Marconi Perillo | |
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Foto Oficial como Governador de Goiás, 2011 | |
| Governador de Goiás | |
| Período | 1.º- 1.º de janeiro de 1999 até 1.º de abril de 2006 2.º- 1.º de janeiro de 2011 até 7 de abril de 2018 |
| Vice-governador | 1.º- Alcides Rodrigues 2.º- José Eliton Júnior |
| Antecessor(a) | 1.º- Helenês Cândido 2.º- Alcides Rodrigues |
| Sucessor(a) | 1.º- Alcides Rodrigues 2.º- José Eliton Júnior |
| Senador por Goiás | |
| Período | 1.º de fevereiro de 2007 até 17 de dezembro de 2010 |
| Legislatura | 53.ª legislatura |
| Sucessor(a) | Cyro Miranda Júnior |
| Primeiro-Vice-Presidente do Senado Federal do Brasil | |
| Período | 2 de fevereiro de 2009 até 7 de dezembro de 2010 |
| Antecessor(a) | Tião Viana |
| Sucessor(a) | Marta Suplicy |
| Deputado Federal por Goiás | |
| Período | 1.º de fevereiro de 1995 até 1.º de janeiro de 1999 |
| Legislatura | 50.ª legislatura |
| Sucessor(a) | Antônio Faleiros Filho |
| Deputado Estadual por Goiás | |
| Período | 1.º de fevereiro de 1991 até 1.º de fevereiro de 1995 |
| Legislatura | 12.ª legislatura |
| Presidente Nacional do PSDB | |
| Período | 30 de novembro de 2023 até 27 de novembro de 2025 |
| Vice-presidentes | Paula Mascarenhas Beto Richa Geovania de Sá Marcos Vieira |
| Antecessor(a) | Eduardo Leite |
| Sucessor(a) | Aécio Neves |
| Assessor Especial do Governo do Estado de Goiás | |
| Período | 1988 até 1 de fevereiro de 1991 |
| Governador | Henrique Santillo |
| Dados pessoais | |
| Nome completo | Marconi Ferreira Perillo Júnior |
| Nascimento | 7 de março de 1963 (63 anos) Palmeiras de Goiás, Goiás, Brasil |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Prêmio(s) | Ordem do Mérito Militar |
| Esposa | Valéria Perillo |
| Parentesco | Luiz Perillo (avô paterno) Antônio Perillo (tio-avô paterno) Francisco Perillo (bisavô paterno) |
| Partido | PMDB (1982–1992) PST (1992–1993) PP (1993–1995) PSDB (1995–presente) |
| Religião | catolicismo romano |
| Residência | Pirenópolis |
| Assinatura | |
Marconi Ferreira Perillo Júnior (Palmeiras de Goiás, 7 de março de 1963), mais conhecido como Marconi Perillo ou simplesmente Perillo, é um político brasileiro, filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Foi governador do Estado de Goiás, exerceu o cargo em quatro mandatos (1999 a 2002, 2003 a 2006, 2011 a 2014, e de 2015 a 2018), além de ter sido senador entre 2007 e 2010, deputado estadual e federal pela mesma unidade federativa.
Marconi Ferreira Perillo Júnior nasceu em Goiânia em 7 de março de 1963, mas viveu sua infância em Palmeiras de Goiás, terra de seus pais, o comerciante Marconi Ferreira Perillo e a dona de casa Maria Pires Perillo. Primogênito, tem outros três irmãos: Antônio, Vânia e Tatiana. Conheceu Valéria Jaime Peixoto em 1989, então servidora do legislativo goiano, com quem se casou e teve duas filhas, Isabela e Ana Luísa.
Cursou o ensino fundamental no Colégio Estadual de Palmeiras de Goiás (1970–1978). Aos 14 anos, começou a trabalhar como auxiliar no serviço burocrático do Cartório do 2º Ofício de Notas em Palmeiras, porém, antes de completar 15 anos, retorna para Goiânia, mudando-se para a casa dos tios Jorge e Maria Conceição. Em Goiânia, cursou o segundo grau (atual ensino médio) no Colégio Pré-Médico (1978–1980).
