| Mishima: A Life in Four Chapters | |
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| Mishima: Uma Vida em Quatro Estações (prt) Mishima - Uma Vida em Quatro Capítulos, ou Mishima: Uma Vida em Quatro Tempos (bra) | |
Pôster promocional | |
| Estados Unidos 1985 • cor • 120 min | |
| Gênero | biográfico drama |
| Direção | Paul Schrader |
| Produção | Mataichiro Yamamoto Tom Luddy Leonard Schrader Mata Yamamoto |
| Produção executiva | Francis Ford Coppola George Lucas |
| Roteiro | Leonard Schrader Paul Schrader Chieko Schrader |
| Baseado em | Kinkaku-ji, Kyōko no Ie e Honba, de Yukio Mishima |
| Elenco | Ken Ogata Masayuki Shionoya Junkichi Orimoto Kenji Sawada |
| Música | Philip Glass |
| Cinematografia | John Bailey |
| Edição | Michael Chandler |
| Companhias produtoras | American Zoetrope Lucasfilm Ltd. M Company Tristone Entertainment Inc. |
| Distribuição | Warner Bros. |
| Lançamento | |
| Idioma | japonês |
| Orçamento | US$5,000,000 (estimado) |
Mishima: A Life in Four Chapters é um filme de 1985 dirigido por Paul Schrader e escrito por Paul e pelo seu irmão Leonard Schrader. É baseado na vida e ficção do autor japonês Yukio Mishima. Francis Ford Coppola e George Lucas atuaram como produtores executivos.
O roteiro mescla dados biográficos do escritor japonês Yukio Mishima com trechos narrativos de seus próprios romances e contos.
Para estrear o filme em 1985, Schrader precisou de dez anos para poder cumprir o desejo de realizar um filme sobre a vida e a obra de Yukio Mishima, ultrapassando várias dificuldades. A primeira era, desde logo, a dificuldade intrínseca ao facto de um americano querer adaptar ao cinema a biografia de um autor japonês reputado pelo seu antiamericanismo. A segunda era a aquisição dos direitos à viúva de Mishima, a qual sempre se recusara, até então, a fazê-lo.
Para fazer face àquelas dificuldades, Schrader aproveitou o facto de o seu irmão Leonard ser casado com uma japonesa (Chieko Schrader) e deslocou-se até ao país do sol nascente para tentar convencer os japoneses a cederem-lhe os direitos de adaptação ao cinema. Acabou por conseguir esses direitos, com a excepção do romance Cores interditas, o qual faz diretamente alusão à homossexualidade do escritor. De facto, a viúva de Mishima sempre procurou encobrir as tendências sexuais do falecido marido, tentando que esses aspectos da vida privada ficassem ausentes do filme.
O filme organiza-se em quatro capítulos temáticos. Em cada um deles se enreda a biografia do escritor com encenações teatralizadas das suas obras. Dá assim corpo ao enigma-Mishima, ao retrato de um homem na fronteira entre a tradição e a modernidade. Uma vida que tem o seu epílogo no dia do discurso ao exército e do suicídio, apogeu dramático do princípio unificador da pena e da espada, mito original perseguido por Mishima e cuja impossibilidade no tempo presente é a matéria íntima da sua morte demencial e espetacular.
Segundo Paul Schrader, só um ocidental poderia ter realizado este filme, pelo motivo que muitos japoneses preferem esquecer que Mishima existiu. De facto, após a sua morte, a extrema-direita japonesa apoderou-se da figura do escritor, fazendo dela o seu herói, o seu símbolo. O próprio governo japonês fez tudo para evitar que Mishima: a Life in four Chapters visse a luz do dia, alegando que um estrangeiro não pode compreender o espírito nipónico.
Assim, este filme nunca teve uma estreia oficial no Japão, não só devido à controvérsia sobre a própria figura de Mishima, mas também devido à vontade da sua família. Contudo, foi diversas vezes apresentado na TV japonesa (embora com a cena do bar gay cortada) e é permitida legalmente a importação do DVD.