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| Manuel Rivas | |
|---|---|
Manuel Rivas em 2022 | |
| Nascimento | |
| Filho(a)(s) | Martiño Rivas, Sol Rivas |
| Prémios | Prémio Nacional de Narrativa (1996) |
Manuel Rivas Barrós (Corunha, 26 de Outubro de 1957) é um escritor, poeta, ensaísta e jornalista galego. Assim mesmo, desde o 31 de julho de 2009 é acadêmico da RAG.

Manolo Rivas nasceu a 26 de Outubro de 1957 no bairro corunhês de Montealto. Estudou no IES Monelos.
Começou a sua carreira como jornalista muito novo, aos 15 anos, como meritório em El Ideal Gallego. Estudou Ciências da Informação em Madrid. Os seus primeiros artigos remontam à década de 1970.
Foi e é colaborador em diversos mídia galegos e espanhóis (El País, El Ideal Gallego, La Voz de Galicia), sendo nomeado subdiretor do Diario 16 na Galiza. Também colaborou nas revistas Teima e Man Común, teve uma seção fixa no semanário A Nosa Terra, foi redator chefe da seção de cultura do efêmero semanário El Globo e chegou a ser o diretor da revista cultural Luzes de Galiza. Apresentou os programas da TVG ‘‘Mais alá’’ e ‘‘O mellor’’. Atualmente mantém uma coluna semanal no jornal El País, onde começou como correspondente na Corunha e fez numerosas intervenções em meios de comunicações audiovisuais. Em outubro de 2003 participou, com Xurxo Souto, na reinauguração da emissora comunitária Cuac FM (Corunha), da qual ambos se tornaram em padrinhos e sócios de honra.
Quanto à criação literária, deu-se a conhecer como co-fundador do grupo poético Loia, na revista com o mesmo nome apareceram as suas primeiras composições em 1977. Dois anos depois publicou o seu primeiro livro de poemas: Libro de Entroido com o que se revelou como uma voz diferente dentro da lírica galega e pelo poema Para escarnho e mal dizer foi galardonado com o Prêmio de Poesia Nova de O Facho, o primeiro de uma longa série de prêmios que leva já na sua carreira como escritor, narrador e poeta, ressaltando entre todos eles a concessão em 1996 do Prêmio Nacional de Narrativa por ¿Que me queres, amor?, uma obra escrita originalmente em língua galega, prêmio pelo qual já fora finalista oito anos antes pelo livro de relatos Un millón de vacas.
Escreveu destacados livros de poemas, romances, artigos e ensaios literários. Considerado pela crítica como um revolucionário da literatura galega contemporânea sendo ele um personagem comprometido com a sua terra e com a sua cultura. Uma parte da sua produção editorial (os ensaios) deriva da sua prolífica carreira como jornalista.
A criação literária originalmente está escrita em galego e atualmente é considerado como o escritor galego com mais projeção internacional, estando a sua obra traduzida para vinte idiomas, entre eles o francês, italiano, inglês, alemão, grego, turco, russo, finês, holandês, croata e japonês
Algumas das suas obras foram adaptadas para o cinema, entre elas A língua das mariposas dirigida por José Luis Cuerda e O Lápis do Carpinteiro, dirigida por Antón Reixa que foi selecionada para se apresentar aos prêmios Goya da Academia Espanhola do Cinema.
Também é uma pessoa comprometida com a natureza. Foi membro fundador de Greenpeace, daí que não espante o seu grau de implicação pessoal em atividades relacionadas com a catástrofe do Prestige nas costas galegas como a criação da plataforma cidadã Nunca Máis ou mais recentemente com a vaga de lumes de 2006 no território galego. Desde 2013, edita e dirixe, com o jornalista Xosé Manuel Pereiro, a revista mensual Luzes e a web l luzes.gal
Está casado com María Isabel López e Mariño e tem dois filhos, um homem e uma mulher. O filho, Martiño Rivas, é ator. Desde faz muitos anos reside em Vimianzo.