Paulista Futebol Clube

 Nota: Este artigo é sobre o clube de Jundiaí. Para o clube de Araraquara, veja Paulista Futebol Clube (Araraquara).
Paulista
NomePaulista Futebol Clube
AlcunhasGalo da Japi
Tricolor Jundiaiense
Galo Jundiaiense
Mascotegalo
Principal rivalPonte Preta
XV de Piracicaba
Red Bull Bragantino
Ituano
Fundação17 de maio de 1909 (117 anos)
EstádioJayme Cintra
Capacidade13.905 espectadores
LocalizaçãoJundiaí, São Paulo, Brasil
PresidenteRaphael Donadell
Treinador(a)Ricardo Costa
Patrocinador(a)Boa Supermercados
Material (d)esportivoJunpe Sports
CompetiçãoPaulistão - Série A3
Copa Paulista
Websitepaulistadejundiai.com.br
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time
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Uniforme
alternativo

O Paulista Futebol Clube, mais conhecido como Paulista de Jundiaí é uma agremiação esportiva sediada em Jundiaí, no estado de São Paulo. Foi fundado em 17 de maio de 1909 e suas cores são vermelho, preto e branco.

O clube tem como seus principais títulos o da Copa do Brasil, na edição de 2005, da Série C, em 2001, além de um tricampeonato da Copa Paulista em 1999, 2010 e 2011.

História

Primeira partida do Jundiahy Foot Ball Club, diante da Associação Athlética União da Lapa, em 23 de junho de 1903. Foto publicada no Jornal A Gazeta Esportiva, em 18 de agosto de 1944 e reproduzida no livro Jundiahy Foot Ball Club ou Paulista FC, de Cláudio Lucato.

A história do Paulista Futebol Clube começa a ser escrita com a fundação do Jundiahy Foot Ball Club, em 1903, por diversos funcionários da então Companhia Paulista de Estradas de Ferro, a Cia. Paulista, especialmente ingleses, escoceses e seus descendentes, que haviam chegado à Jundiaí nos anos 1890 para a implementação dos escritórios e oficinas da ferrovia - a qual acabara de deixar Campinas, acamada com uma epidemia de febre amarela.

O precursor do Paulista Foot Ball Club utilizava um terreno próximo ao Complexo da Ferrovia, no Bairro da Barreira (atual Vila Rio Branco ou Vila Liberdade) para realizar as partidas, de cariz social e recreativo para o futebol entre os trabalhadores da Cia. Paulista.

Após cinco anos de atividades, o Jundiahy Foot Ball Club foi extinto por conta do falecimento do seu fundador.

Então, em 17 de maio de 1909, funcionários da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, simpatizantes e jogadores do antigo Jundiahy Foot Ball Club decidem refundar, "em frente á Locomotiva nº 34, estacionada no pátio de manobras, perto da fundição, o Paulista Foot Ball Club" (LUCATO, 2000), agora em homenagem à empresa que sempre prestigiava os eventos do antigo clube.

Era amadora e primeiros títulos

Nos primeiros anos de fundação, o clube seguia com o propósito de servir aos associados e às disputas internas do esporte bretão.

Em 1919, o Paulista se filia à Associação Paulista de Esportes Atléticos (APEA) e disputa, pela primeira vez, o Campeonato Paulista do Interior. À época, havia uma divisão entre a capital e o interior do estado de São Paulo, já que os paulistanos disputavam o Campeonato Paulista - e não havia confronto entre as equipes vencedoras dos dois torneios.

O primeiro título: Campeonato Paulista do Interior de 1919

E logo em sua estreia, o Paulista se sagra campeão da competição goleando o XV de Piracicaba por 5x1, em partida disputada no Estádio da Ponte Grande, de propriedade do Sport Club Corinthians Paulista, em São Paulo. O Paulista entrou em campo com Bruno; Lilo e Paulino; Bertolini, Rosa e Tatu; Batata, Miguel, Camargo, Minguta e Lamaneres, enquanto a equipe piracicabana atuou com Carrara; Schimidt e Achiles; Chico Pousa, Carmo e Nardini; Falchi, Pio, Pereira, Barrento e Foguinho.[carece de fontes]?