Na década de 80, ingressou em três cursos universitários, porém não os concluiu:
Em 2007, ingressou novamente na faculdade, através da criação indevida de uma turma exclusiva de direito para Perillo e sua esposa pela Faculdade Alves Faria (Alfa). Em 2007, o Ministério Público Federal em Goiás (MPF) ajuizou ação civil pública, com pedido de liminar em desfavor da Faculdade Alves Faria (Alfa), Marconi Perillo (então senador da República), Valéria Perillo e União Federal, por concessão de tratamento privilegiado a agente político.
De acordo com a procuradora da república Mariane Guimarães de Mello Oliveira, a Faculdade Alfa, sob a justificativa de atender necessidades especiais de Marconi Perillo, teria montado uma turma especial no curso de direito com apenas dois alunos: o senador e sua esposa Valéria Perillo. A ação tramita na Justiça Federal de Goiás desde 2007. Em 2009, fez o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), em que o curso de direito da Alfa avaliado foi com nota 2 (escala de 1 a 5).
Marconi Perillo começou sua carreira política no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Em duas oportunidades, presidiu o PMDB Jovem (1985–1987 e 1987–1989), período em que atuou também como membro do diretório estadual. Foi Assessor Especial do governador Henrique Santillo entre 1987 e 1º de fevereiro de 1991 e deputado estadual por Goiás, entre 1991 e 1995.
Em 1992, Perillo e Santillo, juntamente com outras lideranças do PMDB, filiam-se ao Partido Social Trabalhista (PST), permanecendo na legenda até 1993, quando a direção nacional, juntamente com a direção nacional do Partido Trabalhista Renovador (PTR), formalizam a fusão das legendas, criando o Partido Progressista (PP).
Nas eleições estaduais de 1994, Perillo é eleito deputado federal pelo PP, sendo o sexto mais votado.
No pleito estadual de Goiás em 1998, Perillo foi eleito governador de Goiás pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) com apenas 35 anos de idade, tornando-se o mais jovem governador do Brasil. Nessas eleições, as pesquisas indicavam um grande favoritismo do ex-governador e então senador Iris Rezende, ex-colega de legenda de Perillo e a principal liderança política do estado à época. Com o mote de um "tempo novo" para a política e o governo do estado, Perillo inesperadamente derrotou Rezende no segundo turno e assumiu o governo de Goiás.
Marconi Perillo foi investigado pela suspeita de ter recebido 2 milhões de reais de propina na época em que foi governador do estado de Goiás entre 1999 a 2006. A partir de interceptações telefônicas, em que um grupo de empresários do ramo de proteína animal negociava pagamento de propina para o então governador. Três meses depois dessas ligações, o então governador aprovou desconto fiscal de 7% para as empresas, um de vários incentivos fiscais a diversos setores produtivos.
Em 2002, Jorge Kajuru (PFL), ex-proprietário da Rádio K, publicou um livro chamado Dossiê K , em que tece denúncias de corrupção sobre o Marconi Perillo. A trajetória narrada compreende o período entre janeiro de 1998 e setembro de 2002. O livro foi apreendido pela justiça de Goiás, antes do final das eleições de 2002. Além disso, a Rádio K também denunciou que a primeira-dama de Goiás, Valéria Perillo, estaria recebendo R$ 3.500 mensais a título de gratificação. Primeiras-damas não são remuneradas. No mesmo escândalo, acusou a primeira dama de imprimir "fotos oficiais" de si própria e envia-las para cada um dos 251 municípios de Goiás. Acompanhava as fotos a orientação para que fossem afixadas no gabinete do prefeito, na presidência da Câmara Municipal e na sala da primeira-dama de cada cidade. Após a denúncia, o governador Marconi Perillo determinou que as fotos fossem recolhidas.
Nas eleições de 2002, Perillo foi reeleito no primeiro turno com 51,21% dos votos. Em 2003, Marconi foi admitido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Ordem do Mérito Militar no grau de Grande-Oficial especial.

