimento ao projeto Memória Globo.
O interesse de Laura pelas artes dramáticas nasce da relação com a literatura. Ainda criança, em um colégio de freiras, passa a ler histórias para as colegas de classe, experiência que desperta o prazer pela interpretação graças à receptividade das alunas e ao incentivo das professoras. Já na adolescência, ao iniciar a trajetória nas rádios, desenvolve com mais intensidade a imaginação e a expressividade necessárias para dar vida a textos construídos essencialmente pela voz.
Ainda jovem, enfrentou o pai e, sobretudo, a mãe, para tentar carreira nas rádios atuando nas famosas radionovelas. A profissão era muito mal vista à época. Com apenas quinze anos de idade, em 1942, decidiu trilhar sua carreira artística na Rádio Cosmos. Por exigência da profissão, tornou-se mais conhecida como Laura Cardoso. Nesse período, também atua no teatro infantil e no circo popular, além de passar por outras emissoras de rádio, como a Cultura e a Tupi.
Após o período como atriz de rádio, logo foi chamada para atuar na televisão em 1950. A recém inaugurada TV Tupi exibia teleteatros ao vivo e Laura Cardoso já estava presente no programa Teatro de Walter Forster, que exibia a peça "A Prostituta e o Santo Homem". Em 1952, atuou no programa Tribunal do Coração, escrito por Vida Alves, adaptando-se assim ao novo veículo de comunicação. Em 1953, participa do elenco de Hamlet, dirigido por Dionísio Azevedo, na primeira experiência com videotape da televisão brasileira. Nesse período, contracena com nomes como Lima Duarte, Lolita Rodrigues, Rolando Boldrin e Vida Alves. Posteriormente, ela apareceu em inúmeros programas da emissora que apresentavam adaptações de textos da literatura brasileira e mundial, como a TV de Vanguarda (1955), TV de Comédia (1957) e o Grande Teatro Tupi (1957). Ela passou a integrar o elenco das telenovelas da emissora, vivenciando o auge da teledramaturgia brasileira, estando em uma adaptação de Os Miseráveis (1958), no papel de Cosette, Um Lugar ao Sol (1959), como Ana Maria, e Há Sempre o Amanhã (1960), onde interpretou Clara.
Em 1959, aos 32 anos, estreia profissionalmente nos palcos do teatro adulto após ter consolidado uma carreira como atriz de rádio e televisão. Laura encenou a peça Plantão 21, dirigida por Antunes Filho, e sua estreia tardia nos palcos do teatro foi recebida com "expressividade e louvor" pela crítica. De volta à televisão, deu continuidade aos seus trabalhos na Tupi como em Prelúdio, a Vida de Chopin (1962), A Noite Eterna (1962) e Sublime Aventura (1963). Em Moulin Rouge - A Vida de Toulouse-Lautrec (1963), destacou-se no papel da Condessa L'amour, sob a direção de Geraldo Vietri, que lhe rendeu o Troféu Imprensa de Melhor Atriz. Neste período, Cardoso fez sua estreia no cinema atuando na cinebiografia O Rei Pelé, com direção de Carlos Hugo Christensen, a qual abordava a vida do jogador de futebol Pelé.
Cardoso estrelou a novela Gutierritos, o Drama dos Humildes (1964) ao lado de Lima Duarte no papel de Rosa. No entanto, por motivos de saúde, precisou sair da produção e foi substituída por Wanda Kosmo. Ela foi escalada no mesmo ano para a novela Quando o Amor é Mais Forte, de Pola Civelli, sendo esta sua primeira novela exibida diariamente na televisão, e sua personagem teve bastante destaque na época. A atriz conseguiu o feito de tornar sua personagem coadjuvante popular em um período onde somente os casais de protagonistas tinham muita importância. Durante as gravações dos capítulos finais, Cardoso mais uma vez esteve mal de saúde chegando a desmaiar no estúdio e ser socorrida por seus colegas. Em razão disso, as gravações da novela foram adiadas até que a atriz retomasse suas condições de saúde.
No ano de 1965, apareceu em três telenovelas da TV Tupi. Interpretou Nicole na novela Fatalidade, estrelada por Eva Wilma e John Herbert, numa trama que se ambientava na década de 1930. Em Olhos que Amei, novela ambientada em Viena no século XIX, deu vida à maquiavélica rainha de uma tribo cigana, Zoraya, que é movida por um plano de vingança contra o conde Leopoldo (Lima Duarte), que guarda um segredo de seu passado. No mesmo ano, transferiu-se para TV Rio atuando em A Herança do Ódio. Laura foi contratada pela TV Excelsior em 1966 para estrelar a novela Abnegação, romance de Dulce Santucci, onde interpretou Gilda, uma mulher que foge de sua família ao lado de seu verdadeiro amor após ter um casamento armado. Ela retornou para a Tupi para interpretar Maria de Freitas na novela Os Rebeldes, contracenando com Percy Aires.

Em 1967, aparece como uma das protagonistas em uma nova versão de Os Miseráveis, dessa vez escrita por Walther Negrão e produzida pela Band TV, interpretando Fantine Lanoire, uma jovem que engravida de um homem rico mas é abandonada e obrigada a criar sua filha sozinha. Esta foi a primeira telenovela da história da Band, estreada no mesmo dia de inauguração do canal, e fez um relativo sucesso. Em seu retorno na TV Tupi, esteve no elenco da primeira novela bíblica brasileira, O Rouxinol da Galileia, no papel de Maria, a mãe de Cristo. Logo depois, foi para a RecordTV onde atuou na novela A Última Testemunha nos duplos papéis de Mariana e Juliana. Seu trabalho seguinte na emissora foi em Algemas de Ouro, produção de alto custo, interpretando a possessiva Leonor, que não aceita o fim de seu casamento com Cláudio (Altair Lima) e passa persegui-lo.
