Nathaniel Weyl

Nathaniel Weyl
Nascimento20 de julho de 1910
Nova Iorque, Estados Unidos da América
Morte13 de abril de 2005 (94 anos)
Ojai, Estados Unidos da América
NacionalidadeNorte-americano
CidadaniaEstados Unidos
Progenitores
  • Walter Weyl
Alma mater
OcupaçãoEscritor e economista

Nathaniel Weyl (Nova Iorque, 20 de julho de 1910 – Ojai, 13 de abril de 2005) foi um economista e autor estadunidense que escreveu sobre uma variedade de problemas sociais. Foi membro do Partido Comunista dos Estados Unidos de 1933 a 1939. Após deixar o partido tornou-se um conservador e anti-comunista confesso. Em 1952 desempenhou um pequeno papel no caso Alger Hiss.

Infância e carreira

Nascido em Nova Iorque, Weyl foi o filho único de Walter Edward Weyl, um fundador da revista The New Republic e um proeminente progressista, e Bertha Poole Weyl. Recebeu seu bacharel em Ciência pelo Columbia College da Universidade de Columbia em 1931 e fez pós-graduação na London School of Economics. Ele foi contratado como um economista da Agricultural Adjustment Administration e se juntou ao Partido Comunista do mesmo ano. Juntou-se ao grupo Ware, uma célula secreta dos comunistas em Washington D.C., cujos membros tentaram promover políticas de esquerda e pró-comunista no governo. Alguns membros do grupo Ware que realizavam tarefas de espionagem para a União Soviética, apesar de Weyl aparentemente nunca ter participado de nenhuma espionagem. Ele deixou o partido em 1939, desanimado com o pacto de não agressão entre Hitler-Stalin daquele ano.

Depois do comunismo

Após deixar o Partido Comunista, aceitou um cargo como chefe da unidade de investigação da América Latina no Federal Reserve Board e mais tarde mudou-se para o Conselho da Economia de Guerra. Atuou no exterior, no exército, por dois anos durante a Segunda Guerra Mundial. Após a guerra ele se tornou jornalista e escritor, bem como ganhando renda através de investimentos.

Em 1952 testeminou diante do Comite de Segurança Interna do Senado que havia sido um membro do grupo Ware, e que Alger Hiss também havia assistido reuniões. Este foi o único testemunho ocular em colaboração com o testemunho de Whittaker Chambers de que Alger Hiss era comunista. No entanto veio dois anos depois de que Hiss havia sido condenado por perjúrio, e a falha de Weyl em apresentar-se como testemunha nunca foi explicada por ele.

Os escritos de Weyl incluem estudos do comunismo, especialmente na América Latina; espionagem e segurança interna nos Estados Unidos; análises raciais, étnicas e de classes das sociedades; e o papel das elites políticas e intelectuais. Alguns de seus escritos foram publicados em jornais eugênicos e tem abraçado algumas visões como a de culpar os modernos movimentos revolucionários acerca da "inveja dos não-empreendedores contra as minorias criativas". Dois dos livros de Weyl, Treason (1950) e Cuba - segredo duma traição (no original Red Star Over Cuba) (1961), receberam algum interesse crítico e discussão em suas épocas. Red Star Over Cuba postula que Fidel Castro era um comunista secreto antes da Revolução Cubana, tendo sido recrutado pelos soviéticos enquanto era adolescente. A teoria não foi amplamente aceita.

Após o lançamento do Red Star Over Cuba, Weyl e John Martino, um ativista contra Fidel Castro, também promoveram a história de que Lee Harvey Oswald tinha estado em Cuba antes de sua tentativa de assassinato de John F. Kennedy, onde ele entrou em contato com inteligência cubana e Castro. O escritor norte-americano Larry Hancock escreve que os dois propuseram que o assassinato de Kennedy foi uma morte encomendada baseada na "motivação de vingança de Castro pelos contínuos atentados contra a vida de Fidel Castro pelo governo dos Estados Unidos." Martino admitiu que a história foi fabricada antes de sua morte, em 1975.

Seu livro de 1979, Karl Marx - Racist, contém um resumo e uma crítica das visões de Karl Marx sobre a raça e o papel dos judeus no capitalismo moderno, assim como uma discussão das últimas refutações dos pontos de vista econômicos de Marx. Ao mesmo tempo, Weyl apoiava o governo da minoria branca na África do Sul contra os "terroristas comunistas", como Nelson Mandela, preferindo os brancos de Rodésia, África do Sul e Colônias Portuguesas. Pensando que a luta dos movimentos de libertação indígena foi essencialmente destruída em 1970, ele publicou Traitor's End– a intenção do livro era ser a celebração anti-comunista branca da suposta destruição dos movimentos de libertação da maioria negra.