Clássico contra o Corinthians Jundiaiense

Além do título, cujas finais foram em 1920 mas referente ao Campeonato Paulista do Interior de 1919, um dos grandes destaques da campanha foi o confronto entre Paulista Futebol Clube e Corinthians Jundiaiense, que movimentou Jundiaí ainda na primeira fase do torneio. A Associação Paulista de Esportes Atléticos. (APEA) dividia o estado de São Paulo em cinco zonas, às quais apenas o campeão disputaria as semifinais da competição (Paulista FC, Comercial de Ribeirão Preto, XV de Piracicaba, Atlético Santista e Caçapavense foram à fase final). Paulista e Corinthians Jundiaiense (que viria a ser o campeão) disputavam a Zona Paulista, e protagonizaram o clássico local em 14 de março de 1920, na abertura do torneio, e no recém-inaugurado estádio do rival, localizado na Vila Arens. O resgate histórico realizado na publicação, com relatos de jornais da época, explicita a tensão e o clamor da cidade antes e durante a partida, com discussões acaloradas entre crianças, fogos e briga entre jogadores dos dois times antes e após o confronto.

Bicampeonato do interior e o convite à Primeira Divisão

Entre 1919 e 1933, além da APEA, o Galo foi filiado à Liga dos Amadores de Futebol (LAF). Com dois títulos do interior (1919 e 1921), o Paulista faz história e é convidado a participar do Campeonato Paulista de Futebol de 1926, organizado pela Liga dos Amadores de Futebol, se tornando o segundo clube do interior do Estado a disputar a Primeira Divisão Paulista. O primeiro havia sido o Hydecroft Foot-Ball Club, coincidentemente também de Jundiaí, que disputara o Paulistão de 1914. O Galo jogou 14 partidas no torneio e conquistou apenas duas vitórias, além de quatro empates e oito derrotas, terminando a competição em 7º lugar.

Campeonato Amador de Jundiai: quase 60 anos depois, ainda o maior campeão

Além de traçar voos altos buscando protagonismo no Estado de São Paulo, o Paulista também jogava o Campeonato Jundiaiense de Futebol Amador. E conquistou 11 títulos entre a década de 1930 e 1960: 1930, 1931, 1932, 1936, 1939, 1940, 1941, 1942, 1947, 1966 e 1967. Até hoje, o Galo é o maior campeão do torneio, mesmo quase 60 anos do último título.

Profissionalismo e acessos à 1ª Divisão

Em 1941, a Federação Paulista de Futebol (FPF) é fundada, na qual o Paulista FC se filia. Já em 1948, a segunda divisão estadual (atual Série A2) é criada com objetivo de organizar o acesso à 1ª Divisão.

1968: primeiro acesso e título invicto

Desde a fundação da FPF e da então Segunda Divisão, o Galo de Jundiaí não deixou de disputar nenhuma vez os torneios de acesso ao primeiro escalão do futebol paulista. Com campanhas alternadas entre os anos, que contrastavam com a construção do Estádio Dr. Jayme Cintra (inaugurado em 1957) o tricolor cresceu ano a ano até conquistar, em 1968, 16 longos anos após a criação do torneio, o primeiro acesso à Primeira Divisão Profissional. Essa persistência é destacada por Fernando Soléra no disco de vinil que a Rádio Bandeirantes produziu, publicou e vendeu em homenagem à vaga conquistada pelo Paulista em 1968. À época, a emissora transmitia algumas partidas das divisões menores e eternizou a voz do título em um produto que traz gravações da campanha histórica: O CANTO DO GALO: Paulista, campeão de 1968

Capa do LP O CANTO DO GALO: Paulista, campeão de 1968.

"Na verdade, Jundiaí nunca desacreditou do triunfo que o futuro lhe reservava. Em 1957, esteve com um pé na divisão principal. Perdeu. Soube perder. Voltou a se reexaminar, colheu do insucesso os frutos positivos que ele pode oferecer e reforçado de seus propósitos, atirou-se novamente à luta. Nestes últimos anos, Jundiaí intensificou sua condição de campeão. Na verdade, começou a ser campeão a cada ano, à medida que os torneios finais iam sendo disputados. Até que chegou 1968! E chegou a hora do Paulista! A hora da gente de Jundiaí explodir no triunfo que tanto aguardava!

Foram 10 vitórias, 9 empates e nenhuma derrota. Invicta, a campanha para ninguém botar defeito foi mais do que suficiente para superar Ponte Preta, União Barbarense, Taubaté, Bragantino, Esportiva, Nacional e Saad na primeira fase, e depois terminar em primeiro lugar o hexagonal final do torneio, disputando com Francana, Ferroviário, Ponte Preta, Bragantino e Barretos. Foi em cima do clube da terra do rodeio que, na última rodada, o Galo bateu por 3 a 0 no que ficou conhecido como jogo do acesso. A história do acesso está imortalizada, além do LP da Rádio Bandeirantes, no livro 1968: o ano em que o Galo cantou!, o qual conta com detalhes as partidas do torneio.