A década de 1970 iniciou com o seu trabalho na telenovela As Pupilas do Senhor Reitor, adaptação de Lauro César Muniz do romance de mesmo nome de Júlio Dinis, onde ela fez sucesso na pele de Tereza da Esquina, uma mulher que mantinha um caso com Malaquias (Henrique César) enquanto seu marido tem preocupações excessivas com a filha. Logo após este trabalho, foi escalada para interpretar a matriarca de uma família republicana, Júlia Lobo Ferraz, em Os Deuses Estão Mortos (1971), outra parceria com o autor Lauro César Muniz. No mesmo ano, atuou em Sol Amarelo, novela de Raymundo López, como Maria Santa, a esposa de Zé Touro (Rogério Márcico), um feroz líder de um bando que amedronta a cidade. A sua personagem termina a novela assassinando o marido ao descobrir seu caso com a cortesã Cosette (Lucy Meirelles). Ela foi muito elogiada pela imprensa por sua atuação como uma mulher iludida que se torna assassina.
Em Os Fidalgos da Casa Mourisca (1972), adaptação do romance homônimo também de Júlio Dinis, ela interpretou a progressista Gabriela Negrões de Vilar. Na trama, ambientada em 1870, sua personagem era à frente de seu tempo, uma mulher formada como advogada e interessada por assuntos políticos. Sua personagem se apaixona pelo primo Maurício (Ademir Rocha). Ainda em 1972, contracenou com seu então marido Fernando Balleroni em O Leopardo, novela exibida no horário das sete da RecordTV que foi um fracasso de audiência.
Em 1973, esteve na telenovela Quero Viver ao lado de grandes nomes como Nathalia Timberg, Lílian Lemmertz e Rolando Boldrin, como moradores de uma pensão cheia de tipos. Em seguida, participou de Vidas Marcadas atuando como a invejosa e gananciosa Sara. A novela apresentava uma história inspirada em Cinderela, onde Laura representava a tia má que maltratava a sobrinha Olívia (Jussara Freire), que por sua vez recebia ajuda de uma professora como uma espécie de fada madrinha. A produção passou despercebida pelo público e não obteve sucesso, fazendo com que a RecordTV encerrasse sua linha de dramaturgia. Com o fim da produção de telenovelas na emissora, Laura retomou seu contrato com a TV Tupi atuando em suas produções. Logo em fevereiro de 1974 aparece em Os Inocentes interpretando a viúva Guiomar, dona de uma pensão na pequena cidade de Roseira que desconfia da índole da protagonista Juliana (Cleyde Yáconis). No mesmo ano, atua em Ídolo de Pano como a misteriosa enfermeira Maria Amélia, mulher cuja origem era um segredo e ao longo da trama descobre-se que se aproxima do núcleo principal por ser a verdadeira mãe do protagonista Luciano, interpretado por Tony Ramos. Esta telenovela foi um sucesso de audiência na Tupi e foi esticada para mais de 200 capítulos, permanecendo no ar até maio de 1975.
Por sua interpretação da matriarca feirante Fátima da Conceição em Os Apóstolos de Judas, em 1976, recebeu elogios da crítica e conquistou da Associação Paulista de Críticos de Arte o Prêmio APCA de Melhor Atriz de Televisão. Após esta telenovela, 1977 Laura retornou aos palcos do teatro em 1977 com a peça Volpone, dirigida por Antônio Abujamra, interpretando Canina. Também na direção de Abujamra, atua em uma adaptação de Crimes Delicados, no mesmo ano. Cardoso esteve de volta no cinema com os filmes Já não Se Faz Amor como Antigamente (1976) e Tiradentes, O Mártir da Independência (1977), sendo que neste último atuou como uma Vice-Rainha. Ela interpretou um papel de menor repercussão em Um Sol Maior (1977), telenovela escrita por Teixeira Filho, na pele de Mariana.
Em 1978, Laura foi escalada para a novela João Brasileiro, o Bom Baiano, de Geraldo Vietri, onde encarnou Aminda Gusmão. O seu trabalho seguinte na televisão foi em Gaivotas (1979), de Jorge Andrade, desempenhando o típico papel de esposa neurótica e autoritárias. Na trama, sua personagem, Verônica, é casada com o invejoso Rubens (Wilson Fragoso), e atiça o marido para se apossar da fortuna do amigo Daniel (Rubens de Falco). A produção, que essencialmente era de suspense, foi um sucesso crítico e recebeu o APCA de melhor novela. No entanto, a TV Tupi enfrentava crises financeiras que resultaria em sua extinção em 1980. Esta foi a última novela de Laura Cardoso na emissora. Em 1980, atuou na peça A Nonna ao lado de Cleyde Yáconis e Célia Helena, sob direção de Flávio Rangel, interpretando Anyula.
Após um período dedicada ao teatro, foi convidada pelo diretor Daniel Filho para trabalhar na TV Globo em 1981. Ela então fez sua estreia na emissora com a telenovela Brilhante, escrita por Gilberto Braga para o horário nobre. Na trama, interpretou Alda Sampaio, a mãe da protagonista Luiza (Vera Fischer), uma mulher simples, dona de casa e viciada em novelas, as quais adora comentar. Mas a passagem pela emissora foi rápida e, logo em seguida, foi para a Band e atuou na novela Ninho da Serpente (1982) na pele da humilde Eugênia, a mãe de criação do enfermeiro Mateus, vivido por Kito Junqueira. Foi escalada para a sucessora da novela, emendando dois trabalhos seguidos, Renúncia, retomando parceria com Geraldo Vietri. No entanto, a produção foi tirada do ar pela Band com pouco mais de duas semanas de exibição sem mais explicações.
