
A partasana é uma arma de haste de origem italiana, semelhante à alabarda ou à lança língua-de-boi, que terá surgido por volta do século XV.

A partasana é composta por uma haste de madeira comprida, que remata numa ponta de metal comprida, rectilínea, bigume e de folha larga, semelhante à lâmina de uma adaga, com duas aletas afiadas e recurvas de cada lado, chamadas "orelhas".
A partasana é um tipo de lança muito robusta, concebida unicamente como arma de estocada, em combate à queima-roupa, sendo completamente inutilizável como arma de arremesso.
As orelhas são menos grossas do que a lâmina principal e, tendo em conta a curvatura e a posição, lembram um crescente.
A lâmina pode, nalguns exemplares, apresentar uma forma ondulante, a que se dá o nome de «flamejante» e que lembra a lâmina de alguns chanfalhos, como a tarasca.
As variantes mais famosas da partasana são:
Mais pequena do que a maioria das armas de haste, a partasana combinava uma ponta de lança com duas aletas afiadas, à guisa de lâmina de machado, afigurando-se como uma arma cortoperfurante, sem potencial como lança de arremesso.
Terá resultado de uma evolução da lança de língua-de-boi, pelo que foi usada como arma de estocada durante o Renascimento, com o intuito de ser uma versão mais maneirinha e possante do pique. Crê-se, por igual linha de conta, que a partasana terá sido a precursora do espontão.
No entanto, com o passar do tempo, a partasana foi-se mostrando pouco eficiente no campo de batalha, pelo que lentamente se veio a tornar numa arma mormente ornamental, usada em contextos cerimoniais. Com efeito, a partir do segundo quarteirão do século XVI as partasanas vão abandonando o campo de batalha, para se assumirem como armas de guarda ou armas de cerimónia, a título ilustrativo é digno de menção o caso da Guarda Suíça, que ainda hoje conta com esta arma na sua panóplia. Já no século XVII, foi usada por certos oficiais como insígnia de posto, tendo permanecido assim até ao século XIX.
Durante o seu apogeu, entre a segunda metade do século XV e a primeira metade do século XVI, a partasana chegou a ser encarada como uma arma digna da nobreza, tendo sido objecto de estudo em tratados de esgrima italianos do século XV. Em bom rigor, o mestre bolonhês Achille Marozzo, no seu compêndio marcial de 1536, «Opera Nova Called Duello, O Vero Fiore dell'Armi de Singulari Abattimenti Offensivi, & Diffensivi», discorre sobre tácticas de combate com a partasana, quer empunhada com duas mãos, quer empunhada numa só mão, aliada a um escudo de rodela.