Antes do acesso, o clube iniciou uma venda de cadeiras cativas para financiar o aumento do Estádio Dr. Jayme Cintra de 20 mil para 50 mil lugares, mas a obra não aconteceu.

Pelé em Jundiaí: o jogo que toda a cidade estava presente

Pelé atuando em 1969 no Estádio Dr Jayme Cintra, em Jundiaí, contra o Paulista Futebol Clube

Pelé jogou duas vezes em Jayme Cintra, mas nunca marcou gol em Jundiaí. O primeiro confronto contra o Santos, entretanto, foi um marco na história da cidade: 22.540 mil pessoas (incluindo 4.175 menores de idade) lotaram completamente o estádio naquele 2 de março de 1969, apenas três meses depois do acesso. Zuza; Luisinho, Jurandir, Waldir e Nonô (Baitu); Foguinho e Ulisses; Mazzola (Tota), Raimundinho, Nilo e Zé Luiz foram os jogadores que atuaram pelo Tricolor sob o comando do técnico Alfredo Sampaio, enquanto a equipe da baixada santista entre em campo com Cláudio; Carlos Alberto, Ramos Delgado, Joel Camargo e Rildo; Clodoaldo e Lima (Negreiros); Manoel Maria, Toninho, Pelé e Edu. O técnico era Antoninho. Gols: Nilo (Paulista, 28’/1º), Toninho (Santos, 34’/2º) e Edu (Santos, 37’/2º). Foram 7 vitórias, 4 empates e 15 derrotas no ano de estreia, terminando a competição com 18 pontos e a pior campanha. Entretanto, não houve rebaixamento no ano.

10 anos de Campeonato Paulista e a luta pela permanência

Entre 1970 e 1974, o Campeonato Paulista era dividido em duas fases: a primeira, sem os quatro grandes do estado (Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo), onde só as equipes menores do interior ou da capital disputavam, e a segunda, quando juntavam todos os clubes "aptos" a participar do torneio. Os times de piores campanhas na primeira fase eram rebaixados à Divisão de Acesso. Já de 1975 a 1978, a competição foi realizada em pequenos grupos onde uma classificação final determinaria os clubes que jogariam o mata mata ou se a posição culminaria no rebaixamento. E foram 10 anos do Paulista até o descenso, em 1978, acontecer após uma boa campanha no primeiro turno.

CAMPANHAS NA 1ª DIVISÃO DE SÃO PAULO ENTRE 1968 E 1978
ANO 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978
Posição Final 14º - 11º 15º - - 18º 16º 13º 19º
Participantes 14 - 12 18 - - 19 18 19 20

6 anos e o novo acesso em 1984

Seis anos após a queda, o Galo voltava à primeira divisão com o vice-campeonato na divisão de acesso de 1984, com direito a lotar o então Parque Antártica na partida decisiva para a vaga, que terminou com a vitória do Paulista o VOCEM, de Assis, por 7–1. Porém, em 1986, o clube foi rebaixado outra vez à 2ª divisão e, em crise financeira, desce pela primeira vez à Série A3 em 1993.

Parcerias, mudanças de nome e as novas identidades polêmicas

Lousano Paulista

Mas em 1995, a história muda. O Paulista Futebol Clube se torna clube-empresa e abre as portas para co-gestões do futebol. Segundo a Federação Paulista de Futebol (FPF), o Galo foi um dos primeiros clubes do país a adotar esse modelo, que inicialmente foi capitaneado pela Lousano, uma empresa de fios e cabos elétricos (a qual havia patrocinado o Santos em 1994). Em troca da identidade, recebeu investimento alto no futebol.

Com o novo nome, o Tricolor faz barulho no cenário brasileiro ao anunciar a contratação de dois ícones dos times grandes de São Paulo: Toninho Cerezo e Casagrande. E dá certo. Ainda no primeiro ano da parceria, o Paulista conquista, mesmo sem ser campeão, o acesso da Série A-3 à Série A-2 em 1995. Com foco nas categorias de base, o projeto tem seu auge em 1997, quando o Galo conquista o inédito título da Copa São Paulo de Futebol Júnior, vencendo o Corinthians na grande decisão, realizada no estádio do Canindé. Em 1998, entretanto, a parceria é desfeita.