O retorno para a Globo aconteceu em 1983 quando foi escalada para a novela de Walther Negrão, Pão Pão, Beijo Beijo, onde despontou no papel de Donana. Sua personagem é uma mulher nordestina de origem humilde, religiosa e de princípios rígidos. Ela é a mãe do ingênuo Soró (Arnaud Rodrigues). A amizade com o autor Walther Negrão aproxima Laura de novos projetos na televisão. Seus trabalhos seguintes em teledramaturgia na década de 1980 passam a ser em novelas escritas por ele. Em 1984, atua na novela Livre para Voar como a portuguesa Carolina. Sua personagem foi preceptora da protagonista Bebel (Carla Camuratti), a quem desenvolveu uma amizade sincera e assume o posto de mãe postiça.
Em 1985, dedicou-se ao teatro no espetáculo A Herdeira, adaptação do livro Washington Square de Henry James, dirigida por Flávio Rangel, onde interpretou a viúva Tia Lavínia, uma mulher romântica e pragmática que incentiva os romances da sobrinha Catherine, na peça interpretada por Míriam Mehler. Na sequência, interpreta Marica do Reino, a Outra Irmã do Sacristão, na comédia Divinas Palavras, dirigida por Iacov Hillel, que ficou em cartaz entre 1986 e 1987. Após este trabalho, incursionou pelo teatro infantil em uma versão de A Bela e a Fera, no papel de Senhora Potts, que lhe rendeu o Prêmio APETESP de Melhor Atriz Coadjuvante.
Em 1988, após quatro anos retirada da televisão, voltou à convite de Walther Negrão para a telenovela Fera Radical. Na trama, interpreta Marta, uma mulher rica que criou a protagonista Cláudia (Malu Mader) após encontrá-la ainda menina na estrada após o massacre de sua família. Ela tenta tirar de sua cabeça a ideia de vingança contra a rica família Flores. Ela é uma mulher rica que esconde seu passado, onde foi uma cafetina, conhecida como Mirtes, e expulsa da cidade de Rio Novo. Neste ano, retorna aos cinemas com o drama Quincas Borba, dirigido por Roberto Santos e adaptado do livro de mesmo nome de Machado de Assis. O filme foi exibido no Festival de Gramado. Em 1989, fez uma participação especial na comédia Lua Cheia, dirigida por Alain Fresnot e estrelada por Lima Duarte, fazendo a mãe do personagem Montês (Roney Facchini).
Em 1990, recebeu aclamação crítica por sua interpretação na peça Vem Buscar-me que Ainda Sou Teu, que fora dirigida por Gabriel Villela. Na peça escrita por Carlos Alberto Soffredini, ela interpreta a personagem Mãezinha, dona de uma companhia de circo, e contracena com Xuxa Lopes, que interpreta sua filha. Por sua interpretação, ganhou o Prêmio Shell de Melhor Atriz e recebeu o segundo Prêmio APCA de sua carreira, como Melhor Atriz Teatral. Após este sucesso, foi convidada a retornar à televisão para duas participações especiais. Na minissérie Delegacia de Mulheres, foi Maria no episódio "Nossa Senhora dos Oprimidos". Ela fez uma participação como a mãe do vilão Renato Maia (Daniel Filho) em Rainha da Sucata, novela de Sílvio de Abreu.
Em Felicidade (1991), novela escrita por Manoel Carlos, deu vida à doce Cândida Peixoto, a mãe do protagonista Álvaro (Tony Ramos) para quem Helena (Maitê Proença) passa a trabalhar e se torna amiga. Entre 1991 e 1992, esteve no seriado infantil Mundo da Lua, da TV Cultura, no papel da professora aposentada Dona Lila, uma mulher que corrige quem fala ou escreve errado perto dela. O ano de 1993 marcou uma fase de grandes conquistas na carreira de Laura, tanto no teatro quanto na televisão. Na peça Vereda da Salvação, escrita por Jorge Andrade e dirigida por Antunes Filho, sua atuação como Dolor recebeu destaque da crítica. A personagem integrava um grupo de pessoas em busca de melhores condições de vida, conduzidas e iludidas por um líder religioso carismático. Sobre sua interpretação, a crítica ressaltou que Laura “constrói uma máscara que confere força e, ao mesmo tempo, sutileza a uma mulher consciente da dura realidade que vive, mas sem coragem de pôr fim à própria vida”. O desempenho lhe rendeu o segundo Prêmio Shell e o terceiro Prêmio APCA de Melhor Atriz de Teatro.
Paralelamente, na televisão, Laura deu vida a um de seus papéis mais populares: Isaura, mãe das gêmeas Ruth e Raquel, interpretadas por Glória Pires, no remake de Mulheres de Areia, de Ivani Ribeiro. Isaura é retratada como uma mulher simples, que demonstra maior proximidade com Raquel, apoiando e defendendo a filha mesmo diante de suas atitudes controversas.

Os dois trabalhos seguintes de Laura na televisão também foram remakes, consolidando uma verdadeira trilogia de sucessos em sua carreira. Em 1994, a atriz foi convidada para integrar o elenco de A Viagem, novela de Ivani Ribeiro, na qual interpretou Guiomar. A personagem era dominada pelo espírito de Alexandre, vivido por Guilherme Fontes, passando a atormentar a vida das pessoas ao seu redor ao mudar drasticamente de personalidade, especialmente a de seu genro Raul, interpretado por Miguel Falabella.
