Marcela Lagarde

Marcela Lagarde
Marcela Lagarde em 2012
Nascimento
30 de dezembro de 1948 (77 anos)

ResidênciaMéxico
Nacionalidademexicana
Alma mater
Carreira científica
InstituiçõesUniversidade Nacional Autônoma de México
Campo(s)Antropologia

María Marcela Lagarde y de los Ríos (Cidade de México, 30 de dezembro de 1948) é uma antropóloga, pesquisadora e professora universitária mexicana, especializada em etnología, representante do feminismo latino-americano. O feminismo, segundo Lagarde, constitui uma afirmação intelectual, teórica e jurídica de concepções do mundo, modificações de fatos, relações e instituições.

Fundadora Associada da Rede de Pesquisadoras pela Vida e a Liberdade das Mulheres. É a maior referência do feminismo na América Latina. Ativista e teórica, dedicou-se estudo antropológico da condição feminina, tem realizado diversas publicações não impressas, tratando temas como o cativeiro, cuidado, sexualidade, amor, poder, trabalho, violência, subjetividade, religião, direito, maternidade, sororidade, etc. É autora de numerosos artigos e livros sobre estudos de gênero, feminismo, desenvolvimento humano e democracia, poder e autonomia das mulheres, etc.

É catedrática da Universidade Nacional Autônoma de México. Em sua juventude, Marcela Lagarde foi militante do Partido Comunista. Apresentou-se às eleições como candidata independente nas listas do Partido da Revolução Democrática (PRD) e foi eleita deputada no Congresso Federal mexicano entre 2003 e 2006. Durante a legislatura destacou seu trabalho a favor dos direitos das mulheres.

Tem cunhado o termo feminicídio para descrever a situação na Cidade Juárez, México, e conseguiu a criação de uma Comissão Especial de Feminicidio no Congresso para investigar o assassinato de mulheres em Cidade Juárez. Dirigiu a Investigação Diagnóstica sobre Violência Feminicida na República Mexicana, pela qual se descobriu que o feminicídio não é exclusivo de Cidade Juárez.

Promulgou a lei do Feminícidio no Código Penal Federal e da Lei Geral de Acesso das Mulheres a Uma Vida Livre de Violência, lei vigente no México desde 2 de fevereiro de 2007. O título de sua tese de doutorado é Los cautiverios de las mujeres: madresposas, monjas, putas, presas y locas.

Durante sua legislatura, suas conquistas mais importantes foram o impulso à Lei Geral de Acesso para as Mulheres a uma Vida Livre de Violência e a promoção da tipificação do delito de feminicídio, a raiz dos assassinatos em Cidade Juárez, que graças a seu impacto midiático propiciou levar ao Parlamento. Também tem impulsionado a Lei de Proteção dos Direitos de Meninas, Meninos e Adolescentes, a Lei Federal para Prevenir e Eliminar a Discriminação, a Lei para Prevenir e Sancionar a Tráfico de Pessoas e a Lei Geral para a Igualdade entre Mulheres e Homens.

Participou como perito no caso Campo Algodonero, no que a Corte Interamericana de Direitos Humanos julgou vários assassinatos em Cidade Juárez, quem junto com 70 colaboradoras, elaborou a metodologia adequada para analisar os assassinatos excluindo preconceitos e enfatizando as circunstâncias que sustentam a violência extrema.

Bibliografia

Referências

Ligações externas