Centro Cultural Cartola

Museu do Samba
Fachada do Museu do Samba, na Mangueira, com a estátua de Cartola diante da entrada, em 2023.
Informações gerais
TipoMuseu, centro de documentação e instituição cultural
Inauguração2001
Websitehttps://www.museudosamba.org.br/
Geografia
PaísBrasil
CidadeRio de Janeiro
LocalidadeRua Visconde de Niterói, 1296 — Mangueira
Coordenadas22° 54′ 06″ S, 43° 14′ 27″ O
Localização em mapa dinâmico

O Museu do Samba, anteriormente denominado Centro Cultural Cartola (CCC), é uma instituição cultural e museológica localizada na Mangueira, na cidade do Rio de Janeiro, dedicada à pesquisa, documentação, preservação, difusão e salvaguarda da memória do samba, das escolas de samba e do Carnaval do Rio de Janeiro. Foi fundado em 2001 por descendentes de Cartola e Dona Zica, entre eles a museóloga e pesquisadora Nilcemar Nogueira, inicialmente com o nome de Centro Cultural Cartola.

A instituição teve participação central no processo de reconhecimento das Matrizes do Samba no Rio de Janeiro — partido-alto, samba de terreiro e samba-enredo como Patrimônio Cultural do Brasil. O Centro Cultural Cartola apresentou formalmente ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em 14 de setembro de 2004, o pedido de registro do bem cultural. O pedido foi aprovado pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural em 9 de outubro de 2007 e a inscrição das Matrizes no Livro de Registro das Formas de Expressão ocorreu em 20 de novembro do mesmo ano.

Em 2026, o Museu reunia mais de 50 mil itens relacionados à história do samba e do carnaval, entre documentos, livros, fotografias, registros sonoros e audiovisuais, indumentárias, pinturas, esculturas, instrumentos, partituras e objetos pessoais de sambistas. O arquivo de história oral mantido pela instituição aproximava-se, no mesmo período, de duzentos depoimentos originais de personagens ligados às diversas tradições do samba.

História

O Museu do Samba foi criado em 2001 como Centro Cultural Cartola, a partir da iniciativa de descendentes de Cartola e Dona Zica interessados na preservação do acervo e da memória do compositor. A instituição instalou-se na Rua Visconde de Niterói, aos pés do Morro da Mangueira, território historicamente relacionado à formação e ao desenvolvimento do samba carioca.

O edifício utilizado pela instituição é um antigo galpão pertencente ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), posteriormente adaptado para receber atividades culturais, educativas, documentais e museológicas.

Inicialmente centrado na trajetória de Cartola e de sua família, o Centro Cultural passou a receber doações de documentos, objetos e acervos relacionados a sambistas de diferentes escolas e regiões do Rio de Janeiro. A ampliação de sua atuação resultou na criação de programas de pesquisa, história oral, educação patrimonial, exposições e salvaguarda das tradições associadas ao samba.

Nilcemar Nogueira, museóloga, pesquisadora e uma das fundadoras do Museu do Samba, em 2019.

Em 2009, o Centro Cultural Cartola tornou-se Pontão de Cultura voltado à execução de ações de salvaguarda das Matrizes do Samba.

Em agosto de 2015, o Centro Cultural Cartola passou a utilizar a denominação Museu do Samba. Parecer técnico do IPHAN registra que, em 2016, a instituição passou por uma ressignificação de sua missão institucional e consolidou-se como Museu do Samba, reunindo acervos documentais e museológicos e exposições desenvolvidas em diálogo com os detentores das tradições registradas.

Em 2017, o IPHAN reconheceu a relevância da instituição como Centro de Referência das Matrizes do Samba no Rio de Janeiro.

Em 2026, a instituição comemorou 25 anos de atividades. As celebrações incluíram espetáculo no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com participação de artistas de diferentes gerações do samba, e a produção de um documentário sobre sua trajetória institucional.

Matrizes do Samba no Rio de Janeiro

O processo de patrimonialização das Matrizes do Samba constituiu uma das principais iniciativas de pesquisa realizadas pelo antigo Centro Cultural Cartola.

O pedido formal de registro foi apresentado ao IPHAN em 14 de setembro de 2004, tendo o Centro Cultural Cartola como autor e proponente. A proposta delimitou como objeto de registro três formas consideradas matriciais do samba praticado no Rio de Janeiro: o partido-alto, o samba de terreiro e o samba-enredo.

A pesquisa reuniu levantamento documental, bibliográfico, discográfico e audiovisual, além de entrevistas, trabalho de campo e documentação das práticas contemporâneas dos sambistas. Foram estudadas especialmente comunidades ligadas à Estação Primeira de Mangueira, Portela, Império Serrano, Acadêmicos do Salgueiro, Unidos de Vila Isabel e Estácio de Sá.