No ano seguinte, Laura protagonizou Irmãos Coragem, de Dias Gomes, vivendo Sinhana, a matriarca da família Coragem. A personagem, uma mulher simples, forte e determinada, fazia de tudo para proteger a família. A atuação de Laura foi amplamente elogiada pela intensa carga dramática da personagem. Em depoimentos, a atriz relembrou com emoção o trabalho: “Essa mãe me deu uma das maiores emoções que tive interpretando uma personagem. Ela tinha três filhos maravilhosos e um marido, todos camponeses. Houve uma cena em que esse marido morria, e o Luiz fez uma sequência belíssima, com um enterro em pleno campo”. Pelo desempenho, Laura recebeu mais uma vez o Prêmio APCA de Melhor Atriz de Televisão. Ainda em 1995, retorna ao horário nobre interpretando a matriarca de uma família cigana em Explode Coração, de Glória Perez.
Em 1996, esteve em Salsa e Merengue na pele de Ruth, a tia da vilã Adriana (Cristiana Oliveira), uma mulher sem escrúpulos que apoia a sobrinha em seus golpes. Dois anos mais tarde, vive Yeda na novela Meu Bem Querer (1998), formando par romântico com Ary Fontoura na pele dos pais da protagonista Ava (Ângela Vieira). Laura voltou a trabalhar com o amigo Walther Negrão na novela Vila Madalena (1999), mais uma vez interpretando a mãe de um protagonista, Solano (Edson Celulari), a Deolinda.
Em 2000, Laura protagonizou o drama Através da Janela, dirigido por Tata Amaral, interpretando Selma, uma enfermeira aposentada que mantém uma relação profundamente afetiva e dependente com o filho. Quando uma mulher aparece na vida do filho, Selma passa a enfrentar o medo de perder sua companhia e seu afeto, mergulhando em um intenso conflito emocional. A partir daí, a convivência entre mãe e filho se deteriora, revelando momentos de tensão e agressividade. O filme rendeu a atriz elogios da crítica e prêmios em diversos festivais, incluindo no Cine PE e no Miami Brazilian Film Festival. Ela recebeu indicações ao Prêmio Grande Otelo e Prêmio Guarani de Cinema, ambos como Melhor Atriz. Neste ano, fez uma rápida passagem pela RecordTV para interpretar Natália na novela Vidas Cruzadas. A atriz aceitou participar da produção pelo alto salário e a possibilidade de gravar na cidade de São Paulo, onde morava.
Ela voltou ao elenco da TV Globo logo em seguida na novela A Padroeira (2001), de Walcyr Carrasco, que tinha como ponto de partida a história verídica da descoberta, por três pescadores, de uma santa no Rio Paraíba, que deu início ao culto à Nossa Senhora Aparecida no Brasil. Sua personagem, Silvana, é esposa de um dos pescadores que inicia o culto à imagem da santa. Ainda fez uma participação no seriado Os Normais como mãe de aluguel do personagem Rui (Luiz Fernando Guimarães). Cardoso também esteve nos cinemas com o filme Copacabana, de Carla Camuratti, destacando-se na comédia que lhe rendeu o Prêmio Grande Otelo de Melhor Atriz Coadjuvante. Em 2002, interpretou a italiana sofrida Madalena na novela Esperança, de Benedito Ruy Barbosa, sendo a mãe da personagem de Maria Fernanda Cândido.
Em 2003, voltou a se destacar em comédias com a novela Chocolate com Pimenta, de Walcyr Carrasco, interpretando a chefe matriarca de uma família caipira, Carmem. A personagem conquistou o público com o núcleo da família da protagonista Aninha, ao lado de Mariana Ximenes, Osmar Prado, Drica Moraes, Marcello Novaes e Carla Daniel. Por esse trabalho, foi indicada ao Prêmio Qualidade Brasil de Melhor Atriz Coadjuvante em Telenovela em São Paulo. Após participações nos seriados A Diarista e Sob Nova Direção, ambos em 2004, ganhou um papel de destaque na novela das sete Como Uma Onda, de seu amigo Walther Negrão, interpretando uma portuguesa cega, Francisquinha, a sábia senhora de uma aldeia de pescadores.

Ao lado de Fernanda Montenegro e Raul Cortez, estrelou o suspense O Outro Lado da Rua (2004), de Marcos Bernstein, onde interpretou a cômica Patolina, amiga da protagonista Regina. A sua participação no longa chamou atenção da crítica, a qual citou que sua aparição é hilária e melhora o filme. Por sua interpretação, ela recebeu o segundo Prêmio Grande Otelo de sua carreira e também venceu como Melhor Atriz Coadjuvante em Cinema no Prêmio Qualidade Brasil. Ela emprestou sua voz para narrar a personagem Senhora de Dois Mundos na minissérie Hoje É Dia de Maria (2005), a avó que contava histórias para a neta Maria (Carolina Oliveira). Em 2006, faz uma participação especial na reta final de Belíssima, de Sílvio de Abreu, como uma mulher que revela a verdadeira identidade do filho de Bia Falcão, a grande vilã interpretada por Fernanda Montenegro, e esteve no elenco do remake O Profeta como a governanta Abigail. Também aparece nos cinemas com dois filmes de comédia: Fica Comigo Esta Noite, de João Falcão, e Muito Gelo e Dois Dedos d'Água, de Daniel Filho, ambos em participação especial.
