| Informações pessoais | ||
|---|---|---|
| Nome completo | Pak Seung-zin | |
| Data de nascimento | 11 de janeiro de 1941 | |
| Local de nascimento | Wonsan, Coreia Japonesa | |
| Nacionalidade | norte-coreano | |
| Data da morte | 5 de agosto de 2011 (70 anos) | |
| Local da morte | , Coreia do Norte | |
| Altura | 1,61 m | |
| Apelido | Di Stéfano da Ásia | |
| Informações profissionais | ||
| Posição | Atacante | |
| Clubes profissionais | ||
| Anos | Clubes | Jogos e gol(o)s |
| 1965–1974 | Moranbong Sports Group | 271 (789) |
| Seleção nacional | ||
| 1966–1974 | Coreia do Norte | 12 (6) |
Pak Seung-zin (Wonsan, 11 de janeiro de 1941 – 5 de agosto de 2011) - foi um jogador de futebol norte-coreano, que atuava como atacante. É o maior artilheiro de seu país nas Copas do Mundo FIFA, com dois gols, incluindo o primeiro marcado pelos Chollima. Era apelidado de "Di Stéfano da Ásia".
Em clubes, jogou pelo Moranbong SG, onde teria marcado 789 gols em 271 partidas (média de 2.91 por jogo).
Pak Seung-zin fez parte do histórico elenco da Coreia do Norte que disputou a Copa do Mundo de 1966, sendo o capitão da equipe, e marcou dois gols contra Chile (que entrou para a história como o 700.° gol na história da competição) e Portugal. Contra os chilenos, Pak marcou o gol do empate em 1-1 aos 43 minutos do segundo tempo, resultado considerado "desastre nacional" pelo adversário.
Na histórica vitória por 1-0 sobre a Itália, foi dele o cabeceio que repôs a bola ao ataque norte-coreano após uma tentativa de afastamento pela defesa adversária - o colega Pak Doo-ik então dominou e, na corrida, acertou um chute rasteiro. O resultado eliminou precocemente os italianos, favoritos em proporção de mil libras para uma nas casas de apostas britânicas.
Contra os portugueses, nas quartas-de-final, Pak abriu o placar logo no primeiro minuto e aos 25 os asiáticos já venciam por 3-0, mas terminaram derrotados em grande desempenho de Eusébio, autor de quatro gols na vitória lusitana por 5-3. Após o final da participação dos Chollima na Copa do Mundo, surgiram relatos de que o atacante e outros jogadores da seleção foram presos por terem comemorado a vitória sobre a Itália em um bar, situação descrita por oficiais norte-coreanos como "um sinal de decadência burguesa", segundo Kang Chol-hwan, autor do livro The Aquariums of Pyongyang, que teria conhecido Pak no Campo de concentração de Yodok, onde o jogador teria permanecido por 20 anos. No entanto, Pak e os atletas sobreviventes do elenco da Copa do Mundo de 1966 negaram que houve retaliações por parte do governo norte-coreano em entrevista exibida no documentário The Game of Their Lives.
Pak morreu em 5 de agosto de 2011, aos 70 anos.