Neinei

Como ler uma infocaixa de taxonomiaNeinei
Estado de conservação
Espécie pouco preocupante
Pouco preocupante (IUCN 3.1)
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Família: Tyrannidae
Género: Megarynchus
Espécie: M. pitangua
Nome binomial
Megarynchus pitangua
(Linnaeus, 1766)
Distribuição geográfica

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O neinei (Megarynchus pitangua), também chamado bem-te-vi-do-bico-chato, bem-te-vi-do-bico-largo, bem-te-vi-do-mato-virgem, pitangaçu e pitanguá, é uma ave da família Tyrannidae. É encontrada do México à Argentina e em quase todo o Brasil. Distingue-se do bem-te-vi (Pitangus sulphuratus) por seu bico largo e achatado e sua vocalização diferente.

Etimologia

"Neinei" é um vocábulo onomatopaico. "Bem-te-vi-do-bico-chato" e "bem-te-vi-do-bico-largo" são referências à sua semelhança anatômica com o bem-te-vi e ao seu bico achatado. "Pitanguá" e pitangua vieram do tupi pitã'gwá. "Pitangaçu" veio do tupi pitanguá-açu. Megarynchus é um termo grego que significa "bico grande".

O nome "neinei" foi selecionado como nome vernáculo técnico para a espécie pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos. O nome também é grafado em alguns recursos como nei-nei.

Características

Medindo aproximadamente 23 cm quando adulto, é uma ave migratória que assemelha-se ao bem-te-vi (Pitangus sulphuratus), porém com bico extremamente largo e achatado, e sua vocalização é diferente.

Vive em florestas, paisagens abertas com árvores esparsas, cerrados e, mais recentemente em áreas urbanas, de preferência onde haja água. Alimenta-se de frutos, artrópodes e, ocasionalmente, também de peixes. Embora o casal tenha o hábito de cantar em dueto, este é mal sincronizado.

Seu ninho é pequeno e construído com ramos secos em partes altas de árvores isoladas. A fêmea põe de 2 a 3 ovos.

Referências

  1. ↑ BirdLife International (2021). «Megarynchus pitangua». Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. 2021. doi:10.2305/IUCN.UK.2021-3.RLTS.T22700533A137942490.enAcessível livremente. Consultado em 19 de dezembro de 2025
  2. ↑ José Fernando Pacheco; Luís Fábio Silveira; Alexandre Aleixo; et al. (26 de julho de 2021), «Lista comentada das aves do Brasil pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos – segunda edição», Zenodo, doi:10.5281/ZENODO.5138368, Wikidata Q108322590
  3. 1 2 FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.248
  4. ↑ FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 187
  5. ↑ FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 341
  6. ↑ NAVARRO, E. A. Método moderno de tupi antigo: a língua do Brasil dos primeiros séculos. Terceira edição. São Paulo: Global, 2005. p.287
  7. ↑ FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. pp.1 111,1 510
  8. ↑ Paixão, Paulo (Verão de 2021). «Os Nomes Portugueses das Aves de Todo o Mundo» (PDF) 2.ª ed. A Folha — Boletim da língua portuguesa nas instituições europeias. ISSN 1830-7809. Consultado em 5 de abril de 2024. Cópia arquivada (PDF) em 23 de abril de 2022
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