Em 2008, destacou-se na comédia de costumes Hoje Eu me Chamo Dinorá, peça escrita por Janete Clair que a trouxe como protagonista em uma trama cheia de confusões. A crítica ressaltou a versatilidade de Laura e ela recebeu a indicação de Melhor Atriz Teatral de Comédia no Prêmio Qualidade Brasil. Entre 2007 e 2008, limitou suas aparições na televisão a participações especiais em telenovelas: em 2007, esteve em Desejo Proibido como Sebastiana, e, em 2008, apareceu em Ciranda de Pedra, onde interpretou uma amiga da personagem Ramira (Walderez de Barros), e em Duas Caras, onde interpretou a mãe de Ferraço (Dalton Vigh). No filme de comédia Casa da Mãe Joana, de Hugo Carvana, interpretou a cômica e esclerosada Herly.
Laura voltou a participar do elenco fixo de uma novela em Caminho das Índias, escrita por Glória Perez para o horário nobre, onde interpretou a autoritária indiana Laksmi. Sua personagem é a matriarca da família tradicional de Raj (Rodrigo Lombardi), sendo mãe de Opash (Tony Ramos). Por ser a mais velha da família, todos lhe devem obediência e ela aproveita para controlar a vida de todos ao seu redor com seu rigor conservador e autoritarismo. Ela costuma criticar as demais mulheres da família mas esconde um segredo de seu passado que pode colocar sua imagem conservadora em risco.

Em Araguaia (2010), outra novela de Walther Negrão, Laura interpretou Mariquita, amiga de Antoninha, personagem de Regina Duarte. Cabe a ela a missão confiada pela amiga de criar Fernando Rangel, vivido por Edson Celulari. Em 2011, atuou no seriado A Grande Família em uma participação especial como a mãe de Lineu (Marco Nanini), uma cantora de gafieira que não via o filho desde que ele tinha dez anos. Na novela Gabriela (2012), seu trabalho seguinte na televisão, Laura ganhou grande destaque ao interpretar Doroteia, uma falsa moralista conhecida como o “pilar da moral de Ilhéus”, por quem tudo precisava passar sob julgamento. A personagem, marcada pela amargura e severidade, escondia segredos de um passado repleto de pecados. Doroteia conquistou forte repercussão popular e tornou-se uma das personagens mais comentadas na internet por suas atitudes cruéis. Pelo desempenho, Laura foi indicada ao Prêmio Contigo! de TV e ao Prêmio Quem de Televisão, ambos na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante.
Entre 2013 e 2016, estrelou com Nívea Maria a peça A Última Sessão, de Odilon Wagner, que contava histórias engraçadas de um grupo de amigos da terceira idade que se reúne semanalmente. A peça apresentava uma mudança para o drama quando um dos amigos, um ator amargurado, decide fazer um acerto de contas com o grupo. Ainda no ano de 2013, esteve de volta às telenovelas em Flor do Caribe, de Walther Negrão, interpretando Veridiana, uma mulher descendente de uma família de cangaceiros que guarda relíquias da época do cangaço.
Cardoso voltou aos cinemas em 2014 na comédia Muita Calma Nessa Hora 2, dirigida por Felipe Joffily, retomando o papel de Abuelita, personagem que já havia interpretado no primeiro filme da franquia, lançado em 2010. Neste ano, fez uma participação na novela Boogie Oogie, de Rui Vilhena, como Dona Lúcia, avó da enfermeira Márcia (Christiana Guinle), e integrou o elenco da série de comédia Segunda Dama, onde interpretou a milionária Sarah Garcez, sogra da vilã Analu (Heloísa Perissé). Laura foi escalada para a fase final da novela Império, de Aguinaldo Silva, em 2015, para atuar como Jesuína, a responsável por revelar a verdadeira identidade do vilão Maurílio (Carmo Della Vecchia) para o desfecho da trama.

Na comédia dramática De Onde Eu Te Vejo (2016), dirigida por Luiz Villaça e estrelada por Denise Fraga e Domingos Montagner, destacou-se pela dramaticidade ao interpretar uma senhora solitária, que vive isolada em um universo próprio ao lado de seus passarinhos, em uma das casas que a protagonista pretende demolir. Por esse trabalho, ela ganhou pela terceira vez o Prêmio Grande Otelo de Melhor Atriz Coadjuvante. Também estrelou com Arlete Salles e Lima Duarte o filme de comédia O Crime da Cabra (2017), ambientado numa cidade do interior que tem sua rotina quebrada quando o dinheiro da venda de uma cabra é roubado.
Enquanto isso, na televisão, Laura voltou a ganhar destaque na novela das seis Sol Nascente, consolidando sua parceria com o autor Walther Negrão ao interpretar a vilã Dona Sinhá. Sob a aparência de uma senhora frágil e indefesa, a personagem escondia uma personalidade manipuladora e criminosa. Avó do vilão César, vivido por Rafael Cardoso, Dona Sinhá era a verdadeira mentora de seus golpes e armações. Movida por um antigo desejo de vingança contra Tanaka (Luís Melo), ela fazia da protagonista Alice, interpretada por Giovanna Antonelli, um de seus principais alvos. No ano seguinte, voltou a conquistar o público ao interpretar Caetana, dona de um bordel na novela das nove O Outro Lado do Paraíso, de Walcyr Carrasco. Na trama, contracenou com Lima Duarte e Fernanda Montenegro, e o encontro dos três atores em cena foi amplamente comentado por reunir alguns dos maiores nomes da dramaturgia brasileira em papéis de destaque.