Era Parmalat

A polêmica nova mudança de nome para Etti Jundiaí

Logo depois de anunciar o fim de uma parceria, o clube acerta com uma nova gestora: a Parmalat, que faz alterar o nome do clube radicalmente para Etti Jundiaí, à revelia dos torcedores que não gostaram da mudança. Segundo a empresa a troca foi necessária por que uma das concorrentes da produtora de laticínios à época era a Leite Paulista, de mesmo nome do clube. A parceria, entretanto, prometia tantos investimentos quanto os realizados pela Lousano ou pela própria Parmalat em outras equipes, como o Palmeiras e o Juventude.

Apesar de um título, o quase

E os resultados não demoraram a acontecer. Já em 1999, o clube sagrou-se campeão da Copa Estado de São Paulo, que atualmente leva o nome de Copa Paulista. Em 2000, o clube monta um time forte para a disputa da Série A2 e chega à decisão, mas acaba perdendo o acesso para o São Caetano - numa partida terminada em 1 a 0 para o adversário, em Jundiaí, com gol de bicicleta de Túlio Maravilha. No mesmo ano, a equipe também bate na trave no módulo verde e branco da Copa João Havelange: com ótima campanha na primeira e na segunda fase do torneio, é derrotado - novamente em casa - pelo Malutrom na terceira fase da competição, e perde a chance de disputar a vaga no mata-mata do Campeonato Brasileiro.

Em 2001, entretanto, todo o sofrimento da torcida com os dois quase se tornam glória com o título da Série A2 do Campeonato Paulista e com o título da Série C do Campeonato Brasileiro. No mesmo ano, o Galo volta ao principal torneio do estado de São Paulo depois de 15 anos e garante vaga no nível mais alto nacionalmente que o clube já havia chegado até então.

O fim também é um início: plebiscito e o retorno às origens e à identidade jundiaiense

Em 2002, por conta de gestões fraudulentas na sede da empresa na Itália, a Parmalat retira todos os investimentos do futebol e, de uma hora para outra, o clube começa a tocar a vida sem parceiros pela primeira vez em quase uma década. Ainda em 2002, o clube começa a jogar como Jundiaí Futebol Limitada (Jundiaí F.L) após o encerramento das atividades da Parmalat. Após 12 anos de mudanças de nome, o clube realiza um plebiscito em Jundiaí questionando qual o nome que a sociedade jundiaiense queria que o clube tivesse dali em diante. Paulista Futebol Clube ganha com ampla maioria e o Galo volta a respeitar suas origens.

Em campo, o retorno do quase

Durante o imbróglio com a Parmalat, o Paulista joga o Torneio Rio-São Paulo de 2002 e quase se classifica para a fase final da competição. Nela, houve vitórias contra Fluminense (3–0) e Santos (1–2) e os empates contra Corinthians (2–2), São Paulo (3–3) e Palmeiras (1x1), todas equipes que jogavam o Campeonato Brasileiro.

Ainda em 2002 - e jogando como Jundiaí FL mesmo após o plebiscito - o Paulista também faz uma campanha excelente na Série B. Termina em 7º na primeira fase e disputa as quartas de final contra o Sport Recife, o qual elimina na Ilha do Retiro (1–2) e se credencia a brigar pelo acesso ao Brasileirão pela primeira vez em sua história. A empolgação, entretanto, dá lugar a um dos maiores vexames da história do clube: com estádio novamente lotado, em Jundiaí, o Galo leva 6 a 1 do Fortaleza e dá adeus ao sonho do primeiro escalão do futebol brasileiro. Ainda que a resposta tenha sido um empate no confronto de volta, em 2–2, a sensação de quase voltou a pairar em Jundiaí.

A era de ouro do Paulista Futebol Clube

O vice-campeonato Paulista de 2004

Após disputar as competições regionais e nacionais em 2002 e 2003, apesar da má campanha no estadual, o Galo chega a 2004 mais maduro e preparado para tentar voos mais altos. Sob o comando do técnico Zetti, termina em segundo lugar do grupo B na fase de classificação (com direito a uma vitória espetacular por 4 a 0 contra o Santos, que seria campeão brasileiro no fim do ano.

Nas quartas de final, um confronto épico contra seu maior rival - a Ponte Preta - termina com vitória por 4 a 3 na prorrogação após tomar dois a zero ainda no primeiro tempo. Nas semifinais, elimina o Palmeiras nos pênaltis após dois empates (1–1 em São Paulo e 3–3 em Araras, local da segunda partida). Já na decisão, a segunda "final caipira" do Paulistão, acaba derrotado nos dois jogos para o São Caetano (3–1 e 2–0) e fica com um importante Vice-campeonato Paulista de 2004

Desafiador de gigantes e a grande glória: a conquista da Copa do Brasil de 2005

Em 2005, o clube atinge a sua fama em nível nacional conquistando a Copa do Brasil, derrotando apenas adversários da 1ª divisão, sendo esse, seu título mais importante no futebol. O jovem time, que tinha Márcio Mossoró, Dema, Réver e Rafael Bracalli como destaques bateu Juventude, Botafogo, Internacional, Figueirense, Cruzeiro e Fluminense, com direito a classificações e partidas épicas desde a primeira fase do torneio.