Em 2006 não conclui seu mandato, desincompatibilizando-se em 31 de março para concorrer ao Senado Federal. Foi eleito com 75% dos votos e ainda contribuiu para a eleição de seu sucessor, seu vice-governador Alcides Rodrigues ao governo do estado. Ele tentou fundar o PROS que viria a ser um novo partido da base governista, sem sucesso. Ele apoiou privatizações em seu Estado e intensificou repressão a movimentos populares.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve, em 2008, a condenação de Marconi Perillo ao pagamento de uma multa de R$ 53 205,00 por propaganda antecipada no pleito de 2006, veiculada na forma de propaganda institucional do governo de Goiás. A propaganda institucional foi publicada nos jornais O Popular e Diário da Manhã e, segundo o Ministério Público, terminou por fortalecer a pré-candidatura de Perillo a senador por Goiás.

Em 3 de outubro de 2010, recebeu 1 400 227 (46,33% dos votos válidos), habilitando-se a disputar um segundo turno com Iris Rezende do PMDB no dia 31 de outubro do mesmo ano, quando elegeu-se governador de Goiás pela terceira vez, recebendo 1 551 132 votos (52,99% dos votos válidos).
A chefe de gabinete de Marconi Perillo, Eliane Gonçalves Pinheiro, pediu demissão após ter tido conversas telefônicas dela com Carlinhos Cachoeira interceptadas, nas quais, é avisada pelo bicheiro sobre uma ação da Polícia Federal que seria desencadeada em 13 de maio de 2011 e que tinha como objetivo combater um esquema de fraudes contra a Receita Federal em diversos estados, incluindo Goiás. A própria Eliane confirmou que mantém "vínculos de amizade" que considera "exclusivamente pessoais com pessoas indiciadas" na Operação Monte Carlo. Os dados, passados a Eliane por Cachoeira, diziam respeito a alvos da Operação Apate, que investigou, em 2012, supostas fraudes tributárias em prefeituras do interior de Goiás. Antes do pedido de exoneração, Perillo chegou a defender a sua chefe de gabinete. O patrimônio de Eliane se multiplicou por sete no primeiro ano da gestão de Marconi. Também é acusado de nepotismo cruzado em favor do bicheiro Carlinhos Cachoeira, dentro da Secretaria de Indústria de Comércio, onde trabalhariam seis parentes de Cachoeira e do ex-presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Wladimir Garcez, apontado pela PF como arrecadador de campanha de Perillo. O próprio Marconi Perillo admitiu conhecer o bicheiro Cachoeira e ter se encontrado com ele por três vezes em "reuniões festivas", uma delas na casa do senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Em entrevista à TV Anhanguera (afiliada da Rede Globo), Marconi atacou toda a imprensa do Rio de Janeiro e, ao ser questionado se havia vendido uma casa para o bicheiro, respondeu:
| “ | Eu tenho a informação de que um famoso bicheiro no Rio de Janeiro foi preso na casa de um dirigente de uma grande empresa de televisão do Brasil. Será que quem vendeu a casa tem culpa disso? | ” |
Relatório da PF (obtido pela Revista Época) concluiu que, logo após assumir o governo de Goiás, em 2011, Perillo e a Delta firmaram um compromisso, intermediado por Cachoeira: a Delta receberia em dia o que era devido pelo governo goiano, desde que a construtora pagasse Perillo. O jornalista Luiz Carlos Bordoni foi condenado pela Justiça a pagar R$ 200 mil a Marconi Perillo por danos morais. Ele acusou, sem provas, o governador de ter pago seus honorários através de empresa ligada a Carlinhos Cachoeira. Na sentença, o juiz afirma que o jornalista causou “lesão seríssima” a Marconi ao não provar as acusações.
Logo no início da divulgação do escândalo, a revista CartaCapital publicou reportagem acusando Marconi de envolvimento no escândalo Carlinhos Cachoeira (bicheiro), porém a revista começou a desaparecer das bancas de Goiânia. Segundo muitos leitores, ao tentar adquirir o semanário, a resposta era sempre de que a publicação estava esgotada. Houve inúmeros relatos de venda de um grande número de revistas a poucos indivíduos, dentre eles, o do deputado federal Luiz Eduardo Greenhalgh.