Em 2019, Laura recebeu mais uma indicação ao Prêmio Grande Otelo de Melhor Atriz Coadjuvante por seu trabalho no drama Encantados, de Tizuka Yamasaki, como a avó Pocaru. Fez uma participação na novela A Dona do Pedaço (2019), também de Walcyr Carrasco, como Matilde, a avó da personagem Joana (Bruna Hamú) que está internada em um asilo e recebe os cuidados da neta. Na comédia De Perto Ela Não É Normal (2020), dirigida por Cininha de Paula, interpretou Dolores. No teatro, participa em off da peça E o Zé, Quem É? (2023) emprestando sua voz como narradora. Ela gravou, em 2024, a série Tributo, do Globoplay, no episódio que homenageia sua carreira. Em 2025, voltou a atuar no filme Dona Rosinha, um curta que fala sobre o abandono de idosos onde ela interpreta Dona Rosa, uma senhora que é abandonada pela filha em um ponto de ônibus.
Em 1949, enquanto trabalhava na Rádio Tupi, conheceu o ator, roteirista, diretor e produtor de televisão Fernando Balleroni, com quem se casou. O casal teve três filhos: Fátima, José e Fernanda. O seu filho José nasceu com um problema no sangue e faleceu com apenas três dias de vida. O casal permaneceu junto até a morte de Balleroni em 1980 por complicações da diabetes.
Sobre a conciliação da vida profissional e pessoal, Laura contou em depoimento ao programa Damas da TV: "É uma carreira sacrificada, você tem que renunciar a uma porção de coisas. Às vezes penso que poderia ter ficado mais perto das meninas. Mas não me arrependo. Não é fácil uma mulher sozinha, que trabalha e tem filhos, dedicar-se inteiramente à família. Mas tive sorte de minha mãe ser excepcional e me ajudar a cuidar delas". Tornou-se amiga próxima de Hebe Camargo após atuarem juntas na novela As Pupilas do Senhor Reitor, da Record.
Na noite do dia 17 de agosto de 2026, às 23h24, a atriz morreu de causas naturais enquanto dormia em sua casa no bairro do Sumaré, em São Paulo, aos 98 anos, após se sentir mal. A informação foi dada pelo bisneto da atriz em suas redes sociais na madrugada do dia seguinte, por volta das 3h da manhã. Segundo o próprio, Cardoso morreu quando faltavam 27 dias para que a atriz completasse 99 anos. Coincidentemente, menos de 24h após da morte de Laura, sua colega Glória Menezes morreu, pela mesma causa. Em homenagem pela morte de Laura, a TV Globo exibiu a série Tributo no lugar da Sessão da Tarde no dia de sua morte.
| Ano | Título | Personagem | Ref |
|---|---|---|---|
| 1944 | Alice no País das Maravilhas | Alice | |
| Da Janela do Seu Quarto, Dorotéia Me Amava | Dorotéia | ||
| Mulherzinhas | Meg | ||
| A Obra de Carlos Drummond de Andrade | Declamadora | ||
| 1945 | A Farsa | — | |
| Maria Imaculada Mãe | |||
| 1946 | Helena de Tróia | Princesa Cassandra | |
| 1947 | A Metamorfose de Kafka | — | |
| 1948 | Bodas de Casamento | A Esposa | |
| Dama das Camélias | — | ||
| 1959 | Plantão 21 | ||
| 1965 | A Megera Domada | Catarina | |
| 1968 | As Criadas | — | |
| Volpone | |||
| 1969 | Mefi, um Seu Criado | ||
| 1976 | Alegro Desbum | Verônica | |
| 1977 | Crimes Delicados | — | |
| 1980 | A Nonna | Anyula | |
| 1981 | Os Órfãos de Jânio | — | |
| 1985 | A Herdeira | ||
| 1986-1987 | Divinas Palavras | Marica do Reino | |
| 1987 | A Bela e a Fera | Senhora Potts | |
| Alegro Desbum | Cremilda | ||
| 1989 | A Cerimônia do Adeus | Aspázia | |
| 1990 | Vem Buscar-me Que Ainda Sou Teu | Mãezinha | |
| O Cobrador | — | ||
| 1993 | Vereda da Salvação | Dolor | |
| 1995 | Todo Mundo Sabe Que Todo Mundo Sabe | Dolores Mourão | |
| 2002 | Laranja Mecânica | Dra. Bronam | |
| 2003–2004 | Veneza | Gringa | |
| 2008 | Hoje Eu Me Chamo Dinorah | Dinorah | |
| 2013–2016 | A Última Sessão | Amélia | |
| 2023 | E o Zé, Quem É? | Narradora | |
| Ano | Título | Personagem | Notas |
|---|---|---|---|
| 1950 | Teatro de Walter Forster | — | Episódio: "A Prostituta e o Santo Homem" |
| 1952 | Tribunal do Coração | Episódio: "Meu Grande Amor" | |
| 1954 | Ciúme | Beatrice | |
| 1955 | Revista Musical União | — | Episódio: "Ana" |
| 1955–65 | TV de Vanguarda | Vários personagens | |
| 1955–59 | O Contador de Histórias | ||
| 1957 | Caminhos Incertos | Anete | |
| 1957–58 | Contos Brasileiros | Vários personagens | |
| 1957–64 | TV de Comédia | ||
