Ergue-te | |
|---|---|
| Sigla | E |
| Fundação | 12 de abril de 2000 |
| Dissolução | 12 de junho de 2025 |
| Sede | Lisboa |
| Ideologia | Extremismo de direita Ultranacionalismo português Conservadorismo nacional Conservadorismo social Nativismo Antifeminismo Euroceticismo Anti-imigração |
| Espectro político | extrema-direita |
| Ala de juventude | Juventude Nacionalista |
| Antecessor | Partido Renovador Democrático (PRD) Partido Nacional Renovador (PNR) Movimento de Ação Nacional |
| Afiliação europeia | Aliança dos Movimentos Nacionais Europeus |
| Cores | Preto, Azul e Encarnado |
| Símbolo eleitoral | |
O Ergue-te (E), fundado como Partido Nacional Renovador (PNR), foi um partido político português ultranacionalista de extrema-direita. O seu lema era Nação e Trabalho e um dos seus objetivos consistia na valorização de um espírito nacionalista português. O partido resultava legalmente da alteração de estatutos aprovada na VII Convenção Nacional do antigo Partido Renovador Democrático (PRD) requerida em 17 de Março de 2000 e validada pelo Tribunal Constitucional a 12 de abril de 2000. Esta alteração implicou na mudança de nome, sigla e símbolo do partido para os então adotados pelo PNR. O seu último presidente foi, desde 15 de dezembro de 2024 e até à dissolução do partido, Rui Fonseca e Castro.
A extinção do partido foi anunciada a 12 de junho de 2025 por Rui Fonseca e Castro após o partido ter falhado em apresentar o relatório de contas por 3 anos consecutivos.
A 10 de julho de 2020, com vista a alterar a sua imagem pública e a desfazer equívocos decorrentes da confusão de siglas entre PNR e PDR — o antigo Partido Democrático Republicano, anteriormente designado Alternativa Democrática Nacional —, passou a designar-se Ergue-te, com a sigla E, alteração que foi aceite e registada pelo Tribunal Constitucional na sequência de deliberação tomada pelo Conselho Nacional do PNR a 23 de novembro de 2019.
O partido também era descrito como islamofóbico e foi oposto à adesão de Portugal à NATO.
Por falha na apresentação das contas relativas aos anos 2019, 2020 e 2021, o partido foi extinto a 12 de junho de 2025.
O partido tem sido descrito como islamofóbico e opõe-se à participação de Portugal na NATO. Seu programa para as eleições de 2024 inclui a oposição ao multiculturalismo, restrições à imigração, a alteração da lei de nacionalidade para que se baseie no jus sanguinis, a oposição à eutanásia e ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, e a abolição do direito de greve.
O E esteve envolvido em várias polémicas. Em 2006, envolveram-se na manifestação dos agentes das forças de segurança contra o governo, levando-a quase à suspensão. A notícia do Diário de Notícias sobre participação do então PNR foi a seguinte:
"Foi a confusão total. Já passavam quase 120 minutos da hora marcada para o início do desfile dos agentes das forças de segurança contra a política do Governo quando os organizadores chegaram ao Marquês de Pombal para avisar que, afinal, não ia haver manifestação. Com o argumento de que os agentes da PSP, da GNR, da Polícia Marítima e dos Serviços de Estrangeiros e Fronteiras se recusavam a "desfilar ao lado dos neonazis" (e representantes do Partido Nacional Renovador) que se tinham concentrado naquele local para participar na manifestação. E com receio de que ocorressem conflitos entre os dois lados. A decisão dos organizadores da manifestação — a Comissão Coordenadora Permanente de Sindicatos e Associações das Forças e Serviços de Segurança — enfureceu os agentes das várias forças policiais. Os protestos aumentaram de tom, a confusão gerou-se e, de repente, quando menos se esperava, os elementos das forças de segurança passaram por cima da decisão da organização e começaram a desfilar. A Comissão Coordenadora tinha perdido o controlo da situação. E o desfile fez-se, de facto, até ao Terreiro do Paço, onde está instalado o Ministério da Administração Interna. Aí, os agentes exigiram mudanças do sistema de saúde, na aposentação e melhores condições de trabalho. Os militantes de extrema-direita, após terem tido um palco para falar aos media começaram a dispersar, vendo-se ao longo do desfile um grupo aqui outro acolá. Mas não seguiram a manifestação atrás das forças policiais."
Desde o início do ano de 2006, procurou recrutar jovens estudantes em escolas secundárias e em estabelecimentos do ensino superior. Esta situação despertou mais uma vez a atenção das autoridades, que enviaram um relatório aos ministros da Educação e da Administração Interna. Segundo o relatório, apesar de o então PNR ser um partido legalizado, existe um risco efetivo de transmissão aos jovens de ideias de caráter xenófobo, potenciadoras de violência.
O líder da Juventude confirmou este recrutamento, refutando, no entanto, a transmissão aos jovens de mensagens de natureza criminal ou violenta.
Após a mudança de nome do partido em 2020, a juventude partidária do Ergue-te passou a ser intitulada "Ala dos Namorados", nome inspirado na ala direita do exército português na Batalha de Aljubarrota.
