
Barbatanas, também denominadas no Brasil por nadadeiras, são os órgãos externos que muitos animais aquáticos usam para a locomoção e o equilíbrio.
Na maioria dos peixes, a barbatana caudal fornece a propulsão, as dorsais e a anal ajudam a estabilizar o corpo e as peitorais e pélvicas intervêm no equilíbrio e nas manobras. Estas funções variam conforme a espécie e a forma de nadar.
As barbatanas podem ser pares, uma de cada lado do corpo, ou ímpares, situadas na sua linha mediana.
Nos peixes de barbatanas raiadas, a parte membranosa das barbatanas é sustentada por lepidotríquias, raios ósseos de origem dérmica, e, em muitos grupos, por espinhos. Nos peixes cartilagíneos, como os tubarões e as raias, a sustentação combina elementos basais e radiais de cartilagem com raios fibrosos ricos em colagénio, chamados ceratotríquias.
Nos peixes ósseos, as barbatanas peitorais e pélvicas ligam-se, respetivamente, à cintura escapular e à cintura pélvica. As barbatanas peitorais e pélvicas dos antepassados dos tetrápodes deram origem, respetivamente, aos membros anteriores e posteriores destes vertebrados ao longo da evolução.
Alguns peixes, como os bagres e os salmões, possuem ainda uma barbatana adiposa, geralmente pequena e carnuda, situada atrás da dorsal e formada sobretudo por tecido conjuntivo.
Nos mamíferos aquáticos, as barbatanas peitorais derivam dos membros anteriores e conservam no seu interior os ossos do braço e da mão. Nas baleias e nos golfinhos, os membros posteriores e os pés reduziram-se ao longo da evolução. A propulsão depende da barbatana caudal horizontal, que se move para cima e para baixo durante a natação.
As focas conservam barbatanas anteriores e posteriores. Nas focas verdadeiras, as posteriores impulsionam o animal na água.