Monio Afonso (em castelhano: Muño Alfonso ou Munio Alfonso; m. 2 de agosto de 1143) foi um militar e chefe cristão da Península Ibérica durante a Idade Média, nascido na Galiza segundo a Crónica do Imperador Afonso (§112). Foi senhor de Mora e alcaide de Toledo durante o reinado de Afonso VII. Em 1130, sendo governante de Mora, foi derrotado numa expedição de muçulmanos de Calatrava, a Velha, contra Toledo, feito prisioneiro e levado para Córdova, onde, segundo a Crónica do Imperador Afonso, foi torturado e, ao cabo de vários dias, acabou pagando o seu próprio resgate, regressando posteriormente a Toledo e Mora ().
Em 1143, depois de derrotar na campina de Córdova — estando ao comando de um contingente que reunia membros das milícias dos concelhos de Toledo, Ávila e Segóvia — os governadores almorávidas de Sevilha (Abenceta) e Córdova (Azuel) — abatendo ele próprio o último com uma lança — pendurou as cabeças decapitadas de ambos os líderes em Toledo; na verdade, Abenceta sobreviveu e estaria ativo no Magrebe poucos anos depois. Monio morreu nesse mesmo ano nas nascentes do rio Algodor no contexto da defesa da cidade de Toledo durante uma ofensiva do governador de Calatrava, Farax Abedali, que posteriormente esquartejou o seu cadáver exibindo os diversos membros por várias localidades.