Foram 14 gols marcados e 10 sofridos em 12 partidas no torneio. O título virou, inclusive, um livro: Eterna Conquista, lançado pelo técnico Vágner Mancini em 2016, que conta os bastidores mais importantes daquela campanha, como a virada histórica contra o Cruzeiro na semifinal da competição e a forma de cuidar do gramado do Estádio Dr. Jayme Cintra antes e durante os confrontos.

A histórica Libertadores, o River Plate e o fio de distância para a Série A

Em 2006, o Paulista disputou o 1º torneio internacional de sua história, a Copa Libertadores da América de 2006. Ainda que não tenha passado da primeira fase do torneio, não perdeu jogando em casa e ficou a dois pontos de se classificar num grupo que tinha o poderoso River Plate, da Argentina, e o semifinalista Libertad, do Paraguai, além do El Nacional, do Equador.

A partida contra o River Plate, em Jundiaí, é um capítulo à parte na história do Galo. Numa noite fria do outono paulista, mais de 9 mil pessoas foram ao Estádio Dr. Jayme Cintra para o confronto, que terminou em 2 a 1 para a equipe brasileira. Amaral, numa bomba de fora da área, e Jailson, após cruzamento de Lucas, marcaram os gols do Tricolor.

No Campeonato Brasileiro da Série B, o time quase subiu para a Série A nacional, porém ficou na 5ª colocação empatado com o América de Natal em número de pontos, mas perdendo no número de vitórias. Já no dia 17 de novembro, o Paulista aplicou impiedosos 9–0 na equipe do Paysandu, do Pará.

Campus Pelé: do sonho ao fracasso e o início das quedas

Em 2007, o Paulista assinou um acordo para iniciar o projeto denominado Campus Pelé - que seria um fundo de investimento com sede em Luxemburgo e traria R$ 50 milhões em investimentos e formação de atletas brasileiros no clube. Já com o projeto em andamento e uma das maiores folhas, o clube não foi bem na Série B daquele ano e acabou rebaixado para a Série C junto com Santa Cruz, Remo e Ituano.

Em 2009, o clube foi vice-campeão da Copa Paulista. No ano seguinte, em 2010, o Paulista chegou novamente à final e conquistou o título da competição, que também permitiu que o clube voltasse a disputar a Copa do Brasil em 2011, ano em que a equipe quase chegou a voltar a disputar o Campeonato Brasileiro. Como resultado, a equipe disputou e foi campeã da Copa Paulista. Mas o projeto acabou, e o Galo mais uma vez se viu com poucos recursos e uma dívida alta para tocar o clube.

Em 2013, em meio a participações razoáveis no Campeonato Paulista, o clube assinou outro acordo – agora para pagamento das dívidas: um condomínio de credores, – aliado à 2ª Vara Trabalhista de Jundiaí, que permitiu à Justiça bloquear R$ 1 milhão das cotas oriundas da Federação Paulista de Futebol pela participação nos estaduais da entidade. Porém, no ano seguinte (2014), o Galo fez má campanha, que culminou no rebaixamento para série A2 do Campeonato Paulista depois 14 edições na série principal, e as dívidas explodiram.

Os rebaixamentos em série

Em crise e rebaixado à Série A2, o clube tenta um novo projeto de investimento: O Novo Paulista, trazendo dirigentes da época de ouro de volta ao clube após 4 anos e buscando a estruturação no marketing para quitar as dívidas de R$ 27 milhões à época. Apesar de esforços de alguns lados, o projeto fracassa e, em 2016, o clube é rebaixado mais uma vez –agora à Série A3 do Campeonato Paulista. E em 2017, após outra má campanha, é rebaixado pela primeira vez à Segunda Divisão do Campeonato Paulista (equivalente a quarta divisão do futebol estadual à época.

No ano de 2019, o Paulista de Jundiaí fez uma nova parceria, desta vez com as empresas Kah Sports e Fut-Talentos. Com o melhor aproveitamento da competição, sagrou-se campeão dentro de seus domínios contra a equipe do Marília Atlético Clube, mas em 2020 foi rebaixado novamente para a Segunda Divisão do Campeonato Paulista.

