| Manuel da Fonseca | |
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| Nome completo | Manuel Lopes Fonseca |
| Nascimento | |
| Morte | 11 de março de 1993 (81 anos) |
| Nacionalidade | |
| Ocupação | Escritor, poeta, contista, romancista e Cronista |
| Magnum opus | Aldeia Nova |
Manuel Lopes Fonseca, mais conhecido como Manuel da Fonseca ComSE (Santiago do Cacém, Santiago do Cacém, 15 de outubro de 1911 — Pena, Lisboa, 11 de março de 1993), foi um escritor (poeta, contista, romancista e cronista) português.
Nasceu na freguesia e concelho de Santiago do Cacém, a 15 de outubro de 1911, sendo filho do industrial Carlos Augusto da Fonseca e Maria Silvina Lopes, doméstica, também naturais de Santiago do Cacém.
Após ter terminado o ensino básico, Manuel da Fonseca prosseguiu os seus estudos em Lisboa. Estudou no Colégio Vasco da Gama, Liceu Camões, Escola Lusitânia e Escola de Belas-Artes. Apesar de não ter sobressaído na área das Belas-Artes, deixou alguns registos do seu traço, sobretudo nos retratos que fazia de alguns dos seus companheiros de tertúlias lisboetas, como é o caso do de José Cardoso Pires. Durante os períodos de interregno escolar, aproveitava para regressar ao seu Alentejo de origem. Daí que o espaço de eleição dos seus primeiros textos seja o Alentejo. Só mais tarde e a partir de Um Anjo no Trapézio é que o espaço das suas obras passa a ser a cidade de Lisboa.
A 29 de dezembro de 1937, casou primeira vez civilmente, em Lisboa, com Mabilde Cândido Matias, então de 25 anos, doméstica, natural da freguesia e concelho de Silves, filha de Joaquim Matias e Raquel Amália, também naturais de Silves. O casal separou-se em junho de 1962 e o divórcio foi decretado por sentença transitada em julgado a 30 de julho de 1971.
A 2 de março de 1972, casou segunda vez civilmente, em Lisboa, com Arlete Mendes de Brito Ventura, de quem se divorciou por sentença transitada em julgado a 25 de maio de 1984.
Membro do Partido Comunista Português (PCP), Manuel da Fonseca fez parte do grupo do Novo Cancioneiro e é considerado por muitos como um dos melhores escritores do Neorrealismo português. Nas suas obras, carregadas de intervenção social e política, relata como poucos a vida dura do Alentejo e dos alentejanos.
A sua vida profissional foi muito díspar, tendo exercido nos mais diferentes sectores: comércio, indústria, revistas, agências publicitárias, entre outras.
Era membro da Sociedade Portuguesa de Escritores quando esta atribuiu o Grande Prémio da Novelística a José Luandino Vieira pela sua obra Luuanda, o que levou ao encerramento desta instituição e à detenção de alguns dos seus membros na prisão de Caxias, entre os quais Manuel da Fonseca.
A 25 de outubro de 1983, foi agraciado com o grau de Comendador da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.
A 19 de novembro de 1985, casou terceira vez civilmente, no Seixal, com Hermínia de Jesus Matos.
Morreu a 11 de março de 1993, na freguesia da Pena, em Lisboa. Foi sepultado em Santiago do Cacém.
Em sua homenagem, a Escola Secundária de Santiago do Cacém denomina-se Escola Secundária Manuel da Fonseca e as bibliotecas municipais de Castro Verde e Santiago do Cacém, Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca.