Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado | |
|---|---|
| Sigla | PSTU |
| Número eleitoral | 16 |
| Presidente | Zé Maria |
| Fundação | 5 de julho de 1994 (32 anos) |
| Registro | 19 de dezembro de 1995 (30 anos) |
| Sede | Brasília, DF |
| Ideologia | Trotskismo Morenismo |
| Espectro político | extrema-esquerda |
| Publicação | Opinião Socialista |
| Ala de juventude | Coletivo Rebeldia |
| Antecessor | Convergência Socialista |
| Dividiu-se de | PT |
| Sucessor | MAIS (dissidência) CSOL (dissidência) MTL (dissidência) MRT (dissidência) |
| Membros (2026) | 14.710 filiados |
| País | |
| Afiliação internacional | LIT-QI |
| Governadores (2026) | 0 / 27 |
| Prefeitos (2024) | 0 / 5 569 |
| Senadores (2026) | 0 / 81 |
| Deputados federais (2026) | 0 / 513 |
| Deputados estaduais (2022) | 0 / 1 024 |
| Vereadores (2024) | 0 / 58 026 |
| Cores | Vermelho Amarelo |
| Slogan | “Com os trabalhadores, contra o sistema!” |
| Bandeira do partido | |
| Página oficial | |
| pstu | |
Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) é um partido político brasileiro de extrema-esquerda fundado em 1994 e registrado definitivamente em 1995. Em dezembro de 2025 possuía 14 710 filiados. O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado é uma organização socialista, que reivindica o marxismo revolucionário, baseando-se nas teorias e práticas de Leon Trótski e de Nahuel Moreno.
O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado também é a seção no Brasil da Liga Internacional dos Trabalhadores - Quarta Internacional (LIT-QI), sendo a maior seção dessa organização, que em outros países se articula como partido legalizado ou não, ou como corrente interna de partidos anticapitalistas amplos.
Assim como o Partido Comunista Brasileiro (PCB), o Partido da Causa Operária (PCO), a Unidade Popular (UP) e algumas tendências do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado faz oposição de esquerda aos governos municipais, estaduais (inclusive aqueles governados pelo Partido dos Trabalhadores [PT]) e federal.
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Em abril de 1992, o deputado José Dirceu apresenta, na reunião da Executiva Nacional do PT, uma resolução que foi aprovada, dando prazo de 15 dias para que a Convergência Socialista se adaptasse à nova regulamentação de tendências.
Esta proibia manifestações abertas contra a política da direção majoritária. Afirmava José Dirceu que, para evitar a publicidade de tais manifestações, se deveriam proibir sedes próprias, jornal próprio, finanças próprias, relações internacionais públicas e de partido, pois estas seriam a exteriorização de uma política contrária às resoluções do PT e do seu primeiro Congresso.
Após sair do Partido dos Trabalhadores, em meados de 1992, a Convergência Socialista (CS) deu início à formação de um novo partido, juntamente com outros pequenos grupos de extrema-esquerda que, na época, formavam a chamada Frente Revolucionária (FR), que, além da CS, contava com outras organizações, tais como:
Entre 3 e 5 de julho de 1994 a FR reuniu em um Congresso para fundar o PSTU.
Em julho de 2016, 739 militantes assinaram um manifesto de ruptura com o partido, chamado "Arrancar alegria ao futuro" e, posteriormente, fundaram o Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista (MAIS). Em agosto de 2017, o MAIS oficializou sua entrada como tendência interna no PSOL. A decisão foi tomada no congresso da organização, que aconteceu dos dias 27 a 30 de julho, em São Paulo. Posteriormente o MAIS e outros grupos fundiram-se dando origem a Resistência, corrente interna do PSOL.

Em 2018, no contexto da prisão de Luiz Inácio Lula da Silva, o PSTU tomou posição a favor da prisão do então ex-presidente, julgando ser inaceitável a narrativa petista de que Lula estava sendo preso por conta da seletividade da justiça. O partido não considerou, no entanto, a prisão do ex-presidente como suficiente para o fim da corrupção, defendendo também a prisão de políticos como Aécio Neves, Michel Temer e Eduardo Cunha e de empresários como Joesley Batista e Marcelo Odebrecht. Em 2022, o PSTU viria a apoiar a candidatura de Lula para o segundo turno das eleições.
Em outubro de 2021, o PSTU lançou o "Polo Socialista Revolucionário" (PSR), com a pretensão de unir diferentes organizações de esquerda, movimentos sociais e ativistas para disputar as eleições de 2022 sob a legenda do partido. As filiações se deram por "filiação democrática", em que partidos, organizações e ativistas políticos, sem legenda eleitoral registrada no Tribunal Superior Eleitoral, lançam suas candidaturas sob a legenda de outro, porém, mantendo sua independência política e posicionamentos próprios, a partir de um acordo mútuo. Tal procedimento já havia sido adotado por outros grupos sem registro eleitoral, em eleições anteriores, como a Unidade Popular, por filiação democrática no PSOL. Nessa ocasião, houve um manifesto proposto pelo PSTU e assinado pelos participantes, além de debates posteriores referentes ao programa, propostos pelo próprio PSTU, CST e MRT.
Entre as organizações que compuseram o PSR estavam a Corrente Socialista de Trabalhadoras e Trabalhadores (CST), corrente política fundada em 1992, dentro do Partido dos Trabalhadores, que nas eleições atuava como tendência interna do PSOL, mas apoiou candidaturas do PSTU ao poder executivo e lançou Barbára Sinedino, do estado do Rio de Janeiro, ao Senado Federal pela legenda do PSTU, embora as demais candidaturas ainda tenham sido lançadas pelo PSOL. Também estava o Movimento Revolucionário de Trabalhadores (MRT), que lançou candidatos a deputados federais e estaduais, a corrente Socialismo ou Barbárie (SoB), advinda do PSOL, que lançou candidatura no estado de São Paulo, a corrente Revolução Brasileira, de Nildo Ouriques, também advinda do PSOL, além dos grupos Iniciativa Socialista, Emancipação Socialista, Política Revolucionária, o Petroleiros Socialistas e Plinio de Arruda Sampaio Jr., editor do jornal Contrapoder.
Após as eleições, em dezembro de 2022, o PSTU propôs encerrar o PSR. Discordaram dessa proposta Plínio de Arruda Sampaio Jr., o grupo Petroleiros Socialistas, CST, MRT e a Iniciativa Socialista.
| Data | Filiados | Crescimento anual | |
|---|---|---|---|
| dez./2006 | 13.568 | — | — |
| dez./2007 | 13.332 | -1,7% | |
| dez./2008 | 13.156 | -1,3% | |
| dez./2009 | 11.867 | -11% | |
| dez./2010 | 12.541 | +5,6% | |
| dez./2011 | 13.159 | +4,9% | |
| dez./2012 | 14.177 | +7,7% | |
| dez./2013 | 16.756 | +18% | |
| dez./2014 | 17.141 | +2,3% | |
| dez./2015 | 17.375 | +1,3% | |
| dez./2016 | 17.403 | +0,1% | |
| dez./2017 | 17.177 | -1,3% | |
| dez./2018 | 17.143 | -0,2% | |
| dez./2019 | 15.873 | -8,0% | |
| dez./2020 | 15.858 | -0,1% | |
| dez./2022 | 15.303 | -1,5% | |
| dez./2023 | 14.951 | -2,3% | |
| dez./2024 | 14.922 | -0,1% | |
| dez./2025 | 14.710 | -1,4% | |
| Ano | Imagem | Candidato(a) a Presidente | Candidato(a) a Vice-Presidente | Coligação | Votos | Posição |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1994 | Luiz Inácio Lula da Silva (PT) |
Aloizio Mercadante (PT) |
Frente Brasil Popular pela Cidadania (PT, PSB, PCdoB, PPS, PV e PSTU) |
17.122.127 (27,04%) | 2.ª | |
| 1998 | José Maria de Almeida (PSTU) |
José Galvão de Lima (PSTU) |
Sem coligação | 202.659 (0,30%) | 7.ª | |
| 2002 | José Maria de Almeida (PSTU) |
Dayse Oliveira (PSTU) |
Sem coligação | 402.232 (0,47%) | 5.ª | |
| Segundo turno: apoio crítico ao candidato vitorioso Luiz Inácio Lula da Silva (PT) | ||||||
| 2006 | Heloísa Helena (PSOL) |
César Benjamin (PSOL) |
Frente de Esquerda (PSOL, PCB e PSTU) |
6.575.393 (6,85%) | 3.ª | |
| Segundo turno: voto nulo | ||||||
| 2010 | José Maria de Almeida (PSTU) |
Cláudia Durans (PSTU) |
Sem coligação | 84.609 (0,08%) | 6.ª | |
| Segundo turno: voto nulo | ||||||
| 2014 | José Maria de Almeida (PSTU) |
Cláudia Durans (PSTU) |
Sem coligação | 91.209 (0,09%) | 8.ª | |
| Segundo turno: voto nulo | ||||||
| 2018 | Vera Lúcia Salgado (PSTU) |
Hertz Dias (PSTU) |
Sem coligação | 55.762 (0,05%) | 11.ª | |
| Segundo turno: apoio crítico ao candidato derrotado Fernando Haddad (PT) | ||||||
| 2022 | Vera Lúcia Salgado (PSTU) |
Raquel Tremembé (PSTU) |
Sem coligação | 25.625 (0,02%) | 10.ª | |
| Segundo turno: apoio crítico ao candidato vitorioso Luiz Inácio Lula da Silva (PT) | ||||||
| 2026 | Hertz Dias (PSTU) |
Vanessa Portugal (PSTU) |
Sem coligação | 43.103 (0,04%) | 8.ª | |
| Segundo turno: apoio crítico ao candidato vitorioso Luiz Inácio Lula da Silva (PT) | ||||||