
PDP-11 foi uma série de minicomputadores de 16 bits fabricada pela empresa Digital Equipment Corp. nas décadas de 1970 e 1980. Foi pioneira na interconexão de todos os elementos do sistema — microprocessador, memória RAM e periféricos — a um único barramento de comunicação, bidirecional, assíncrono. Este dispositivo, chamado Unibus permitia aos dispositivos enviar, receber ou trocar dados sem a necessidade de uma passagem intermediária pela memória. A série PDP-11 foi uma das séries de minicomputadores mais vendidas de sua época.
O projeto do PDP-11 inspirou a arquitetura de microprocessadores do final da década de 1970, incluindo o Intel x86 e o Motorola 68000. As características de projeto dos sistemas operacionais do PDP-11 (como o RT-11) e de outros sistemas operacionais da Digital Equipment influenciaram a concepção de sistemas operacionais como o CP/M e, consequentemente, o MS-DOS. A primeira versão do Unix a receber um nome oficial foi executada no PDP-11/20 em 1970. Costuma-se afirmar que a linguagem de programação C tirou proveito de vários recursos de programação de baixo nível específicos do PDP-11, embora isso não tenha ocorrido originalmente por projeto.
A série evoluiu com o avanço da tecnologia, passando de uma UCP constituída de circuitos integrados TTL MSI para microprocessadores, como o LSI-11. As últimas versões, do PDP-11/75 em diante, incorporaram o J-11, com registradores duplicados, três pilhas (stacks) (Usuário, núcleo e Supervisor), memória virtual (22 bits), cache e espaços de memória separados para instruções e dados. Era um chip muito ambicioso para a época, mas que nunca chegou a cumprir as expectativas, devido a problemas de projeto e discussões entre a DEC e a Harris Semiconductor, fabricante dos chips.
Durante a Guerra Fria, a arquitetura da série PDP-11 foi clonada na URSS sem autorização do fabricante. Desta forma, programas desenvolvidos para a série podiam ser executados sem problemas nos clones soviéticos.
O PDP 11 foi o primeiro computador utilizado para investigação em Portugal, que foi para a Universidade de Coimbra em 1974 e que, no início dos anos 80 foi abandonado. O computador possui uma disquete com 246k de memória do tamanho de uma roda de automóvel.
Custou a quantia de 650 mil dólares. A disquete usada no computador podia armazenar uma tese universitária com mil páginas, mas com poucos gráficos e fotografias. No entanto, não tinha capacidade para gravar uma fotografia de alta definição.