As negociações com a empresa de bebidas austríaca (RedBull Paulista)

Em março de 2019, o então presidente José "Pepe" Verdugo Diaz admitiu conversas com a empresa de bebidas RedBull visando uma parceria para o Futebol. A proposta que foi colocada à mesa era a junção do Paulista Futebol Clube, que entraria com a cidade de Jundiaí, a torcida e o Estádio Dr. Jayme Cintra, o Oeste de Itápolis, que entraria com a vaga na Série B do Campeonato Brasileiro, e a RedBull, representada pelo RedBull Brasil, que faria os aportes financeiros necessários.

Devido a grande rejeição da torcida, preocupada que a história fosse apagada com o modelo a ser implementado (que, caso seguisse o que houve nas demais agremiações da RedBull no futebol mundo afora, aconteceria), o acordo não foi firmado e a empresa de energéticos fez a compra, em definitivo, do Clube Atlético Bragantino.

Um passo atrás para dois à frente: o rebaixamento à 5º divisão e volta pra A3 em 6 meses

Em 2023 o Paulista acabou fazendo uma campanha ruim no Campeonato Paulista da Segunda Divisão e foi rebaixado para a Quinta Divisão que foi criada em 2024. Já em seu primeiro ano de disputa da competição, o Galo sagrou-se campeão da competição e conquistou o acesso para disputar o Campeonato Paulista de Futebol - Série A4 no ano de 2025. Menos de sete meses após o título, o clube jundiaiense subiu na Série A4 para a Série A3 com o vice-campeonato. Nas quartas de final, eliminou o Joseense, e nas semifinais, eliminou o Nacional, garantindo o acesso para a Série A3 de 2026. Ao terminar a primeira fase em 5º lugar, o Paulista também se classificou à Copa Paulista após nove temporadas.

Transformação em Sociedade Anônima do Futebol

Em dezembro de 2022, um ano após a promulgação da Lei 14.193, que determinava sobre a criação das Sociedades Anônimas do Futebol (SAF), um novo modelo de empresa criada exclusivamente para a prática do futebol, o Conselho de Administração do Paulista votou por unanimidade a transformação do clube em SAF. Após quase quatro anos de conversas com investidores e planos que não vingaram, o clube anunciou em 1º de julho de 2026 a entrada da EXA Capital, de Pedro Mesquita, como gestora da SAF do clube.

Nomes

Nome Anos
Jundiahy Foot Ball Club
1903–1908
Paulista Futebol Clube
1909–1990
Lousano Paulista Futebol Clube
1990–1998
Etti Jundiaí Futebol
1998–2002
Jundiaí Futebol Limitada
2002
Paulista Futebol Clube
2002–presente

Escudos

Em toda a sua história, o Paulista teve diversos escudos que contrastavam com a respectiva época de utilização. Nos primeiros anos de história, o Galo utilizou modelos em preto e branco, uma vez que a coloração era muito difícil à época. Modelos garrafais, lembrando a grafia da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, também fizeram parte da história do Tricolor da Serra do Japy. Até o escudo do São Paulo FC influenciou dois dos escudos do Paulista, porém ainda na primeira metade do Século XX.

O escudo como concebemos é uma releitura do símbolo utilizado no primeiro acesso do clube à Primeira Divisão, em 1968. Após o plesbicito que devolveu o nome original do clube, o símbolo foi repaginado incluindo o nome da cidade de Jundiaí em uma faixa na parte de baixo. A última grande alteração foi realizada em 2005, com a inclusão da estrela dourada que simboliza a conquista da Copa do Brasil naquele ano. Em 2009, o clube também fez um desenho em homenagem aos 100 anos de fundação.

Rivais

As rivalidades do Paulista foram mudando ao longo do tempo, mas - até pela fundação interligada - o maior deles sempre foi a Ponte Preta. Hoje considerado parceiro nas torcidas, o Guarani também foi um grande rival nos anos 1980, assim como o Bragantino - muitas vezes seja maior do que com a Macaca de Campinas e também pelo XV de Piracicaba - contra quem, em 1920, o Galo conquistou seu primeiro título. Outro rival é o Ituano, com quem protagoniza o clássico Briga de Galo.