O pedido foi aprovado em 9 de outubro de 2007, durante a 54ª reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, e a inscrição no Livro de Registro das Formas de Expressão foi efetivada em 20 de novembro de 2007.

Após o reconhecimento, o Museu do Samba tornou-se um dos agentes envolvidos na execução das políticas de salvaguarda do bem registrado, promovendo documentação, pesquisa, transmissão de conhecimentos, encontros entre gerações de sambistas e ações de educação patrimonial.

Dossiê Matrizes do Samba

O estudo realizado para instrução do processo deu origem ao Dossiê das Matrizes do Samba no Rio de Janeiro: partido-alto, samba de terreiro e samba-enredo. O material foi produzido a partir de pesquisa desenvolvida no Rio de Janeiro em 2006 e posteriormente publicado pelo IPHAN, em 2014, como o volume 10 da série Dossiê Iphan.

A publicação possui 201 páginas e examina a história e as origens do samba carioca, suas dimensões musicais, poéticas, coreográficas e sociais, os lugares de produção do samba, seus detentores e produtores, os processos de transmissão do conhecimento e as recomendações de salvaguarda.

A coordenação do dossiê foi de Nilcemar Nogueira, com idealização de Leci Brandão. A equipe de pesquisa incluiu Aloy Jupiara, Helena Theodoro, Nilcemar Nogueira e Rachel Valença, além de pesquisadores convidados como Carlos Sandroni, Felipe Trotta, Haroldo Costa, João Batista Vargens, Lygia Santos, Marília Andrade, Nei Lopes, Roberto Moura e Sérgio Cabral.

O dossiê também apresenta capítulos dedicados aos elementos que estruturam socialmente o universo do samba, entre eles a roda, a religiosidade, a comida, os instrumentos, as bandeiras, as baianas, as velhas guardas, os terreiros e os mecanismos de transmissão dos saberes entre gerações.

Acervo e Centro de Documentação e Pesquisa

O Museu do Samba mantém um Centro de Documentação e Pesquisa especializado na história do samba, do carnaval carioca e de seus agentes culturais. O acervo é constituído por documentos textuais, livros, fotografias, discos, vídeos, registros sonoros, indumentárias, fantasias, obras de arte, instrumentos musicais, partituras, troféus e objetos pessoais.

Em 2026, a instituição informava possuir mais de 50 mil itens.

Entre os sambistas representados por peças ou documentos no acervo encontram-se Cartola, Dona Ivone Lara, Alcione, Leci Brandão, Beth Carvalho, Arlindo Cruz, Wilson das Neves, Monarco e outros nomes relacionados à história do samba.

História oral

Desde 2009, a instituição desenvolve o programa Memória das Matrizes do Samba do Rio de Janeiro, voltado ao registro audiovisual de depoimentos de sambistas e agentes do carnaval.

As entrevistas contemplam cantores, compositores, mestres de bateria, intérpretes, passistas, baianas, carnavalescos, fundadores de agremiações, mestres-salas e porta-bandeiras e outros detentores de conhecimentos relacionados às Matrizes do Samba.

Em setembro de 2026, o acervo de história oral reunia relatos de quase duzentas personalidades. Entre os entrevistados encontram-se Alcione, Dona Ivone Lara, Nelson Sargento, Monarco, Tia Surica, Haroldo Costa, Mestre Ciça, Neguinho da Beija-Flor, Delegado da Mangueira, Selminha Sorriso, Dodô da Portela e Vilma Nascimento.

Exposições

O Museu do Samba mantém exposições de longa duração e temporárias dedicadas à história social do samba, às escolas de samba, às relações entre samba e ancestralidade africana e às trajetórias de seus principais agentes.

Em 2025 e 2026, o circuito museológico incluía exposições como A Força Feminina do Samba, Aos Heróis da Liberdade, Semba/Samba: Corpos e Atravessamentos, Samba Patrimônio, Patrimônios Negros e Alvoradas de Cartola.

As mostras ocupam diferentes áreas do edifício e utilizam documentos, objetos, esculturas, fotografias, indumentárias, recursos sonoros e audiovisuais, instalações cenográficas e dispositivos interativos.

A Força Feminina do Samba

A exposição A Força Feminina do Samba foi inaugurada em 29 de julho de 2023, durante a programação relacionada ao Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. Concebida e dirigida por uma equipe majoritariamente feminina e negra, teve idealização e curadoria de Nilcemar Nogueira.

