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Parapartamona é um pequeno gênero de abelhas sem ferrão pertencente à tribo Meliponini, família Apidae. É endêmico dos Andes da Colômbia e do Equador, ocorrendo em altitudes elevadas, geralmente entre 1.400 e 3.400 metros.
O gênero foi descrito por Herbert Ferlando Schwarz em 1948. Algumas classificações o consideram gênero independente, enquanto outras o tratam como subgênero de Partamona.
Parapartamona está filogeneticamente próximo do gênero neotropical Partamona. As espécies apresentam adaptações a ambientes andinos frios, incluindo padrões de coloração com faixas ou manchas amarelas no abdômen.
O gênero compreende cerca de sete espécies válidas, todas restritas aos Andes setentrionais. A taxonomia do grupo ainda apresenta controvérsias, com alguns autores reconhecendo sete espécies e outros agrupando-as em apenas duas.
Parapartamona zonata é a espécie mais estudada do gênero.
As espécies ocorrem exclusivamente nas encostas úmidas dos Andes da Colômbia e do Equador, em altitudes médias a altas. São um dos poucos grupos de meliponíneos adaptados a climas andinos frios.
Estudos recentes sobre Parapartamona zonata na Colômbia (a 2.583 m de altitude) mostraram que as operárias forrageiam por pólen, resina e/ou lama desde o nascer do sol até o pôr do sol, suportando temperaturas ambientais tão baixas quanto 11 °C. A atividade de forrageamento varia ao longo do dia e é influenciada significativamente pela temperatura e pelas condições do céu.
Os ninhos geralmente apresentam um batume denso e contínuo com o substrato (cavidades em barrancos, raízes de árvores, troncos ou construções humanas). A arquitetura interna inclui invólucro, câmara de cria com arranjo espiralado ou em discos de cria verticais e área de armazenamento de alimento. Estudos com tomografia computadorizada revelaram variações na estrutura dos ninhos, sugerindo plasticidade comportamental.
Como polinizadoras nativas da flora andina de altitude, as espécies de Parapartamona contribuem para a manutenção da biodiversidade em ecossistemas montanhosos úmidos.
Devido à distribuição geográfica restrita e à especialização em habitats andinos de altitude, o gênero pode ser vulnerável a mudanças climáticas e fragmentação de habitat.