A MP40 (Maschinenpistole 40 - Pistola-metralhadora 40) é uma submetralhadora com câmara para o cartucho 9×19mm Parabellum. Desenvolvida na Alemanha Nazista, foi utilizada pelas forças do Eixo durante a Segunda Guerra Mundial e teve amplo emprego global no pós-guerra por diversas forças militares.
Projetada em 1938 por Heinrich Vollmer, inspirada em sua predecessora MP 38, foi extensivamente utilizada por homens de infantaria (particularmente por líderes de pelotão e de grupo de combate) e por paraquedistas, tanto na Frente Oriental quanto na Ocidental, bem como por tripulações de veículos blindados de combate. Suas características avançadas e modernas tornaram-na uma favorita entre os soldados e popular em países de várias partes do mundo após a guerra.
Os Aliados frequentemente se referiam à MP 40 como "Schmeisser", em alusão ao projetista de armas de fogo Hugo Schmeisser (1884-1953). Em 1917, Schmeisser havia projetado a MP 18, a primeira submetralhadora produzida em massa. No entanto, ele não teve qualquer participação no projeto ou desenvolvimento da MP 40, embora detivesse uma patente referente ao carregador.
História
Projetado em 1938 por Heinrich Vollmer com inspiração em seu antecessor, o MP 38, foi muito usado por soldados de infantaria (particularmente líderes de pelotão e esquadrão) e por pára-quedistas nas frentes oriental e ocidental, bem como por equipes de veículos blindados de combate. Seus recursos avançados e modernos tornaram-no favorito entre os soldados e popular em países de várias partes do mundo após a guerra. Foi frequentemente apelidado de "Schmeisser" pelos Aliados, em homenagem a Hugo Schmeisser, que desenhou o MP 18, embora não tenha estado envolvido na concepção ou produção do MP40. As outras variantes da arma incluíam a MP 40 / I e a MP 41. De 1940 a 1945, cerca de 1,1 milhão foram produzidas na Erma Werke.
A MP40 foi descendente da MP38, as diferenças estando no custo de produção. As alterações foram um resultado de vários testes com milhares de MP38 (em serviço desde 1939), utilizadas durante a Invasão da Polónia. As alterações foram incorporadas numa versão intermédia (MP38/40), e mais tarde utilizadas na produção inicial da versão MP40. Mais de um milhão de unidades foram fabricadas de todas versões durante a guerra.
A MP40 era geralmente chamada por Schmeisser, nome do desenhista de armas Hugo Schmeisser. Embora Hugo Schmeisser não tivesse desenhado a MP40, mas tivesse ajudado no desenho da MP41 e a Sturmgewehr 44. E também Schmeisser não trabalhava para a fabricante Erfurter Maschinenfabrik (ERMA), mas sim para a Haenel. O desenhista da MP38 e MP40 foi Heinrich Vollmer.
Especificações
Uma MP38 pode ser facilmente distinguida de uma MP40, por sua construção em aço usinado, e uma série de outras diferenças, como por exemplo, o carregador ficava à esquerda, e sua coronha em madeira, semelhante às de espingardas, enquanto a MP40, era feita em chapas de aço estampado, carregador na vertical, coronha dobrável. A MP40/II foi uma versão experimental com um carregador de 64 cartuchos.
O design tinha, na forma de estamparia e repuxo uma tendência para a época, e a finalidade era redução de custos. A sua baixa cadência de fogo,para uma metralhadora de mão, ou submetralhadora, fazia com que esta tivesse uma pontaria mais acertada comparada com a Thompson norte-americana. Não possuía seletor de tiro, sendo somente possível disparo em rajadas (automático). A coronha era dobrável para baixo e para frente, facilitando transporte e uso por tropas paraquedistas. Abaixo do cano, logo próximo a boca, tinha um ressalto, com finalidade diferenciada: quando utilizada por soldados embarcados em veículos blindados, como o SdKfz 251, havia frestas nestes, para executar tiros, e com isto, na possibilidade de haver um solavanco no trajeto, a arma não sairia desta fresta e com isto não ocorreria disparos dentro do veículo, o que seria desastroso. Seu ferrolho era movido telescopicamente, em cinco partes, tendo a mola recuperadora embutida dentro do mesmo, e ao final da parte sustentadora do percursor, havia mais uma mola alojada em haste, para absorver impactos quando em recuo.
A mola do carregador gastava-se rapidamente, fazendo com que a arma encravasse se totalmente cheio com 32 balas. Para contornar o problemas, os soldados carregavam a arma apenas com trinta ou 31 balas.
Variantes
MP32: protótipo de pistola-metralhadora de tiro selectivo e aço maquinado, desenvolvido em 1936;
MP38: versão simplificada da MP36, solicitada pelo Exército Alemão em 1938 e introduzida ao serviço em 1939;
MP38/40: versão intermédia, resultante da alteração da MP38, para facilitar o seu fabrico e a sua segurança;
MP40/I: versão definitiva de produção, com as alterações incorporadas na MP38/40;
MP40/II: versão experimental, com um carregador para 64 munições;
MP41: versão híbrida, desenvolvida por Louis Schmeisser, incorporando a caixa de culatra, mecanismo de operação e fixador do carregador da MP40 com a coronha de madeira, gatilho e selector de tiro da MP28;
BD38: reprodução semi-automática da MP38, introduzida em 2005
Finlândia: Cerca de 160 unidades foram entregues juntamente com veículos alemães durante a Guerra da Continuação; após o conflito, foram utilizadas pela administração penitenciária antes de serem retiradas de serviço na década de 1970.
União Soviética: As submetralhadoras MP 40 capturadas foram utilizadas por partisans soviéticos e pelo Exército Vermelho Operário e Camponês. Após a guerra, a MP 40, juntamente com outras armas, foi vendida para outros países do Bloco do Leste.
Estados Unidos: Submetralhadoras MP 40 capturadas e utilizadas pelos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial, bem como pelas Forças Especiais e seu programa de Grupos Civis de Defesa Irregular no início da Guerra do Vietnã.
↑Gianluigi, Usai; Riccio, Ralph (28 de janeiro de 2017). Italian partisan weapons in WWII. [S.l.]: Schiffer Military History. p.184–185. ISBN978-0764352102
↑«Kiprah Tempur Pasukan Belanda». Angkasa Edisi Koleksi No. 82: Kisah Heroik Pertempuran Laut Trikora. Jakarta: Kompas Gramedia Group. Fevereiro de 2013. p.90
↑Abbott, Peter; Botham, Philip (15 de junho de 1986). Modern African Wars (1): Rhodesia 1965–80. Col: Men-at-Arms 183. [S.l.]: Osprey Publishing. p.10. ISBN9780850457285