Uma matriz quadrada é dita invertível (ou não singular) quando existe outra matriz denotada tal que
e
onde é a matriz identidade.
Considerando-se uma matriz invertível, esta possui as seguintes propriedades:
A pré-multiplicação é útil quando se quer isolar uma matriz em um lado de uma equação. Por exemplo, sejam A, B e C matrizes, com A invertível, tais que
Para expressar a matriz B em termos das outras duas, basta multiplicar ambos os membros da igualdade pela inversa de A:
A matriz inversa de uma matriz identidade é sempre igual à própria matriz identidade.
Isso ocorre pois:
Este método de procura da inversa consiste em partir de uma matriz quadrada genérica, com incógnitas em vez de valores e aplicar a seguinte propriedade:
Associamos símbolos arbitrariamente à inversa da nossa matriz original – nosso objectivo é determinar os valores de a, b, c e d. Para isso aplicaremos a definição de inversa:
Resolvendo essa multiplicação de matrizes somos conduzidos a um sistema de equações:
Logo:
No caso de a matriz que queremos inverter não ser na realidade invertível, chegaríamos a um sistema impossível.
Escrever a transposta da matriz dos cofatores, conhecida como matriz adjunta, também pode ser uma forma eficiente de se calcular a inversa de matrizes pequenas, mas esse método recursivo é ineficiente para matrizes grandes. Para obter a inversa, calcula-se a matriz dos cofatores:
em que |A| é o determinante de A, Cij é a matriz dos cofatores, e CT representa a matriz transposta da matriz dos cofatores (matriz adjunta).
Para a maioria das aplicações práticas, não é necessário inverter uma matriz para resolver um sistema de equações lineares; no entanto, para que haja uma solução única, é preciso que a matriz envolvida seja invertível.
Técnicas de decomposição tais como a decomposição LU são muito mais rápidas do que a inversão, e foram desenvolvidos diversos algoritmos para tipos especiais de sistemas lineares.
A equação de cofatores listada acima produz o seguinte resultado no caso particular das matrizes invertíveis de ordem 2. A inversão dessas matrizes pode ser feita facilmente como segue:
Logo, inverte-se a ordem dos elementos da diagonal principal e troca-se o sinal dos elementos da diagonal secundária. Isso é possível porque 1/(ad-bc) é o inverso do determinante da matriz em questão, e a mesma estratégia pode ser usada para matrizes de outros tamanhos.
Uma outra forma de determinar a inversa duma matriz é utilizando a eliminação de Gauss-Jordan .
Escrevem-se lado a lado a matriz que queremos inverter e a matriz identidade. De seguida, aplicam-se sucessivas operações elementares sobre as linhas da matriz a inverter, de modo a transformá-la na matriz identidade, aplicando as mesmas operações à matriz identidade. No final do processo, a matriz identidade tornou-se a matriz inversa procurada. Simbolicamente:
Exemplo: Partimos da mesma matriz do exemplo anterior:
A última matriz é a inversa procurada:
Existe uma maneira de calcular a matriz inversa utilizando-se da matriz adjunta (que é a transposta da matriz de cofatores). Este método não é muito eficiente, porém pode vir a ser útil quando se conhece os determinantes das submatrizes.
Para calcular um cofator, utilizaremos da seguinte fórmula:
Onde i é a linha, j a coluna, e é o determinante da submatriz que exclui a linha i e a coluna j.
Após criarmos uma matriz de cofatores, calculamos sua adjunta, que nada mais é que a transposta da matriz de cofatores. Em linguagem matemática, temos:
e então aplicamos a seguinte fórmula:
então teremos a matriz inversa de A. Exemplo:
Seja :
Seus cofatores serão:
Então teremos a matriz de cofatores
Estas fórmulas, desenvolvidas por Hans Bolz (1923) e Tadeusz Banachiewicz (1937), permitem inverter uma matriz escrita em forma de blocos:
ou:
Os blocos podem ser de qualquer tamanho, desde que A e D sejam matrizes quadradas.