Títulos

Profissionais
Nacionais
Competição Títulos Temporadas
Copa do Brasil 1 2005
Campeonato Brasileiro - Série C 1 2001
Estaduais
Competição Títulos Temporadas
Copa Paulista 3 1999, 2010 e 2011
Torneio Incentivo 1 1978
Campeonato Paulista - Série A2 4 1919, 1921, 1968 e 2001
Campeonato Paulista - Série A4 1 2019
Campeonato Paulista - 2ª Divisão 1 2024

Estádios

Busto do Dr. Jayme Pinheiro de Ulhôa Cintra localizado no Complexo Fepasa em Jundiaí

Em sua centenária história, o Paulista Futebol Clube atuou em três locais.

Com capacidade para 13.905 pessoas, o Estádio Doutor Jayme Cintra foi inaugurado em 30 de maio de 1957, num jogo amistoso contra o Palmeiras, no qual venceu por 3–1. O primeiro gol do estádio foi marcado pelo atacante Belmiro, do time da casa. Seu nome é oriundo do ex-presidente da extinta Companhia Paulista de Estradas de Ferro e um dos principais responsáveis pela construção e iluminação do estádio.

Paulista 0–0 Audax em 18 de janeiro de 2014 pela Série A1

Presidentes

Período Presidente Ref.
1909/1914 John Lewis Jones
1914/1918 Tibúrcio Estevam de Siqueira
1919/1920 Manoel Aníbal Marcondes
1921 Osório Alves Cardoso
1922/1924 José Adrião Cassalho Jr.
1925/1926 Tibúrcio Estevam de Siqueira (2)
1927/1929 Dr. Benedito de Godoy Ferraz
1930 Sebastião de Godoy Ferraz
1931 Miguel Basile
1931 Carlos Cordtz
1931/1932 Miguel Basile (2)
1932 José Vitorino Ferreira Filho
1933 Miguel Basile (3)
1934 Tibúrcio Estevam da Siqueira
1935/1938 Dr. Clóvis de Sá e Benevides
1938 Gothardo Simões
1939 Sidney John Normanton
1940 Waldemar de Almeida Ramos
1941 José Lamaneres de Oliveira
1942 Ten. Miguel Pinto
1943 Miguel Basile (4)
1944 Sidney John Normanton (2)
1945 Joaquim Cândido Leite Chaves
1945/1946 John Normanton Jr.
1947/1948 Felipe Elias
1949 Sebastião de Godoy Ferraz
1950 José Spinelli
1951 Paulo Pinto
1951/1952 José Spinelli (2)
1952/1953 Odil Campos de Sáes
1953/1954 Dr. Armando Guerrazi
1954 Odil Campos de Sáes (2)
1955/1956 Dr. José de Godoy Ferraz
1957 Hassib Curi
1957 Roberto Picchi
1958 Bento Figueiredo
1959 Hassib Curi (2)
1959 Paulo Mário de Souza
1960/1961 Bento Figueiredo
1961 Hermógenes Bisquolo
1962 José de Morais Campos
1963 Otávio Sanguini
1963 Dr. Célio Ciari
1963 Triunvinato: Mário Pinheiro, Luiz Geraldo Basile de Lacerda e Paulo Ferraz dos Reis
1963 Joaquim da Silva Rocha
1964 Omair Zonignani
1965/1966 Lázaro de Almeida
1967/1968 Roberto Picchi (2)
1968/1969 Vanderlei Pires
1969 Triunvinato: Mário Pinheiro (2), Luiz Geraldo Basile de Lacerda (2) e Paulo Ferraz dos Reis (2)
1969/1971 Mário Pinheiro (3)
1971 Paulo Ferraz dos Reis (3)
1972/1973 Jayro Maltoni
1973 Roberto Leoni
1974/1975 Wanderley Pires
1976 Décio D'Angieri
1977 Wanderley Pires (2)
1977/1979 Íbis Cruz
1979 Wanderley Pires (3)
1980 Luís Burkarte Filho
1980/1986 José Pfulg
1987 Nélson de Salvi
1988 Egydio Passarin
1989/1990 Sérgio de Mello Tavares
1991/1992 Álvaro Costa
1993/1994 José Verdugo Díaz
1995 Douglas Rancoletta
1995/1998 Pascoal Grassioto
1998 Antonio Monteiro
1998/2010 Eduardo Palhares
2010/2016 Djair Bocanella
2016 José Verdugo Diaz (2)
2017/2018 José Verdugo Diaz (3) (eleito)
2019/2020 Rogério Levada (eleito)
2020 Rodrigo Alves (entrada após renúncia do presidente anterior)
2021/2024 Rodrigo Alves (eleito)
2025/2028 Raphael Donadell (aclamação)

Conselho de Administração

Art. 29º – A Assembleia Geral reunir-se-á:

A – Ordinariamente, a cada quatro anos, no mês de agosto, exclusivamente para eleger os membros do Conselho de Administração e seus suplentes;

Art. 50º

A Mesa Diretora do Conselho de Administração será constituída por um Presidente, um Vice-Presidente, um Primeiro Secretário e um Segundo Secretário, eleitos pelo próprio Conselho de Administração, em sua primeira reunião, vigorando os mandatos por 4 (quatro) anos, vedada mais de uma reeleição consecutiva.