| 1957–64 | Grande Teatro Tupi | ||
| 1958–59 | TV Teatro Walita | ||
| 1958 | Os Miseráveis | Cosette | |
| 1959 | Um Lugar ao Sol | Ana Maria | |
| Entreato | — | Episódio: "Plantão 21" | |
| 1960 | Noite de Teatro Tupi | Episódio: "A Troca" | |
| Há Sempre o Amanhã | Clara | ||
| 1961 | Histórias Nossas | — | Episódio: "A Ceia" |
| Revista Feminina | Episódio: "Tudo Bem" | ||
| 1961–62 | Studium 4 | Vários personagens | |
| 1962 | Prelúdio, A Vida de Chopin | Georgete Sand | |
| A Noite Eterna | Marta | ||
| 1963 | Tele-Teatro Brastemp | Astra | Episódio: "Longa Jornada Noite Adentro" |
| — | Episódio: "Panorama Visto da Ponte" | ||
| Sublime Aventura | Celina | ||
| Moulin Rouge - A Vida de Toulouse-Lautrec | Condessa L'amour | ||
| 1963–66 | Os Flintstones | Betty Rubble | Dublagem (segunda voz) |
| 1964 | Gutierritos, o Drama dos Humildes | Rosa | |
| Quando o Amor É Mais Forte | Lídia | ||
| 1965 | Fatalidade | Nicole | |
| Olhos Que Amei | Zoraia | ||
| A Herança do Ódio | Eduarda | ||
| 1966 | Abnegação | Gilda | |
| 1967 | Os Rebeldes | Magda | |
| Os Miseráveis | Fantine Lanoire | ||
| 1968 | A Última Testemunha | Mariana | |
| O Rouxinol da Galileia | Maria | ||
| 1969 | Algemas de Ouro | Leonor | |
| 1970 | As Pupilas do Senhor Reitor | Tereza da Esquina | |
| 1971 | Os Deuses Estão Mortos | Júlia Lobo Ferraz | |
| Sol Amarelo | Maria Santa | ||
| 1972 | Os Fidalgos da Casa Mourisca | Gabriela Negrões de Vilar | |
| O Leopardo | Carmen Helena | ||
| 1973 | Quero Viver | Zefa | |
| Vidas Marcadas | Sarah Monteiro Braga | ||
| 1974 | Os Inocentes | Guiomar de Oliveira | |
| Ídolo de Pano | Maria Amélia | ||
| 1975 | Ovelha Negra | Donana | |
| Teatro 2 | Mãe | Episódio: "Sorôco, Sua Mãe, Sua Filha" | |
| 1976 | Os Apóstolos de Judas | Fátima da Conceição | |
| Teatro 2 | Esposa de Nô | Episódio: "O Velho Nô" | |
| 1977 | Um Sol Maior | Mariana | |
| 1978 | João Brasileiro, o Bom Baiano | Arminda | |
| 1979 | Gaivotas | Verônica | |
| 1980 | Cabaret Literário | Tarsila do Amaral | Episódio: "Fragmentos Simbolistas" |
| 1981 | Brilhante | Alda Sampaio | |
| 1982 | Renúncia | Margarida Avelar | |
| Ninho da Serpente | Eugênia de Andrade | ||
| Caso Verdade | Donana | Episódio: "Volta ao Lar" | |
| 1983 | Mariana | Episódio: "A Padroeira" | |
| Maria Clara | Episódio: "Erro Médico" | ||
| Fátima | Episódio: "Nunca Deixe de Sonhar" | ||
| 1984 | Pão Pão, Beijo Beijo | Donana Sereno | |
| Livre para Voar | Carolina | ||
| 1987 | Expresso Brasil | Dorotéia Cajazeira | |
| Bronco | Mulher do Amigo do Bronco | Episódio: "Adivinhe Quem Vem Pro Jantar?" | |
| 1988 | Fera Radical | Marta Borges / Mirtes | |
| 1990 | Delegacia de Mulheres | Maria | Episódio: "Nossa Senhora dos Oprimidos" |
| Rainha da Sucata | Yolanda Maia | Episódios: "10–11 de outubro" | |
| 1991 | Mundo da Lua | Profª. Lila | |
| Felicidade | Cândida Peixoto | ||
| 1993 | Mulheres de Areia | Isaura Araújo | |
| 1994 | A Viagem | Guiomar Muniz | |
| 1995 | Irmãos Coragem | Sinhana Coragem | |
| Explode Coração | Soraya Nicolich | ||
| Caso Especial | Andreza | Episódio: "A Farsa da Boa Preguiça" | |
| 1996 | A Vida como Ela É... | Margarida | Episódio: "O Decote" |
| Teresa de Paula | Episódio: "O Homem Que Não Conhecia o Amor" | ||
| Mãe de Márcio | Episódio: "Sacrilégio" | ||
| Sai de Baixo | Edilourdes do Espírito Santo | Episódio: "Filha da Mãe" | |
| Salsa e Merengue | Ruth Campos Queiroz | ||
| 1998 | Meu Bem Querer | Yeda Ferreira de Souza | |
| 1999 | Vila Madalena | Deolinda Xavier | |
| 2000 | Vidas Cruzadas | Natália Oliveira de Barros | |
| 2001 | A Padroeira | Silvana Alves da Rocha Martins Correia | |
| Os Normais | Evangelina | Episódio: "Enlouquecer Domingo é Normal" | |
| 2002 | Esperança | Madalena Salvattore | |
| 2003 | Agora É que São Elas | Madame Anete | Episódio: "24 de março" |
| Chocolate com Pimenta | Carmem Mariano da Silva | ||
| 2004 | Como uma Onda | Francisca Amarante (Francisquinha) | |
| Sob Nova Direção | Madre Superiora | Episódio: "Hábito Duvidoso" | |
| A Diarista | Dona Neném | Episódio: "Valha-me Deus" | |
| Carga Pesada | Janina | Episódio: "Quadro Negro" | |
| 2005 | Hoje É Dia de Maria | Grande Senhora dos Dois Mundos | |
