Nambiquara - Manduka | |
| População total | |
|---|---|
| 2332 | |
| Regiões com população significativa | |
| 23322014 (Siasi/Sesai) | |
| Línguas | |
| Línguas nambiquaras | |
Os nambiquaras são um povo indígena brasileiro. Estão localizados no oeste do Mato Grosso e em Rondônia entre as adjacências do estado de Rondônia, entre os afluentes dos rios Juruena e Guaporé até as cabeceiras dos rios Ji-Paraná e Roosevelt.
Notabilizados na história da etnologia brasileira pelo contato oficial com o Marechal Rondon e pelos estudos do antropólogo Claude Lévi-Strauss, os Nambiquara habitam atualmente pequenas aldeias nas cabeceiras dos rios Juruena, Guaporé e, historicamente, do Madeira. Ocupando áreas de cerrado, floresta amazônica e faixas de transição entre esses ecossistemas, o grupo se caracterizou, no passado, pela ampla mobilidade em um vasto território. Embora apresentem uma cultura material aparentemente simples, possuem um universo cultural e cosmológico de extrema complexidade, preservando sua identidade por meio de um dinâmico equilíbrio entre altivez e abertura ao mundo.
Foram estudados, nos anos 1940, pelo antropólogo Claude Lévi-Strauss, que concluiu que, a despeito da então "reputação de povo simplório", os nhambiquaras organizavam-se politicamente, e os chefes tinham papel estabelecido e semelhante ao de outras sociedades. As funções da liderança alternavam nos períodos chuvosos e no tempo da seca, o que lhes exigia leitura política e adaptação.
Em 1999, somavam 1145 indivíduos. Seus costumes são a caça e a coleta e quase nunca tiveram contato com os não índios até 1965, quando os não índios começaram a invadir suas terras para o garimpo e para a extração ilegal de madeira.
Também chamados nambikwara, anusu, anunzê, nanbikuara, nambikuara, nambikwara, nhambikuara ou nhambiquaras.
Seus subgrupos são os nambiquaras do campo (Mato Grosso e Rondônia), nambiquaras do Norte (Mato Grosso e Rondônia), nambiquaras do Sararé (Mato Grosso) e nambiquaras do Sul (Mato Grosso). Sua língua pertence à família nambiquara.
Habitam tanto o cerrado, quanto a floresta amazônica e as áreas de transição entre estes dois ecossistemas. Os nambiquaras ocuparam uma extensa região no passado e se caracterizaram pela mobilidade espacial. Dotados de uma cultura material aparentemente simples e de uma cosmologia e um universo cultural extremamente complexos, os nambiquaras têm preservado sua identidade através de um misto de altivez e abertura ao mundo.