| Marie Corelli | |
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| Nascimento | 1 de maio de 1855 Londres, Inglaterra, Reino Unido |
| Morte | 24 de abril de 1924 (68 anos) Stratford-upon-Avon, Inglaterra, Reino Unido |
| Sepultamento | Stratford Upon Avon Cemetery |
| Nacionalidade | britânica |
| Cidadania | Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda |
| Progenitores | |
| Ocupação | Escritora |
Marie Corelli, pseudônimo de Mary Mackay (Londres, 1 de maio de 1855 – Stratford-upon-Avon, 24 de abril de 1924), foi escritora inglesa e mística. Marie foi uma das mais bem-sucedidas escritoras de sua geração, tendo vendido mais livros do que alguns de seus contemporâneos, como Arthur Conan Doyle, H. G. Wells e Rudyard Kipling.
Mary Mackay nasceu em Londres, em 1855. Era filha de Elizabeth Mills, uma empregada e do músico e poeta escocês, Charles Mackay. Em 1866, aos 11 anos de idade, Mary foi enviada a um convento em Paris, para complementar sua educação. Ela retornaria a Londres quatro anos depois.
Mary começou a carreira como música, adotando o nome de Marie Corelli. Com o tempo, ela passou a se dedicar à escrita e publicou seu primeiro livro, A Romance of Two Worlds, em 1886. Na época, ela era a autora de ficção mais lida e muitos de seus leitores incluíam figuras ilustres como Winston Churchill, Randolph Churchill e até mesmo membros da família real.
Grande parte de seus críticos diziam que Mary tinha uma escrita "melodramática". Grant Allen chegou a dizer que Mary era uma mulher de talento deplorável, que acreditava ser um gênio e foi aceita como tal pelo público que compartilhava de seu sentimentalismo. Um tema recorrente em suas obras era o de tentar reconciliar o cristianismo com a reencarnação, projeções astrais e outros temas esotéricos. Sabe-se que ela até chegou a se associar a alguns grupos esotéricos. Grande parte da filosofia esotérica do mundo ocidental atual foi inspirada em suas obras.

Mary passou seus últimos anos em Stratford-upon-Avon. Lá ela lutou pela preservação do patrimônio da cidade, em grande parte construções do século XVII e chegou a doar dinheiro para ajudar os donos de imóveis a remover a camada de argamassa das fachadas para exibir os painéis de madeira de casa e edifícios.
Sua excentricidade era bem conhecida. Tendo viajado o mundo todo, Mary era vista navegando pelo rio Avon em uma gôndola, com um gondoleiro que ela mandou vir de Veneza.
Mary era lésbica, apesar de nunca revelar sua sexualidade, e por 40 anos viveu com sua companheira, Bertha Vyver, que também era a cuidadora do pai de Mary quando ele era incapaz de cuidar de si mesmo. Bertha foi a herdeira de Mary quando esta morreu, tendo recebido toda a sua herança.
A reputação de Mary foi abalada durante a Primeira Guerra Mundial por furar o racionamento de alimentos e manter um estoque em sua casa.
Mary faleceu em 24 de abril de 1924, em Stratford-upon-Avon e foi sepultada no Cemitério de Evesham Road. Quando Bertha faleceu, ela foi enterrada ao seu lado.