| 2006 | Belíssima | Dona Lídia | Episódio: "7 de julho" |
| O Profeta | Abigail Gomes | ||
| 2007 | A Grande Família | Isaura Souza | Episódio: "Me Engana Que Eu Gosto" |
| Desejo Proibido | Sebastiana | Episódio: "5 de novembro" | |
| 2008 | Ciranda de Pedra | Prosópia | Episódio: "5 de maio" |
| Duas Caras | Alice Ferreira | Episódios: "20–21 de maio" | |
| 2009 | Caminho das Índias | Laksmi Ananda | |
| 2010 | Araguaia | Maria Quitéria Almeida (Mariquita) | |
| 2011 | A Grande Família | Glória Rosa e Silva | Temporada 11 |
| 2012 | Gabriela | Maria Dorotéia Leal (Dodô) | |
| 2013 | Pé na Cova | Mozica Pereira | Episódio: "A Nação Laica" |
| Flor do Caribe | Veridiana Trindade | ||
| 2014 | Segunda Dama | Sarah Garcez | |
| Boogie Oogie | Lúcia Sílva | Episódios: "14–16 de agosto" | |
| 2015 | Império | Jesuína Ferreira | Episódios: "16–20 de janeiro" |
| 2016 | Sol Nascente | Maria Aparecida Teixeira Correia (Dona Sinhá) | |
| 2017 | O Outro Lado do Paraíso | Caetana de Sousa | |
| 2019 | A Dona do Pedaço | Matilde Azevedo | Episódios: "26 de setembro–22 de novembro" |
| 2024 | Tributo | Ela mesma | Episódio: "8 de março" |
| Ano | Título | Personagem | Notas |
|---|---|---|---|
| 1962 | O Rei Pelé | Professora Rosa | |
| 1964 | O Homem das Encrencas | Lídia | |
| Imitando o Sol | Lídia | ||
| 1965 | Quatro Brasileiros em Paris | Nicole | |
| 1969 | Corisco, o Diabo Loiro | Tia de Corisco | |
| 1976 | Já não Se Faz Amor como Antigamente | Emília | Segmento: "O Noivo" |
| 1977 | Tiradentes, O Mártir da Independência | Vice-Rainha | |
| 1980 | Ariella | Helena | |
| 1982 | Um Casal de Três | Shirley | |
| 1988 | Quincas Borba | Angélica | |
| Adultério | Membro da Família | Curta-metragem | |
| 1989 | Lua Cheia | Mãe de Montês | |
| 1995 | Terra Estrangeira | Manuela | |
| 1998 | Uma Aventura do Zico | Maria | |
| 2000 | Através da Janela | Selma | |
| 2001 | Copacabana | Salma | |
| 2002 | Morte | Ela | Curta-metragem |
| No Bar | Senhora | ||
| 2004 | O Outro Lado da Rua | Patolina | |
| Amigo Secreto | Olga | Curta-metragem | |
| 2006 | Fica Comigo Esta Noite | Mariana | |
| Muito Gelo e Dois Dedos d'Água | Judite | ||
| 2007 | Clarita | Clarita | Curta-metragem |
| Primo Basílio | Vitória | ||
| 2008 | Casa da Mãe Joana | Herly | |
| 2010 | Muita Calma Nessa Hora | Abuelita | |
| 2014 | Syndrome | Marta | |
| Muita Calma Nessa Hora 2 | Abuelita | ||
| 2016 | De Onde eu te Vejo | Yolanda | |
| O Crime da Cabra | Josefa | ||
| Barbantes | Hilda | Curta-metragem | |
| 2017 | Encantados | Pocaru | |
| 2020 | Jadzia | Jadzia (aos 80) | Curta-metragem |
| De Perto Ela Não É Normal | Dolores | ||
| 2025 | Dona Rosinha | Dona Rosinha | Curta-metragem |

Ao longo de sua carreira de oito décadas, Laura Cardoso foi reconhecida com os principais prêmios de arte no Brasil. O primeiro reconhecimento de sua atuação foi em 1956, ocasião em que ela recebeu o badalado Troféu Roquette Pinto como atriz revelação do ano por seu trabalho na TV de Vanguarda. Consolidando-se como atriz, recebeu o Troféu Imprensa e novamente o Troféu Roquette Pinto em 1963 por estrelar a novela A Noite Eterna. Laura voltaria a receber o Troféu Imprensa um ano depois por Moulin Rouge, a Vida de Tolouise-Lautrec. A Associação Paulista de Críticos de Arte considerou ela a melhor atriz de TV em 1976 e ela recebeu o Prêmio APCA por sua performance em Os Apóstolos de Judas.
Ela ainda recebeu o Prêmio APCA em mais cinco ocasiões. Na televisão, voltou a ser reconhecida por sua atuação em Irmãos Coragem, em 1995. No teatro, foi eleita Melhor Atriz duas vezes, por Vem Buscar-me que Ainda Sou Teu (1990) e Vereda da Salvação (1993), além de ter sido homenageada com o Grande Prêmio da Crítica em 2014. No cinema, foi premiada como Melhor Atriz por Através da Janela, em 2000. Em 2002 ganhou o Troféu Mário Lago pelo conjunto de sua obra na televisão. Em novembro de 2006, Laura recebeu do então presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva a Ordem do Mérito Cultural, concedida a personalidades e instituições que se destacam por sua contribuição à cultura brasileira.
Cardoso foi reconhecida pela Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais (ABCAA) pelos seguintes filmes: