Para a música tradicional chinesa também chamada minyue, veja Guoyue.
| 閩越 Minyue | ||||
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Reino | ||||
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| Continente | Ásia | |||
| Região | China | |||
| País | China | |||
| Capital | Dongye (東冶, atual Fucheu) Minwangcheng (闽王城, atual vila de Chengcun, em Wuyishan) | |||
| Língua oficial | Minyue Chinês antigo | |||
| Governo | Monarquia | |||
| Rei | ||||
| • antes de 192 a.C. | Wuzhu (無諸) | |||
| • ?–135 a.C. | Ying (郢) | |||
| • desde 135 a.C. (fim desconhecido) | Chou (丑) | |||
| • 135–110 a.C. | Yushan (餘善) | |||
| • 110 a.C. | Jugu (居股) | |||
| História | ||||
| • 306 a.C. de 306 a.C. | Fundação | |||
| • 135 a.C. de | Divisão do reino entre os reis de Minyue e de Dongyue pela dinastia Han | |||
| • 110 a.C. de 110 a.C. | Derrota e anexação pela dinastia Han | |||
| População | ||||
| • 110 a.C. est. | 400 000 | |||
| Minyue | |||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Nome chinês | |||||||||||||
| Chinês tradicional: | 閩越 | ||||||||||||
| Chinês simplificado: | 闽越 | ||||||||||||
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| Em Min de Pu-Xian (romanização Hinghwa BUC) | |||||||||||||
| Min de Pu-Xian (romanização Hinghwa BUC): | Máng-e̤̍h | ||||||||||||
| Em Min setentrional (romanização de Jian'ou) | |||||||||||||
| Min setentrional (romanização de Jian'ou): | Mâing-ṳ̆e | ||||||||||||

Minyue (em chinês tradicional, 閩越; em chinês simplificado, 闽越; em pinyin, Mǐnyuè ou Mínyuè) foi um antigo reino situado no território que corresponde à atual província de Fuquiém, no sul da China. Foi contemporâneo da dinastia Han e acabou anexado pelo império Han durante a expansão da dinastia em direção ao sul. O reino existiu aproximadamente de 306 a.C. a 110 a.C. Em 110 a.C., sua população era estimada em 400 mil habitantes.



Tanto Minyue quanto Dong'ou foram fundados por integrantes da família real de Yue, que haviam fugido após serem derrotados pelos reinos de Chu e Chi em 334 a.C. Com a queda da dinastia Chin em 206 a.C., o rei hegemônico Xiang Yu não concedeu títulos reais a Zou Wuzhu e Zou Yao. Por esse motivo, os dois se recusaram a apoiá-lo e se aliaram a Liu Bang na luta contra Xiang Yu. Depois de vencer a guerra, em 202 a.C., Liu Bang nomeou Zou Wuzhu rei de Minyue e, em 192 a.C., concedeu a Zou Yao o título de rei de Dong'ou (Ou Oriental).
Em 154 a.C., Liu Pi, rei de Wu, rebelou-se contra os Han e tentou convencer Minyue e Dong'ou a apoiá-lo. O rei de Minyue recusou o convite, mas Dong'ou se aliou aos rebeldes. Depois da derrota, Liu Pi fugiu para Dong'ou, onde foi morto para apaziguar os Han e evitar represálias. Seu filho, Liu Ziju, refugiou-se em Minyue e procurou provocar uma guerra entre Minyue e Dong'ou.
Em 138 a.C., Minyue atacou Dong'ou e cercou sua capital. O episódio integra as campanhas militares da dinastia Han contra Minyue. Dong'ou conseguiu enviar um emissário à corte Han para pedir ajuda, mas as opiniões sobre uma possível intervenção estavam divididas. O grande comandante Tian Fen considerava que os povos yue atacavam uns aos outros com frequência e que não era do interesse dos Han interferir em seus conflitos. Já o conselheiro palaciano Zhuang Zhu argumentava que deixar Dong'ou sem auxílio seria um sinal do fim do império, como havia ocorrido com a dinastia Chin.
Chegou-se a um acordo que permitiu a Zhuang Zhu mobilizar tropas, mas apenas da comandaria de Kuaiji. Por fim, um exército foi transportado por mar até Dong'ou. Quando as forças Han chegaram, Minyue já havia retirado suas tropas. O rei de Dong'ou, que não desejava mais permanecer em seu território, pediu autorização para transferir a população de seu Estado para terras sob o domínio Han. O pedido foi aceito, e o rei e seus súditos se estabeleceram na região entre os rios Yangtzé (Chang Jiang) e Huai.
Em 137 a.C., Minyue invadiu Nanyue. Um exército imperial foi enviado contra o reino, mas o rei de Minyue foi assassinado por seu irmão, Zou Yushan, que pediu a paz aos Han. Os Han colocaram no trono Zou Chou, neto de Zou Wuzhu. Entretanto, após a partida do emissário Han, Zou Yushan também se proclamou rei, sem o consentimento do imperador Wu de Han. Informado do ocorrido, o imperador decidiu reconhecê-lo como rei de Dongyue, em vez de ordenar uma segunda invasão, por considerar que puni-lo seria trabalhoso demais. Assim, dois reis passaram a coexistir no país.
Em 112 a.C., Nanyue se rebelou contra os Han. Zou Yushan fingiu enviar tropas para ajudar os Han contra Nanyue, mas manteve contatos secretos com esse reino e só levou suas forças até Jieyang. O general Han Yang Pu queria atacar Minyue por essa traição, mas o imperador considerou que suas tropas estavam exaustas demais para outra operação militar e determinou a desmobilização do exército.
No ano seguinte, Zou Yushan soube que Yang Pu havia pedido autorização para atacá-lo e percebeu que tropas Han estavam se concentrando junto à fronteira. Yushan então se proclamou imperador de Dongyue e lançou um ataque preventivo contra os Han, tomando Baisha, Wulin e Meiling e matando três comandantes. No inverno, os Han responderam com uma ofensiva em várias frentes, conduzida por Han Yue, Yang Pu, Wang Wenshu e dois marqueses yue.
Quando Han Yue chegou à capital de Minyue, Wu Yang, um yue da região, rebelou-se contra Zou Yushan e o matou. Os Han nomearam Wu Yang marquês de Beishi. O imperador Wu considerou que a ocupação de Minyue seria difícil demais devido às numerosas passagens estreitas entre as montanhas. Por isso, ordenou que a população fosse retirada da região e reassentada entre os rios Yangtzé e Huai. Segundo a tradição, essa medida deixou o território correspondente ao atual Fuquiém praticamente desabitado.
Uma antiga cidade de pedra situada nas montanhas do interior de Fuquiém, na região do Monte Wuyi, é apontada como possível capital de Minyue. Os túmulos próximos apresentam a mesma tradição funerária observada nas sepulturas do reino de Yue, na província de Chequião.
Os habitantes nativos de Minyue, em Fuquiém, tinham costumes semelhantes aos de alguns povos indígenas de Taiwan, como o totemismo associado a serpentes, o uso de cabelos curtos, as tatuagems, a extração de dentes, as moradias sobre palafitas, os sepultamentos em penhascos e a matrilocalidade, costume pelo qual o casal passa a residir com a família da esposa após o casamento. Os linguistas Li Jen-Kuei e Robert Blust sugeriram a possibilidade de que os povos indígenas de Taiwan também fossem descendentes dos Minyue que, na Antiguidade, teriam migrado da costa sudeste da China continental.
Há a hipótese de que, durante o Neolítico, muitas comunidades nômades marítimas habitassem o litoral sudeste da China, falassem línguas ancestrais das línguas austronésias e tivessem grande habilidade de navegação. Há também indícios de que uma língua austronésia ainda era falada em Fuquiém por volta do ano 620.