A mostra aborda o caráter matriarcal da formação histórica do samba e destaca a atuação das mulheres negras como responsáveis pela criação, transmissão e preservação de práticas culturais relacionadas ao gênero. A narrativa expositiva recupera trajetórias de quituteiras, lavadeiras, compositoras, cantoras, partideiras, baianas, passistas, porta-bandeiras, dirigentes, carnavalescas e outras mulheres que participaram da construção social e cultural do samba.

Entre as personalidades representadas estão Tia Ciata, Clementina de Jesus, Dona Zica, Dona Neuma, Tia Surica, Tia Eulália, Tia Glorinha, Tia Nilda, Tia Gessy, Rosa Magalhães, Maria Augusta, Selminha Sorriso, Jovelina Pérola Negra, Dona Ivone Lara, Beth Carvalho, Leci Brandão, Alcione, Ruça, Vilma Nascimento e outras mulheres ligadas às escolas de samba.

A expografia foi desenvolvida pela LICAAA, sob responsabilidade de Lilian Sampaio. A exposição incorporou fotografias, documentos, registros de história oral e recursos audiovisuais, entre eles o documentário Damas do Samba, dirigido por Susanna Lira. Paralelamente à mostra física, foi disponibilizado conteúdo digital com depoimentos de mulheres presentes no acervo audiovisual da instituição.

A exposição permaneceu integrada ao circuito do Museu nos anos seguintes e ainda constava entre as mostras oferecidas ao público em 2025.

Aos Heróis da Liberdade

A exposição Aos Heróis da Liberdade foi aberta ao público em maio de 2023, com curadoria de Gringo Cardia e consultoria histórica e textos de Luiz Antonio Simas.

O título faz referência ao samba-enredo Aos Heróis da Liberdade, apresentado pelo Império Serrano no carnaval de 1969, composição de Silas de Oliveira, Mano Décio da Viola e Manuel Ferreira.

A exposição propõe uma leitura da história social do samba a partir de temas como resistência cultural, combate ao racismo, liberdade, censura, afirmação da população negra e participação das escolas de samba na construção de narrativas sobre a história brasileira. Utiliza instalações cenográficas, documentos, recursos audiovisuais, música, canto e dança.

A mostra reúne referências a sambas e personagens de escolas como Império Serrano, Mangueira, Portela e Salgueiro. Entre os sambistas presentes em sua narrativa encontram-se Dona Ivone Lara, Cartola, Aluísio Machado, Candeia, Monarco, Tia Surica e Martinho da Vila.

Alvoradas de Cartola

A exposição Alvoradas de Cartola é dedicada à vida, obra e memória de Cartola e tem curadoria de Nilcemar Nogueira, neta do compositor e de Dona Zica.

A mostra reúne mais de cem itens distribuídos em sete núcleos temáticos, incluindo documentos pessoais, fotografias, capas de discos, manuscritos de composições, objetos pertencentes ao sambista e recursos audiovisuais.

Entre os objetos apresentados estão o violão de Cartola, manuscritos, cadernos, documentos e equipamentos utilizados pelo compositor. A exposição utiliza também estações de áudio e vídeo e material proveniente da reserva técnica do Museu e de instituições como o Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, o Instituto Moreira Salles, o Arquivo Nacional, a Biblioteca Nacional e o Acervo Histórico da Light.

Semba/Samba: Corpos e Atravessamentos

A exposição Semba/Samba: Corpos e Atravessamentos trata das relações entre ancestralidade africana, religiosidade, corpo, carnaval e os saberes desenvolvidos nas escolas de samba.

A mostra reúne trabalhos de carnavalescos, artistas visuais, escultores, figurinistas e profissionais dos barracões. A curadoria textual é de Nei Lopes e Luiz Antonio Simas, enquanto a curadoria artística e o projeto museográfico são de Leonardo Bora e Gabriel Haddad.

Samba Patrimônio e Patrimônios Negros

A exposição Samba Patrimônio apresenta o processo de reconhecimento do samba como patrimônio cultural, os territórios históricos relacionados ao gênero e uma geografia das escolas e das rodas de samba do Rio de Janeiro e de sua região metropolitana.

Patrimônios Negros utiliza o acervo documental e de história oral do Museu para tratar da memória de sambistas e das relações entre patrimônio cultural, população negra, escravidão, pós-abolição, religiosidade e expressões culturais afro-brasileiras.

Educação patrimonial e ações sociais

Além das atividades museológicas, o Museu do Samba desenvolve ações educativas e sociais ligadas à cultura, à memória e à formação de crianças, adolescentes e jovens da Mangueira e de bairros próximos.

O programa educativo inclui visitas mediadas, oficinas, cursos, atividades com escolas públicas, encontros com mestres e mestras da cultura popular e ações destinadas à transmissão de saberes entre gerações.

