Metiltestosterona | |
Nome IUPAC (sistemática) | |
| (17β)-17-hydroxy-17-methylandrost-4-ene-3-one | |
Identificadores | |
| 58-18-4 | |
| G03BA02 | |
| 4160 | |
Informação química | |
| 302.451 g/mol | |
Farmacocinética | |
| Hepático | |
| Principalmente renal; fecal. | |
Considerações terapêuticas | |
| per os | |
Metiltestosterona é um esteroide anabolizante e antineoplásico. É utilizado pela medicina para suprir a deficiência de testosterona e tratamento dos sintomas da andropausa nos homens. E nas mulheres como paliativo no tratamento de câncer de mama, dores pós-parto e obstrução dos seios, e, com a adição de estrógeno, no tratamentos de alguns sintomas da menopausa, como a falta de desejo sexual. Entre as características físico-químicas deste esteroide, relata-se que é um pó cristalino branco, praticamente insolúvel em água, facilmente solúvel em álcool e ligeiramente solúvel em éter.
Em grande parte dos tecidos-alvo, este fármaco é convertido em 5-alfa-testosterona, produzindo a inibição do hormônio luteinizante, hormônio folículo estimulante e hormônio liberador de gonadotrofinas, por retroalimentação negativa. A metiltestosterona é um estimulador das funções da polimerase do ácido ribonucleico e da síntese específica do RNA, sendo assim, aumenta a produção proteica.
Como principais reações adversas, encontramos alterações cutâneas, náuseas, irritação, hemorragias, gastrointestinal, virilismo, hipertrofia de clitóris, ereção contínua, entre outros.
Este medicamento é contraindicado no tratamento de câncer de mama em homens, câncer de próstata, disfunção cardíaca, hepática ou renal grave e hipersensibilidade ao fármaco ou formulação. Em mulheres grávidas pode provocar a masculinização do feto feminino.