Lobo Bobo

"Lobo Bobo"
Canção de João Gilberto
do álbum Chega de Saudade
Lançamento1959
Gravação1959
Rio de Janeiro
GêneroBossa nova
Duração1:20
GravadoraOdeon
ComposiçãoCarlos Lyra e Ronaldo Bôscoli
ProduçãoAntônio Carlos Jobim e Aloísio de Oliveira
Faixas de Chega de Saudade
"Brigas, Nunca Mais"
(3)

"Lobo Bobo" é uma canção de Carlos Lyra e Ronaldo Bôscoli gravada por João Gilberto no seu álbum de estreia, Chega de Saudade, com arranjos e produção de Antônio Carlos Jobim e Aloísio de Oliveira e lançada em 1959 pela Odeon.

História

A canção foi escrita por Bôscoli e Lyra depois do primeiro ter uma conversa com André Midani, diretor comercial da gravadora Odeon na época, onde Midani sugeriu a Bôscoli que prestasse atenção ao rock de Celly e Tony Campelo, que era tematicamente mais próximo do público jovem e, por isso, fazia mais sucesso. Bôscoli foi para casa pensando no assunto e resolveu escrever uma letra cheia de malícia que destoasse completamente da maioria das canções da bossa nova, completamente assexuadas, falando sobre barquinhos e flores.

A canção tornou-se um clássico da bossa nova sendo gravada por diversos intérpretes, como: João Gilberto, Walter Wanderley, Wilson Simonal, Leila Pinheiro, Carlos Lyra, Emílio Santiago, Ed Motta e Luiz Caldas.

Versão por Wilson Simonal

"Lobo Bobo"
Canção de Wilson Simonal
do álbum 'A Nova Dimensão do Samba'
Lado A"Nanã"
Lado B"Lobo Bobo"
LançamentoJulho de 1964
Gravação1964
GêneroBossa nova
Duração3:14
GravadoraOdeon
LetraRonaldo Bôscoli
ComposiçãoCarlos Lyra e Ronaldo Bôscoli
ProduçãoMilton Miranda
Faixas de 'A Nova Dimensão do Samba'
"Mais Valia Não Chorar"
(2)
"Só Saudade"
(4)

A versão de Simonal foi lançada como lado B do compacto contendo Nanã (arranjada por Eumir Deodato), e, juntamente com a faixa principal, é responsável por abrir caminho para o álbum lançado aquele ano, tendo recebido uma execução radiofônica maior e mais ampla do que Balanço Zona Sul, lançada no álbum de estreia do cantor, Tem "Algo Mais", de 1963. Assim, o disco A Nova Dimensão do Samba, lançado em agosto de 1964, alcançou êxito comercial e de crítica maior que o primeiro álbum, vindo, inclusive, a ser considerado pela revista Playboy como um dos 10 melhores álbuns brasileiros de todos os tempos.

A versão de Simonal é bem sincopada, com uma redivisão melódica da canção efetuada pelo cantor ao alterar o tempo forte das palavras, dando mais balanço à música. É, também, uma canção emblemática quanto ao futuro caminho traçado pela carreira de Simonal, já que a canção funde arranjos próximos à bossa nova e ao jazz com temáticas mais afeitas ao rock, tudo com muito suingue. "Lobo Bobo" foi também a última canção gravada por Simonal, para o disco ao vivo Casa da Bossa, produzido por César Camargo Mariano, e lançado em 1997. Neste disco, faz um dueto com Sandra de Sá, que foi escolhida depois que Ivete Sangalo, que era quem estava programada para cantar a canção com o cantor carioca, teve um problema com a voz. Durante a gravação, Simonal roubou a cena quando ocorreu uma falha técnica nos equipamentos e ele entreteve a plateia, que contava apenas com formadores de opinião, por mais de 40 minutos. Esta performance rendeu um convite para o cantor gravar um álbum pela PolyGram, com César Camargo Mariano produzindo, o que nunca se concretizou.

Referências

  1. 1 2 3 4 5 6 7 Alexandre, Ricardo. Nem vem que não tem: a vida e o veneno de Wilson Simonal. São Paulo: Globo, 2009. ISBN 978-85-250-4728-1.
  2. ↑ 50 melhores discos brasileiros - Playboy, Edição nº 375, setembro de 2006, pp. 57 a 63.
  3. ↑ Verbete Casa da Bossa. Publicado em CliqueMusic. Página visitada em 17 de maio de 2013.