Uma dessas iniciativas é a Ação Griô, baseada no encontro entre crianças e jovens e detentores de conhecimentos relacionados ao samba e à cultura afro-brasileira. Em 2023, por exemplo, uma edição com Vera de Jesus, neta de Clementina de Jesus, reuniu crianças da Mangueira participantes de atividades de afroletramento e reforço escolar.

A instituição também desenvolveu iniciativas de reforço escolar, preparação para ingresso no ensino superior, oficinas formativas e atividades culturais e educativas.

Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos

No Plano de Ação Museu do Samba 2026, a instituição passou a organizar parte de suas atividades socioeducativas em diálogo com os princípios do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), integrante da proteção social básica do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

O documento institucional menciona como públicos prioritários crianças, adolescentes, jovens, idosos e famílias em situação de vulnerabilidade socioeconômica e prevê ações continuadas de reforço escolar, pré-vestibular social, oficinas formativas e atividades de convivência intergeracional.

Segundo o plano, essas atividades são desenvolvidas em articulação com educação patrimonial e cultura e buscam fortalecer vínculos familiares e comunitários, ampliar oportunidades educacionais e prevenir situações de vulnerabilidade social.

O planejamento também prevê diálogo com a rede socioassistencial do território e articulação com equipamentos públicos, entre eles os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS).

Entre as iniciativas relacionadas a essa dimensão de atuação são mencionados o Programa Dona Zica, atividades do denominado Museu-Fórum, ações itinerantes em escolas públicas e atividades comunitárias.

Eventos e uso dos espaços

O Museu do Samba também funciona como espaço de realização de eventos culturais, acadêmicos, educativos e comunitários. A sede recebe rodas de samba, debates, seminários, lançamentos de livros, feiras, encontros de detentores das tradições do samba, oficinas e apresentações musicais.

Em 2025, por exemplo, a instituição realizou encontros com departamentos femininos e com Velhas Guardas de diferentes escolas de samba, integrando uma programação destinada à escuta e ao debate entre segmentos considerados detentores dos saberes associados às Matrizes do Samba.

No mesmo ano, sediou a primeira edição da feira literária Samba em Palavras — Poesia e História, com debates, contação de histórias, saraus, batalhas de poesia, apresentações musicais, sessões de autógrafos e exposição de livros.

O Plano de Ação de 2026 prevê ainda a cessão onerosa de espaços, incluindo auditório e áreas de convivência, para eventos corporativos e privados, observadas as limitações de uso e preservação do patrimônio. O modelo é apresentado pela instituição como uma das fontes de geração de receita própria destinada à sustentabilidade das atividades culturais e sociais do Museu.

Visitação

O Museu do Samba está localizado na Rua Visconde de Niterói, 1296, Mangueira, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

Em setembro de 2026, o horário regular divulgado pela instituição era de terça-feira a sábado, das 10h às 17h, permanecendo o espaço fechado aos domingos, às segundas-feiras e nos feriados.

O acesso inclui as exposições disponíveis no circuito museológico. O Museu também oferece visitas mediadas para grupos e instituições de ensino.

O Relatório de Gestão de 2023 registrou 13.631 participantes em visitas mediadas naquele ano, além da participação de dez escolas em atividades educativas e de 1.854 professores em ações de capacitação presenciais e virtuais.

Localização do Museu do Samba, na Mangueira.

O Museu encontra-se próximo ao Morro da Mangueira e a equipamentos culturais, educacionais e comunitários relacionados ao território.

Reconhecimentos

Ao longo de sua trajetória, a instituição recebeu prêmios e reconhecimentos de órgãos públicos e instituições culturais.

Entre eles estão o Prêmio Cultura Viva, do Ministério da Cultura, em 2006; o Prêmio Escola Viva, em 2007; o Prêmio Asas, em 2008; o Prêmio de Cultura Afro-Fluminense, em 2015; a Medalha Pedro Ernesto, em 2015; a Ordem do Mérito Cultural, em 2016; o reconhecimento do IPHAN como Centro de Referência das Matrizes do Samba, em 2017; o Diploma Heloneida Studart de Cultura, em 2017; e a Ordem do Mérito Cultural Carioca, em 2018.

A instituição também recebeu premiações do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), incluindo o Prêmio Darcy Ribeiro.

Em 2024, o Museu do Samba foi declarado Patrimônio Histórico e Cultural Imaterial do Estado do Rio de Janeiro por meio da Lei estadual nº 10.360, de 6 de maio de 2024. A legislação especifica que o reconhecimento não possui natureza de tombamento do imóvel.

Ver também

Referências

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Ligações externas

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