Pastos Bons | |
|---|---|
| Hino | |
| Lema | Liberdade |
| Gentílico | pastosbonense |
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| Coordenadas: 6° 36′ 07″ S, 44° 04′ 37″ O | |
| País | Brasil |
| Unidade federativa | Maranhão |
| Municípios limítrofes | Passagem Franca, Nova Iorque, Sucupira do Norte, Paraibano, São João dos Patos |
| Distância até a capital | 550 km |
| Fundação | 1764 (256 anos) |
| Governo | |
| • Prefeito(a) | Enoque Mota (PTB, 2021–2024) |
| Área | |
| • Total | 1 620,196 km² |
| Altitude | 309 m |
| População | |
| • Total (IBGE/2022) | 18 724 hab. |
| Densidade | 11,6 hab./km² |
| Clima | Tropical |
| Fuso horário | Hora de Brasília (UTC−3) |
| CEP | 65870-000 |
| IDH (PNUD/2000) | 0,613 — médio |
| PIB (IBGE/2008) | R$ 51 038,286 mil |
| • Per capita (IBGE/2008) | R$ 2 826,82 |
| Sítio | pastosbons.ma.gov.br (Prefeitura) |
Pastos Bons é um município brasileiro situado no extremo sudeste do estado do Maranhão, Região Nordeste do país. Pertence ao Sertão Maranhense e à microrregião da Chapada do Alto Itapecuru. Dista 550 km da capital, São Luís. Sua população segundo o Censo do IBGE 2022, é de 18.724 habitantes.


Os primeiros moradores da região foram os índios amanajós.
Posteriormente, a região foi ocupada e explorada por criadores de gado, vindos sobretudo da Bahia e também de Pernambuco. Transpondo o rio Parnaíba, fundaram uma vila à qual deram o nome de Pastos Bons, por volta de 1744, no terreno de Olho D‟água do Pinga, onde habitavam os amanajós, que lutaram contra a ocupação.
O famoso sertanista português Domingos Afonso Mafrense (Domingos Sertão), explorando o sertão piauiense, dizimou populações indígenas, construiu fazendas de gado, expandindo a pecuária da região e ocupando extensas terras. Essa corrente povoadora atravessou o rio Parnaíba até alcançar a região de Pastos Bons.
A denominação Pastos-Bons se estendeu a toda região ao Norte até São José dos Matões e a Oeste até o Tocantins e além - Para o Sul até ás cabeceiras do Paratinga (Manoel Alves Grande) e as do Parnaíba. Diz Carlota Carvalhoː
“Pastos-Bons foi então uma denominação regional geral, dada pelos ocupantes à imensa extensão de campos abertos para o Ocidente, em uma sucessão pasmosa em que ao bom sucedia o melhor”.
Após o povoamento do alto sertão, com sub-denominações locais, somente o ponto inicial das entradas ficou sendo chamado de Pastos-Bons.
Entre 1743 e 1747, foi criada a Freguesia de São Bento das Balsas de Pastos Bons. Em 1764, foi edificada uma igreja.
Por meio da Carta Régia de 28 de julho de 1770, Pastos Bons é elevada à categoria de Vila.
Pouco depois da proclamação da Independência, seus habitantes se manifestaram contrários à autoridade do Imperador Pedro I, tentando criar a República de Pastos Bons, que chegou a ter inclusive carta constitucional e bandeira, mas teve curta duração.
Pastos Bons perdeu o status de vila e foi anexado ao município de Caxias em 1811, recuperando sua autonomia política por alvará de 29 de janeiro de 1820. Extinta em 1870, a vila foi reinstalada pelas leis provinciais nº 575, de 11 de julho de 1860 e nº 1206, de 9 de março de 1880, desmembrado de Mirador.
A partir do século XIX, perdeu parte de seu território para a constituição de Mirador (1870), Loreto (1873), Nova Iorque (1890), Alto Parnaíba (1881) e Benedito Leite (1919).