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| Estado | |
| Município | |
| Área |
598 km2 |
| Altitude |
4 m |
| Coordenadas |
| TGN | |
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| Prefixo telefônico |
0294 |
| Website |
Macuro, anteriormente conhecida como San Carlos Borromeo de Macuro, é uma povoação costeira da Venezuela, sede da paróquia civil de Cristóbal Colón, no município de Valdez, estado de Sucre. Situa-se no litoral meridional da Península de Paria, junto à baía de Macuro e ao golfo de Paria, perto das Bocas do Dragão, estreitos que a separam da ilha de Trindade.
A povoação ocupa uma posição histórica de passagem entre o golfo de Paria e o mar das Caraíbas. O seu nome está associado tanto à baía como ao rio Macuro, curso de água que nasce na serra de Paria e desagua no golfo de Paria.
Macuro encontra-se no extremo oriental da península de Paria, faixa montanhosa que constitui o prolongamento oriental da Cordilheira da Costa. A costa meridional da península volta-se para o golfo de Paria, enquanto a costa setentrional se abre para o mar das Caraíbas; a proximidade de Trindade confere à região particular importância marítima e fronteiriça.
O interior montanhoso da península é protegido pelo Parque Nacional Península de Paria, criado em 1978. O parque inclui as cabeceiras de vários rios que drenam para o golfo de Paria, entre eles o Macuro.

Durante a terceira viagem de Cristóvão Colombo, em 1498, a expedição navegou em torno de Trindade, atravessou os estreitos que dão acesso ao golfo de Paria e reconheceu a costa continental vizinha. A relação do próprio Colombo, conservada em versões posteriores e publicada por Martín Fernández de Navarrete, descreve esse reconhecimento da costa de Paria e das suas águas, embora não empregue a toponímia moderna de Macuro. A identificação de Macuro como local do primeiro desembarque continental da viagem é uma interpretação consolidada na historiografia venezuelana. Bernardo Jurado Toro dedicou-lhe o estudo Cristóbal Colón y Venezuela: Macuro, primer lugar de tierra firme, no qual defendeu essa localização com base na reconstrução da rota de 1498.
A historiografia local situa em 1738 a formalização de uma povoação de missão denominada San Carlos Borromeo de Macuro. Segundo essa tradição historiográfica, a actividade económica da povoação esteve ligada, no período colonial e no século XIX, à produção agrícola da península de Paria, sobretudo de cacau e algodão, e às ligações marítimas com outras localidades da costa e com Trindade.
No início do século XX, Macuro ganhou projecção como porto, sendo associado à designação Puerto Cristóbal Colón. Em 27 de abril de 1904, foi criado o Território Federal Cristóbal Colón, que compreendia os então distritos de Mariño e Valdez e tinha por capital Puerto Cristóbal Colón; a entidade foi reincorporada no estado de Sucre em 1909.
A criação do território procurou reforçar a administração e a circulação marítima da península de Paria. A breve centralidade administrativa de Macuro ficou, por isso, associada à memória local do seu porto e à valorização histórica da ligação da povoação à terceira viagem de Colombo.