Gestão Data da Eleição Presidente Data Exata do Mandato Motivo da Entrada Ref
2026-2030 31/08/2026 TBD Eleito
2023-2026 - Fábio Alexandre Godinho 07/11/2023 até hoje Recomposição após renúncia
2022-2026 - Juarez Roque Aizza 20/09/2023 a 07/11/2023 Renúncia presidente anterior
2022-2026 29/08/2022 Marcelo Cecato 23/08/2022 a 20/09/2023 Eleito
2018-2022 - Marcelo Cecato TBD a 22/08/2022 Renúncia presidente anterior
2018-2022 Agosto 2018 Cláudio Levada TBD Reeleito
2014-2018 Agosto 2014 Cláudio Levada TBD Eleito
2010-2014 30/08/2010 - 02/09/2010 a TBD -
2006-2010 - José Ricardo Siqueira - -
2002-2006 - - - -

Estatuto

O estatuto mais recente do Paulista Futebol Clube é datado de 2006, com alterações em 2014 (para diminuir de quatro para dois anos o tempo de mandato da diretoria executiva e de órgãos internos) e 2021, para se adequar às legislações brasileiras. O documento traz mais de 100 artigos explicitando as regras de trabalho dos colegiados internos do clube e foi promulgado pelo então presidente Eduardo S. Palhares.

Estatísticas

Participações

Participações em 2026
Competição Temporadas Melhor campanha Estreia Última A Aumento R Baixa
São PauloCampeonato Paulista28Vice-campeão (2004)192620143
Série A241Campeão (1919, 1921, 1968 e 2001)1919201632
Série A36Vice-campeão (1960)1960202622
Série A46Campeão (2019)2018202521
Segunda Divisão1Campeão (2024)20241
Copa Paulista12Campeão (1999, 2010 e 2011)19992026
BrasilSérie B64º colocado (2002)20022007–1
Série C7Campeão (2001)199520081–
Série D118º colocado (2009)20092009–
Copa do Brasil3Campeão (2005)20052012
Copa Libertadores da América1Grupos (2006)2006

Últimas temporadas

Últimas dez temporadas do Paulista Futebol Clube
Brasil Nacionais Internacionais São Paulo Estaduais
Campeonato Brasileiro Copa do Brasil Continentais / Mundial Campeonato Paulista Copa Paulista
Ano Div. Pos. Pts J V E D GP GC Fase Máxima Competição Fase Máxima Div. Pos. Fase Máxima
2011DNão classificado2F——A110ºC
2012DNão classificado1F——A113º2F
2013DNão classificado———A113º1F
2014DNão classificado———A120º1F
2015DNão classificado———A211º2F
2016DNão classificado———A215º1F
2017DNão classificado———A317º—
2018DNão classificado———A46º—
2019DNão classificado———A41º—
2020DNão classificado———A316º—
2021DNão classificado———A410º—
2022DNão classificado———A413º—
2023DNão classificado———A427º—
2024DNão classificado———SD1º—
2025DNão classificado———A42ºOitavas de Final
2026DNão classificado———A36º—
Legenda:
     Campeão
     Vice-campeão
     Eliminado nas semifinais
     Campeão e promovido à divisão superior
     Vice-campeão e/ou promovido à divisão superior
     Rebaixado à divisão inferior
     Classificado à fase de grupos da Copa Libertadores
     Classificado à fase preliminar da Copa Libertadores
     Classificado à Copa Sul-Americana

Categorias de base

Títulos da base

INTERCONTINENTAIS
Competição Títulos Temporadas
Campeonato Internacional de Clubes Sub 13 1 2013
NACIONAIS
Competição Títulos Temporadas
Brasil Copa São Paulo de Futebol Júnior 1 1997*
ESTADUAIS
Competição Títulos Temporadas
Campeonato Paulista - Sub-17 1 2000
TOTAL
Competição Títulos Temporadas
Títulos oficiais 3 1 Intercontinental, 1 Nacional e 1 Estadual
  • Título conquistado com o nome de Lousano Paulista.

Ver também

Referências

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Bibliografia

Livros

Ligações externas