Separar controvérsias numa se(c)ção específica pode não ser a melhor maneira de se estruturar um artigo, pois pode gerar peso indevido para pontos de vista negativos. |
Alguns ex-membros seus foram condenados por discriminação racial e crimes violentos como, entre outros, o assassinato dum dirigente do PSR (José Carvalho) e dum jovem cabo-verdiano (Alcindo Monteiro), depois de terem sido ligados a grupos de extrema-direita armados como a Frente Nacional e os Hammerskin portugueses. No entanto, a forma de atuação destes grupos levou a um afastamento do então PNR em relação aos mesmos.
Em 2007, os Gato Fedorento provocaram o PNR ao publicar um cartaz satírico, na Rotunda do Marquês, ao lado de um cartaz do PNR contra a imigração. O cartaz gerou polémica, incluindo ameaças de nacionalistas aos humoristas portugueses. Apesar do protesto do Bloco de Esquerda favorável à manutenção do cartaz humorístico, o cartaz acabou por ser removido pela Câmara Municipal de Lisboa devido a ser ilegal, tendo sido colocado durante a noite. Entretanto, o PNR colocou um novo cartaz, igual ao original, para substituir o cartaz vandalizado. Os custos foram pagos pelos militantes e, inclusive, fizeram a guarda noturna do cartaz para que não voltasse a ser vandalizado.
| Data | Líder | Cl. | Votos | % | +/- | Mandatos | +/- | Status |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 2002 | António Cruz Rodrigues | 10.º | 4 712 | 0,09 / 100,00 |
0 / 230 |
Extra-parlamentar | ||
| 2005 | José Pinto Coelho | 9.º | 9 374 | 0,16 / 100,00 |
0 / 230 |
|||
| 2009 | 12.º | 11 628 | 0,20 / 100,00 |
0 / 230 |
||||
| 2011 | 10.º | 17 742 | 0,32 / 100,00 |
0 / 230 |
||||
| 2015 | 9.º | 27 269 | 0,50 / 100,00 |
0 / 230 |
||||
| 2019 | 13.º | 17 126 | 0,33 / 100,00 |
0 / 230 |
||||
| 2022 | 19.º | 5 236 | 0,09 / 100,00 |
0 / 230 |
||||
| 2024 | 16.º | 6 034 | 0,09 / 100,00 |
0 / 230 |
||||
| 2025 | Rui Fonseca e Castro | 14.º | 9 190 | 0,15 / 100,00 |
0 / 230 |
| Data | Cabeça de lista | Cl. | Votos | % | +/- | Deputados | +/- |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 2004 | Paulo Rodrigues | 11.º | 8 405 | 0,25 / 100,00 |
0 / 24 |
||
| 2009 | Humberto Nuno de Oliveira | 12.º | 13 214 | 0,37 / 100,00 |
0 / 22 |
||
| 2014 | 12.º | 15 036 | 0,46 / 100,00 |
0 / 21 |
|||
| 2019 | João Patrocínio | 13.º | 16 165 | 0,49 / 100,00 |
0 / 21 |
||
| 2024 | Rui Fonseca e Castro | 11.º | 8 540 | 0,22 / 100,00 |
0 / 21 |
(Resultado que excluem os resultados de coligações envolvendo o partido)
| Data | Cl. | Votos | % | +/- | Presidentes CM | +/- | Vereadores | +/- | Assembleias Municipais |
+/- | Assembleias de Freguesias |
+/- |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 2001 | 16.º | 877 | 0,02 / 100,00 |
0 / 308 |
0 / 2 044 |
0 / 6 876 |
Não concorreu | |||||
| 2005 | 11.º | 1 752 | 0,03 / 100,00 |
0 / 308 |
0 / 2 046 |
Não concorreu | 0 / 34 498 |
|||||
| 2009 | 14.º | 1 202 | 0,02 / 100,00 |
0 / 308 |
0 / 2 078 |
0 / 6 946 |
0 / 34 672 |
|||||
| 2013 | 16.º | 3 002 | 0,06 / 100,00 |
0 / 308 |
0 / 2 086 |
0 / 6 487 |
0 / 27 167 |
|||||
| 2017 | 16.º | 4 740 | 0,09 / 100,00 |
0 / 308 |
0 / 2 074 |
0 / 6 461 |
0 / 27 019 |
|||||
| 2021 | 18.º | 551 | 0,01 / 100,00 |
0 / 308 |
0 / 2 064 |
0 / 6 448 |
0 / 26 790 |
|||||
| Data | Líder | Cl. | Votos | % | +/- | Deputados | +/- | Status | Notas | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 2015 | Álvaro Araújo | 10.º | 1 052 | 0,82 / 100,00 |
0 / 47 |
Extra-parlamentar | ||||
| 2019 | Álvaro Araújo | 17.º | 274 | 0,19 / 100,00 |
0 / 47 |
Extra-parlamentar | ||||
| 2023 | ||||||||||
O protesto tem o nome de 'Islão, aqui, não' e pode ler-se numa publicação do partido feita numa rede social: Na sequência de mais uma vaga de atentados no continente europeu, o PNR realizou neste sábado uma ação de protesto contra a Islamização da Europa (...).
The protest has the name 'Islam, here, no' and a party publication in a social media platform reads: Following another wave of attacks in the European continent, PNR did this Saturday, a protest action against Europe's Islamization (...).