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| Miguel Palma | |
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| Nascimento | |
| Nacionalidade | |
| Área | Artes Plásticas |
Miguel Palma (Lisboa, 1964) é um artista plástico português, conhecido pelo seu trabalho com instalações e esculturas que exploram a relação entre tecnologia, máquina e mobilidade, que expõe regularmente desde o final dos anos 1980.

O trabalho artístico de Miguel Palma tem uma forte componente escultórica, frequentemente consiste em instalações multimédia, performances, protótipos, maquetes, fotografias, videos e desenhos. Utiliza métodos não tradicionais de produção. Colabora regularmente numa equipa de especialistas de diversos domínios, da carpintaria à mecânica, à engenheira e à biologia, entre outros.
Miguel Palma tem vindo a desenvolver uma abordagem historicista no seu trabalho, que entende como uma oportunidade para analisar e refletir sobre a evolução da tecnologia e de como esta condiciona o comportamento individual e coletivo em sociedade. A função absurda de alguns dos dispositivos que cria simbolizam a ironia com que aborda e reflete sobre a produção de conhecimento. Através da paródia apresenta o reverso do conceito da perfeição e controle tecnológico da máquina. Algumas das suas obras revelam um mundo manipulado e subvertido mas são apresentadas sob uma perspetiva inocente, ou então nostálgica.
Neste sentido, o seu imaginário de criança interage na conceção das obras, remete para um universo pessoal que não deixa de ser simultâneamente irónico e iconico, exemplo paradigmático são algumas das suas obras produzidas no ano de 2008 tais como Google Plane 1968-2008, actualmente no Museu Coleção Berardo em Lisboa, Portugal.
Miguel Palma tem uma série de veículos construídos e alterados por si. Engenho (1993) obra realizada no âmbito da exposição Imagens para os anos 90 na Fundação de Serralves consiste numa viatura construída artesanalmente capaz de percorrer grandes distâncias. Um dos projetos que tornou a sua prática artística mais visível em Portugal, foi o Projecto Ariete (2005) onde o artista deslocou-se, numa viatura transformada por si, a várias instituições culturais europeias para dar a conhecer o seu trabalho, reagindo assim aos "mecanismos de selecção e validação dos circuitos institucionais".
Rescue Games (2008) é um barco de resgate com um mecanismo de simulação de ondas no seu interior. Como esta, várias das suas obras têm um valor funcional remetendo diretamente para a prática do uso, este modelo podia ser percorrido através de uma plataforma de metal instalada à sua volta.
Em 2013, o Centro Galego de Arte Contemporánea, em Santiago de Compostela, organizou a exposição individual do artista, Miguel Palma: desconforto moderno, com curadoria de Miguel von Hafe Pérez, que reuniu um conjunto de videos, desenhos, fotografias e instalações. Em 2011 o Museu Calouste Gulbenkian – Coleção Moderna apresentou a exposição Linha de Montagem com curadoria de Isabel Carlos, onde Miguel Palma mostrou cerca de 100 obras que caracterizam uma significativa parte do seu percurso. Em 2007 a Culturgest, em Lisboa, dedica uma exposição antológica a Miguel Palma, intitulada Mundo às avessas com curadoria de Miguel Wandschneider.
A obra de Miguel Palma pertence a várias coleções públicas: Fundação ARCO, Espanha; Museu Coleção Berardo, Lisboa, Portugal; Coleção Culturgest, Lisboa, Portugal; Museu Calouste Gulbenkian - Coleção Moderna, Lisboa, Portugal; Centre de Création Contemporaine (CCC), Tours, França; Centro Galego de Arte Contemporánea (CGAC), Santiago de Compostela, Espanha; Circulo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC), Coimbra, Portugal; CNAC Georges-Pompidou, Paris, França; Phoenix Art Museum, Phoenix, EUA; ASU Art Museum, Tempe, EUA.