Também foi um apologista da segregação. Apoiou teorias raciais contra a miscigenação. Escreveu para o Mankind Quarterly–para o qual Robert Gayre apelidou de um defensor das idéias modernas antropológica do eugenista do século 19, Sir Francis Galton. Num tom menos racialmente conservador do que o da maioria dos escritores do jornal, ele permitia o casamento entre etnias poderia ser permitido em certos casos selecionados.

Weyl teria moderado suas posições conservadoras mais tarde em sua vida, e votou em Bill Clinton e John Kerry.[carece de fontes]? Morreu em Ojai, California, em 13 de Abril de 2005. Deixou os filhos Jonathan e Walter Weyl, as filhas Georgianne Cowan (Charles Bernstein) e Jeanne Cowan (Barney Hass), três netos e três bisnetos. sua primeira esposa, Sylvia, e secunda esposa, Marcelle, haviam morrido anteriormente.

Obras de Nathaniel Weyl

Artigos

Livros

  • Weyl, Nathaniel (1950). Treason: The Story of Disloyalty and Betrayal in American History. [S.l.]: Public Affairs Press 
  • Weyl, Nathaniel (1960). The Negro in American Civilization. [S.l.]: Public Affairs Press 
  • Weyl, Nathaniel (1961). Red Star Over Cuba, the Russian Assault on the Western Hemisphere. [S.l.]: Arlington House. ISBN 0815967055 
  • Weyl, Nathaniel (1963). The Geography of Intellect (with Stefan Possony). [S.l.]: Henry Regnery Company 
  • Weyl, Nathaniel (1966). The Creative Elite in America. [S.l.]: Public Affairs Press. ISBN 0818301600 
  • Weyl, Nathaniel (1968). The Jew in American Politics. [S.l.]: Arlington House 
  • Weyl, Nathaniel (1970). Traitors' End; The Rise and Fall of the Communist Movement in Southern Africa. [S.l.]: Arlington House. ISBN 0870000829 
  • Weyl, Nathaniel (1971). American Statesmen on Slavery and the Negro. [S.l.]: Arlington House. ISBN 0870001175 
  • Weyl, Nathaniel (1979). Karl Marx, Racist. [S.l.]: Arlington House. ISBN 0870004484 
  • Weyl, Nathaniel (1990). Geography of American Achievement. [S.l.]: Scott-Townsend Publishers. ISBN 1878465007 
  • Weyl, Nathaniel (2003). Encounters With Communism. [S.l.]: Xlibris Corporation. ISBN 1-4134-0747-1 

Notas e referências

Notas

  1. ↑ «Another Witness». TIME. 3 de março de 1952. Consultado em 29 de junho de 2008
  2. ↑ Hewitt, Alan (9 de janeiro de 1953). «I Was in a Communist Unit with Hiss». U.S. News and World Report. Consultado em 29 de junho de 2008
  3. ↑ Cook, Fred J. (1958). The Unfinished Story of Alger Hiss. [S.l.]: William Morrow Company. pp. 75–81. ISBN 1-131-85352-0
  4. ↑ Weyl, Nathaniel (inverno de 1984). «Envy And Aristocide». The Eugenics Bulletin
  5. ↑ Fahim, Kareem (14 de dezembro de 2006). «Nathaniel Weyl, 94, Author Who Testified on Alger Hiss». (Obituary). The New York Times
  6. ↑ Gonzalez, Servando (1996). «Fidel Castro: Supermole»
  7. 1 2 Simkin, John (Editor). "Biography: Nathaniel Weyl". Arquivado em 3 de maio de 2010, no Wayback Machine. Spartacus Educational. Retrieved 12 August 2009.
  8. 1 2 Mahoso, Tafataona P. "Media in a Globalised World with Special Reference to Print Media in SADC Region". Arquivado em 7 de julho de 2011, no Wayback Machine. International Catholic Union of the Press (UCIP). 2002. Acessado em 12 de Agosto de 2009.
  9. 1 2 Jackson, John P. Science for Segregation: Race, Law, and the Case Against Brown v. Board of Education. New York: New York University Press, 2005. ISBN 0-8147-4271-8, ISBN 978-0-8147-4271-6. P. 181.
  10. ↑ «Weyl, Nathaniel» (PDF). (Obituary). The Ojai Valley News. 20 de maio de 2005. Consultado em 29 de junho de 2008

Referências