Osvaldo Alves | |
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Mestre Osvaldo Alves, a "Enciclopédia do Jiu-Jitsu". | |
| Nome completo | Osvaldo Alves de Albuquerque |
| Nascimento | 10 de dezembro de 1938 Acre, Brasil |
| Morte | 18 de julho de 2022 (83 anos) Rio de Janeiro, Brasil |
| Outros nomes | Enciclopédia do Jiu-Jitsu |
| Nacionalidade | Brasileiro |
| Residência | Rio de Janeiro |
| Modalidade | Jiu-jítsu brasileiro, Judô |
| Equipe | Academia Osvaldo Alves |
| Graduação | Grão-mestre em jiu-jitsu brasileiro, faixa vermelha 9º grau |
| Atividade | 1944 — 2022 |
| Outras informações | |
| Ocupação | Professor e Mestre de Artes Marciais |
| Universidade | Universidade Gama Filho, [] |
| Alunos notáveis | Rolls Gracie, Paulo Filho, Amaury Bitetti, Antônio Rodrigo Nogueira, Ronaldo Jacaré, Bibiano Fernandes, Carlos Gracie Jr., Luiz Fux, Arthur Virgílio Neto |
| Página oficial | https://www.osvaldoalvesbjj.com.br/ |

Osvaldo Alves de Albuquerque (Osvaldo Alves) (Acre, 10 de dezembro de 1938 — Rio de Janeiro, 18 de julho de 2022) foi um mestre de jiu-jitsu brasileiro, faixa vermelha 9º grau, amplamente considerado a "Enciclopédia do Jiu-Jitsu". Foi um dos principais responsáveis pelo desenvolvimento técnico da arte suave moderna, introduzindo conceitos de judô e luta de solo (ne-waza) aprendidos no Japão, além de ter sido o mentor de lendas como Rolls Gracie e diversos campeões mundiais.
Osvaldo Alves nasceu em 10 de dezembro de 1938, no estado do Acre, na região amazônica do Brasil, mas mudou-se ainda bebê para o Rio de Janeiro. Desde criança, Alves se interessava por super-heróis americanos, especialmente pelo Capitão Marvel, o que despertou seu interesse em artes marciais. Aos seis anos, começou a treinar judô na academia de Fujimata, um ex-campeão japonês, iniciando sua jornada marcante nas artes de combate.

Criado em Copacabana, Alves frequentemente passava em frente à Academia Gracie. Aos sete anos, foi convidado por Reyson Gracie para treinar jiu-jitsu. Logo se tornou amigo próximo de Reyson, passando muito tempo com ele e sua família, construindo uma relação que seria fundamental para sua evolução no esporte.
Alves nunca abandonou o judô, combinando sua prática com o jiu-jitsu. Essa dedicação rendeu-lhe duas medalhas de ouro consecutivas no Pan-Americano de Judô (primeiro em Cuba e depois no Canadá), conquistadas aos 17 anos. Graças a esse sucesso, recebeu uma bolsa de estudos na Universidade Gama Filho para treinar na Tenri University, uma das melhores escolas tradicionais de judô do mundo.
Após cinco anos no Japão, Alves retornou ao Brasil trazendo conhecimentos avançados em ne-waza (luta de chão) e posições que eram pouco exploradas pelos Gracie, como o side control (controle lateral). Ele também desenvolveu técnicas próprias, incluindo diversos tipos de wristlocks (chaves de pulso) e aprimorou os takedowns do jiu-jitsu.
Nos anos 1980, começou a ensinar jiu-jitsu em sua própria residência, em espaço reduzido, mas altamente produtivo. Durante esses treinos, desenvolveu posições como a famosa high guard (guarda alta) e inovou na promoção de dois atletas diretamente de faixa roxa para preta, sem passar pelo marrom: Sérgio Penha e Fredson Paixão, ambos se destacando em competições de alto nível.
Em viagem à Amazônia com Reyson Gracie e Artur Netto, Alves estabeleceu-se em Manaus, criando sua própria academia. Lá, formou lutadores de classe mundial, como Bibiano Fernandes e Fredson Paixão, além de importantes instrutores, incluindo Henrique Machado.
Conhecido como a "Enciclopédia do Jiu-Jitsu", Osvaldo Alves combinava um profundo conhecimento técnico com uma filosofia de ensino que valorizava a técnica sobre a força bruta, focando no raciocínio estratégico do lutador. Sua influência estendeu-se por gerações, sendo mentor ou treinador de figuras centrais da arte suave e das artes marciais mistas, como Rolls Gracie, Paulo Filho, Amaury Bitetti, Antônio Rodrigo Nogueira (Minotauro), Ronaldo Jacaré, Bibiano Fernandes e Carlos Gracie Jr..

Além do âmbito esportivo, Alves formou figuras públicas de destaque, como o ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux, graduado faixa vermelha e branca (8º grau), e o ex-senador Arthur Virgílio Neto, que alcançou a graduação máxima de faixa vermelha (9º grau). Seu legado e influência técnica são preservados por discípulos e lideranças do esporte, como o mestre Orley Lobato e o presidente da Federação de Jiu-Jitsu do Amazonas (FJJAM), Elvys Damasceno.
Alves alcançou o grau de faixa vermelha 9º dan, tornando-se um dos instrutores mais antigos e respeitados do mundo. Foi o único brasileiro convidado a ministrar um seminário no renomado Kodokan, no Japão.
Mestre Osvaldo Alves faleceu em 18 de julho de 2022, aos 83 anos, deixando um legado imensurável no jiu-jitsu mundial, tanto por suas contribuições técnicas quanto pelo impacto direto na formação de atletas e instrutores.