| Maschinenpistole 40 | |
|---|---|
| Tipo | pistola-metralhadora |
| Local de origem | |
| História operacional | |
| Em serviço | 1939 - 1945 |
| Guerras | Segunda Guerra Mundial Guerra da Continuação Revolução Nacional da Indonésia Primeira Guerra da Indochina Guerra Árabe-Israelense de 1948 Guerra de Independência Argelina Guerra do Vietnã Disputa pela Nova Guiné Ocidental Guerra Civil da Guatemala Guerra Civil Iugoslava Guerra Civil Síria (uso limitado) Guerra Russo-Ucraniana (uso limitado) |
| Histórico de produção | |
| Criador | Erma Werke |
| Data de criação | 1938 |
| Quantidade produzida | Mais de um milhão |
| Variantes | MP36, MP38, MP38/40, MP40/I, MP40/II, MP41 e BD38 |
| Especificações | |
| Peso | 3.97 kg |
| Comprimento | 630 mm (coronha rebatida) 833 mm (coronha estendida) |
| Comprimento do cano | 251 mm |
| Calibre | 9 x 19 mm |
| Ação | Blowback |
| Velocidade de saída | ~380 m/s |
| Alcance efetivo | ~100 m |
| Sistema de suprimento | carregador destacável de 32 munições |

A MP40 (Maschinenpistole 40 - Pistola-metralhadora 40) é uma submetralhadora com câmara para o cartucho 9×19mm Parabellum. Desenvolvida na Alemanha Nazista, foi utilizada pelas forças do Eixo durante a Segunda Guerra Mundial e teve amplo emprego global no pós-guerra por diversas forças militares.
Projetada em 1938 por Heinrich Vollmer, inspirada em sua predecessora MP 38, foi extensivamente utilizada por homens de infantaria (particularmente por líderes de pelotão e de grupo de combate) e por paraquedistas, tanto na Frente Oriental quanto na Ocidental, bem como por tripulações de veículos blindados de combate. Suas características avançadas e modernas tornaram-na uma favorita entre os soldados e popular em países de várias partes do mundo após a guerra.
Os Aliados frequentemente se referiam à MP 40 como "Schmeisser", em alusão ao projetista de armas de fogo Hugo Schmeisser (1884-1953). Em 1917, Schmeisser havia projetado a MP 18, a primeira submetralhadora produzida em massa. No entanto, ele não teve qualquer participação no projeto ou desenvolvimento da MP 40, embora detivesse uma patente referente ao carregador.
Projetado em 1938 por Heinrich Vollmer com inspiração em seu antecessor, o MP 38, foi muito usado por soldados de infantaria (particularmente líderes de pelotão e esquadrão) e por pára-quedistas nas frentes oriental e ocidental, bem como por equipes de veículos blindados de combate. Seus recursos avançados e modernos tornaram-no favorito entre os soldados e popular em países de várias partes do mundo após a guerra. Foi frequentemente apelidado de "Schmeisser" pelos Aliados, em homenagem a Hugo Schmeisser, que desenhou o MP 18, embora não tenha estado envolvido na concepção ou produção do MP40. As outras variantes da arma incluíam a MP 40 / I e a MP 41. De 1940 a 1945, cerca de 1,1 milhão foram produzidas na Erma Werke.
A MP40 foi descendente da MP38, as diferenças estando no custo de produção. As alterações foram um resultado de vários testes com milhares de MP38 (em serviço desde 1939), utilizadas durante a Invasão da Polónia. As alterações foram incorporadas numa versão intermédia (MP38/40), e mais tarde utilizadas na produção inicial da versão MP40. Mais de um milhão de unidades foram fabricadas de todas versões durante a guerra.
A MP40 era geralmente chamada por Schmeisser, nome do desenhista de armas Hugo Schmeisser. Embora Hugo Schmeisser não tivesse desenhado a MP40, mas tivesse ajudado no desenho da MP41 e a Sturmgewehr 44. E também Schmeisser não trabalhava para a fabricante Erfurter Maschinenfabrik (ERMA), mas sim para a Haenel. O desenhista da MP38 e MP40 foi Heinrich Vollmer.
Uma MP38 pode ser facilmente distinguida de uma MP40, por sua construção em aço usinado, e uma série de outras diferenças, como por exemplo, o carregador ficava à esquerda, e sua coronha em madeira, semelhante às de espingardas, enquanto a MP40, era feita em chapas de aço estampado, carregador na vertical, coronha dobrável. A MP40/II foi uma versão experimental com um carregador de 64 cartuchos.
O design tinha, na forma de estamparia e repuxo uma tendência para a época, e a finalidade era redução de custos. A sua baixa cadência de fogo,para uma metralhadora de mão, ou submetralhadora, fazia com que esta tivesse uma pontaria mais acertada comparada com a Thompson norte-americana. Não possuía seletor de tiro, sendo somente possível disparo em rajadas (automático). A coronha era dobrável para baixo e para frente, facilitando transporte e uso por tropas paraquedistas. Abaixo do cano, logo próximo a boca, tinha um ressalto, com finalidade diferenciada: quando utilizada por soldados embarcados em veículos blindados, como o SdKfz 251, havia frestas nestes, para executar tiros, e com isto, na possibilidade de haver um solavanco no trajeto, a arma não sairia desta fresta e com isto não ocorreria disparos dentro do veículo, o que seria desastroso. Seu ferrolho era movido telescopicamente, em cinco partes, tendo a mola recuperadora embutida dentro do mesmo, e ao final da parte sustentadora do percursor, havia mais uma mola alojada em haste, para absorver impactos quando em recuo.
A mola do carregador gastava-se rapidamente, fazendo com que a arma encravasse se totalmente cheio com 32 balas. Para contornar o problemas, os soldados carregavam a arma apenas com trinta ou 31 balas.