.Se reelegeu nas eleições estaduais em Goiás em 2014, no segundo turno, com 57,44% dos votos válidos. Em 7 de abril de 2018, renunciou ao mandato, para cumprir o período legal de desincompatibilização para concorrer ao Senado Federal. Recebeu apenas 7,55% dos votos válidos, ficando em quinto lugar na disputa.
Em 10 de outubro de 2018, o ex-governador, foi preso preventivamente na operação Cash Delivery por ser acusado de receber R$ 12 milhões em propina da empreiteira Odebrecht (atual Novonor). A defesa entrou, no mesmo dia, com recurso junto ao TRF-1, que concedeu um habeas corpus e ordenou imediata soltura do ex-governador.
Em 2010, Marconi Perillo declarou à Justiça Eleitoral possuir R$1 637 136,72 distribuídos em 13 bens:
Em 2012, o Jornal O Globo contestou a declaração de bens prestada à Justiça Eleitoral, denunciando que, em pesquisa a cartórios de Goiás, teria encontrado pelo menos cinco imóveis que não constavam das declarações entregues.

O ex-governador Marconi Perillo, que move ao menos 30 ações judiciais contra políticos, jornalistas, blogueiros e tuiteiros, interpelou as redes sociais Twitter e Facebook e o site de conteúdo colaborativo Wikipédia em 2013. As ações, segundo argumenta seu advogado, visam “a correção de informações sobre sua biografia”, no caso da Wikipédia e a identificação de perfis nas redes sociais que fariam “ataques a Perillo”.
Sobre as redes sociais, o governador fez interpelação para que os sites forneçam a identidade dos autores de perfis que fazem ataques a ele. O advogado de Marconi, João Paulo Brzezinski, diz que a intenção é acionar judicialmente os responsáveis. Questionado sobre as dificuldades de identificar os autores de perfis, o advogado disse que cabe à equipe primeiramente solicitar aos sites as informações, e que, após as respostas, vai avaliar o próximo passo." Os processos fazem parte de uma campanha mais ampla do governador contra a imprensa.

Em 2022, nas eleições estaduais para o Senado Federal, Marconi foi candidato pelo PSDB novamente, porém, novamente foi derrotado, dessa vez em segundo lugar para o ex-senador Wilder Morais. Perillo obteve um total de 626 662 votos válidos.
Em 30 de novembro de 2023, Marconi Perillo elegeu-se como o 16.º presidente nacional do Partido da Social Democracia Brasileira, em sua 16.ª convenção nacional. Ele deveria disputar contra José Aníbal, porém este retirou seu nome da candidatura.
Em 5 de fevereiro de 2025, a operação Panaceia da Polícia Federal do Brasil sequestrou mais de 28 milhões de reais de suspeitos de desviar recursos da Saúde do Estado de Goiás durante os anos de 2012 a 2018. Marconi Perillo disse ser inocente.
Em novembro de 2025, após dois anos na presidência de sua sigla, Marconi transmitiu o cargo para o correligionário do PSDB, Aécio Neves, com intenção de disputar as eleições estaduais em Goiás no ano seguinte, pleiteando dessa vez o governo do estado.
Após 12 anos desde sua última eleição que disputava uma vaga no executivo estadual, Marconi Perillo novamente ingressou no pleito pelo PSDB e formou chapa com sua companheira partidária Jacqueline Zaiden, filha de Iturival Nascimento. Todavia, na disputa eleitoral, Marconi e Zaiden foram derrotados ainda em primeiro turno em quarto lugar: atrás do candidato do PT, Luis Cesar Bueno, do senador e candidato do PL, Wilder Morais e do ex-vice e governador interino reeleito, Daniel Vilela, do MDB. Ao todo a chapa de Perillo recebeu 315 676 votos, ou, 8,69%.
| Precedido por Helenês Cândido |
Governador de Goiás 1999–2002 |
Sucedido por Marconi Perillo |
| Precedido por Marconi Perillo |
Governador de Goiás 2003–2006 |
Sucedido por Alcides Rodrigues |
| Precedido por Alcides Rodrigues |
Governador de Goiás 2011–2018 |
Sucedido por José Eliton |
| Precedido por Maguito Vilela |
Senador por Goiás 2007–2010 |
Sucedido por Cyro Miranda |